<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371</id><updated>2012-02-13T13:40:40.568-03:00</updated><category term='w'/><title type='text'>BLOG DO RPG-X</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-7846624348340368688</id><published>2008-05-25T18:47:00.000-03:00</published><updated>2008-05-25T18:49:20.687-03:00</updated><title type='text'>Lá e de volta outra vez, de novo!</title><content type='html'>Nesses últimos dias pensei e repensei na idéia de acabar com o RPG-X, afinal depois de um ataque covarde de um idiota e de ser tratado como lixo pela antiga empresa que hospedava o site (Fatuch, nunca contratem essa empresa), eu tinha nas mãos um Banco de Dados de 64 Mb e por mais que eu tentasse restaura-lo no novo servidor não conseguia, então que decisão tomar? Abandonar tudo? Mas e os usuários que acompanharam o RPG-X por todo esse tempo? E o projeto de um cenário própio tão bem conduzido? E os amigos bytes que faziam do site seu ponto de encontro diário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dava pra deixar todo mundo na mão, além disso, eu sou apaixonado por isso, amo esse site, não me importo em tirar dinheiro do meu bolso, o preço que eu pago não se equipara as alegrias que tive aqui. Por essas e outras razões o RPG-X está de volta, totalmente limpo é verdade, mas é a solução que encontrei, com o BD nós poderíamos perder um tempo enorme sem voltar ao ar, então preferi inaugurar um novo fórum e guardar o Banco de Dados antigo para assim que possível criar um arquivário, um fórum a parte sem opção de novas mensagens, mas com todo o conteúdo do fórum antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[b]Peço a todos que eram registrado no antigo fórum que se registrem novamente, infelizmente isso é necessário.[/b]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso queiram consultar o antigo fórum deixei o BD hospedado no link abaixo, ele é todo em arquivo texto e não precisa de nenhum programa em especial para ser lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.rpgx.com.br/plus.sql.gz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link do fórum: www.rpgx.com.br/forum&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-7846624348340368688?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/7846624348340368688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=7846624348340368688' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7846624348340368688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7846624348340368688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/05/l-e-de-volta-outra-vez-de-novo.html' title='Lá e de volta outra vez, de novo!'/><author><name>Marchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10199740574877329666</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-6917371762887101953</id><published>2008-04-03T20:46:00.002-03:00</published><updated>2008-04-03T21:59:51.104-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 17</title><content type='html'># Povovski! Estamos aqui com a AQ 017. Começando no dia 14/02/2008, a atividade teve como tema o trecho de música:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu amor&lt;br /&gt;O que você faria se só te restasse esse dia?&lt;br /&gt;Se o mundo fosse acabar&lt;br /&gt;Me diz, o que você faria?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Participaram duas poesias e três contos. E, pela primeira vez, o vencedor foi uma poesia! \o/ E a Agnes consegue seu bi. =3 O resultado saiu dia 05/03/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com vocês, o começo d'O fim. (Piadinha infame. ¬¬)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O FIM&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Olhar o céu &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Alimentar-me da luz solar &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Às cinco horas da manhã &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sentir as primeiras horas &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As primeiras brisas &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Pra sentir você &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não há planos &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Nem expectativas futuras &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Só seus olhos &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Buscarei &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;No fim do dia &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;No fim da linha &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Do desejo desconcertante &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dos últimos momentos &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Em que quero estar contigo &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As horas me aprisionam &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas não tenho mais medo &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Só seus braços me condenam &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;À prisão dos últimos instantes &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Do fim &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Do dia... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-6917371762887101953?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/6917371762887101953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=6917371762887101953' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6917371762887101953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6917371762887101953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/04/campees-da-arena-17.html' title='Campeões da Arena - 17'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-136674556187821874</id><published>2008-03-17T23:39:00.002-03:00</published><updated>2008-03-17T23:57:04.599-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 16</title><content type='html'># E 'bora com a edição 16 dos Campeões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# O tema da vez foi "Uma noite com os elfos", dado no dia 16/01/08. Foi um tema altamente específico, o que talvez tenha inibido a participação: concorreram 3 contos. No dia 09/02/08, tivemos o fim da votação, que apontou nada menos que... Meu hexacampeonato. o_o Sendo que quatro vitórias foram seguidas! o______O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Não que isso queira dizer grandes coisas. Na 14, por exemplo, o primeiro lugar foi dividido e isso só não voltou a ocorrer por diferenças de um ponto ou dois. O que significa que o nível dos participantes está bem parecido. ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Confiram os demais contos no site. E aproveitem a leitura. ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O sapateiro e os elfos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As portas e as cortinas já estavam fechadas. Daniel, Carina e Maria Santa olhavam seguidamente de Eduardo – que mantinha os olhos fechados - para o livro à frente dele. Não entendiam porque demorava tanto para ele abri-lo, mas não ousavam reclamar. Ainda mais porque sentiam um frio na barriga, uma estranha impressão de que algo estava sutilmente diferente do que sempre fora, apesar de não haver NADA de diferente no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Tudo bem _o garoto abriu os olhos, de repente. _Estou pronto, e vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Já estamos prontos há meia hora! _Carina, a ruivinha, reclamou. _Anda logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imperturbável, o garoto se virou para Maria e ela moveu a cabeça, mostrando algum medo nos grandes olhos castanhos. Depois, olhou para o irmão gêmeo, que fez um sinal de positivo. Sorrindo, tomou o livro encadernado em couro e abriu-o aleatoriamente. Todas as páginas estavam em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Bem, o Livro do Selo está aberto. Vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os quatro colocaram as mãos sobre as páginas brancas e pergamináceas. O papel antigo brilhou azulado e as crianças sentiram um tranco no umbigo, antes de tudo ao redor escurecer e perceberem que estavam caindo em alta velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, no entanto, ficou assustado. Aquela nem de longe era a primeira vez. Daniel ensaiou algumas piruetas e tentou brincar com o irmão, mas recebeu uma livrada deste. A escuridão logo se dissipou, revelando um salão com colunas greco-romanas. Antes que batessem no chão, eles diminuíram bruscamente de velocidade e algo invisível os pôs em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Estão atrasados! _uma voz que se pretendia imponente ressoou pelo salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Estava difícil eu me concentrar hoje _Eduardo respondeu, com azedume. _Que tem para nós hoje, Esfinge?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ser não muito maior que um labrador, que dava a impressão de ser um filhote gigante e alado de leão com maquiagem e adornos egípcios, saiu de trás de uma das colunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você já teve mais respeito comigo, garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E você já fez entradas menos desnecessariamente dramáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Certo, certo. Negócio é o seguinte, pirralhada: esse livro – pegou o dito com a boca e pôs na frente deles – está ficando totalmente em branco. Não é só a partir de uma página, como de costume, nem está com a história se modificando. Só desaparecendo completamente. É quase certo que seja alguém com uma peça do Selo. As instruções são as de sempre: se infiltrem na história e ponham a peça de volta no Livro do Selo. Nada a acrescentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_“O sapateiro e os anõezinhos”... _leu Daniel com alguma dificuldade. _Que história é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É um conto de fadas dos irmãos Grimm _esclareceu o irmão. _Mal traduzido por sinal. Em inglês é “The shoemaker and the elves”: não são anões, são elfos. Devem estar se mordendo por serem confundidos com seus maiores rivais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Deixe Tolkien fora disso, Eduardo _Esfinge interrompeu. _Vocês vão ou não? Além disso, você sabe tão bem quanto eu que elfos não são pequeninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Deixe você a mitologia nórdica longe disso _o menino não se fez de rogado. _Você sabe que “elfos” abrange uma gama enorme de criaturas fantásticas. E Shakespeare criou um precedente para elfos pequeninos em “Sonhos de uma Noite de Verão”. _Sem fazer pausa, virou-se para Carina: _Coloque o livro no pedestal, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina pegou “O sapateiro e os anõezinhos” e o pôs em um pedestal que ficava em frente a um grande portal vazio. O portal brilhou e os quatro passaram por ele, com os olhos fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriram novamente, descobrindo-se num vasto chão de madeira. Maria deu um gritinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Olhem para a gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os garotos olharam para si mesmos e se assustaram: as roupas estavam em frangalhos e eles tinham orelhas pontudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Acho que somos elfos _Eduardo torceu o nariz. _É a única forma de nos infiltrarmos na história sem sermos vistos, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ei, olhem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel estalou os dedos, desapareceu e foi parar do lado de Carina. Estalou os dedos de novo e surgiu ao lado de Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não é legal? _disse, contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Trivial _comentou o irmão. _Você é um elfo de contos de fadas, maninho. Como acha que as pessoas nunca conseguem vê-los? Olhem, os elfos verdadeiros estão trabalhando ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel rolou os olhos, fazendo o movimento labial de “chato”. Carina viu e deu uma risadinha abafada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E o que estão fazendo? _Maria perguntou, antes que Eduardo percebesse o motivo da risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Fazendo um sapato. Vocês não conhecem a história, certo? Resumidamente, um sapateiro muito bom e muito pobre não progride na profissão. Uma noite, deixou a última tira de couro e as ferramentas sobre a mesa. Quando acordou, o sapato estava pronto. Isso se repetiu por meses, até ele enriquecer. Então, ele e a mulher resolveram se esconder no guarda-roupa para ver quem os ajudava. Descobriu que homenzinhos faziam o serviço, mas eram mal-vestidos. Então, quiseram ajudá-los fazendo roupinhas para eles. Eles as usaram, ficaram muito satisfeitos e nunca mais apareceram. Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E qual é a moral da história? _perguntou Daniel, coçando a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_A verdadeira moral é que, se você der roupas a um elfo, ele pára de trabalhar pra você. Mas, nos livros de escola, você deve encontrar alguma baboseira melosa sobre generosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E gente... _Carina disse. _Cadê a Maria? Ela tava aqui nesse segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correram os olhos e foram encontrar a garota puxando um fio enorme junto com outros elfos, enquanto tagarelava animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Maria! _Eduardo chamou. _O que está fazendo? Não é hora para brincar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não estou brincando, estou ajudando a fazer o sapato. A Hildegard aqui _apontou uma elfa que manipulava a agulha, quase do tamanho dela _disse que eles estão com um problema sério: passam a noite inteira fazendo sapatos e, quando o sapateiro acorda, o sapato sumiu. Essa é a última vez que vão tentar. Se continuarem sumindo, vão desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Maria... _Eduardo começou, áspero, e todos se encolheram, esperando a patada _...Você é um gênio! Descobriu por que a história está sumindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_D-Descobri?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Claro! Se o sapateiro não recebe os sapatos, a história some, por que não existe o que relatar! Só precisamos pegar quem está sumindo com os sapatos. Provavelmente é quem está com o pedaço do Selo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel suspirou alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por que nunca podemos brincar à toa nos livros? Por que temos sempre que ficar catando essas partes do Selo que uns personagens doidos pegaram pra ficarem mais fortes e mudarem suas histórias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Correção: EU tenho que encontrar as partes do Selo, vocês vêm de enxeridos. Agora, chega de nhenhenhém, vamos fazer como a Maria: trabalhar junto com os elfos e ver o que descobrimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Tô exausto! _reclamou Daniel, sentando-se sobre um botão. _Não agüento mais pregar sola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu também! _as meninas fizeram eco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O dia já vai raiar _Eduardo disse, de pé, como se não tivesse trabalhado tanto quanto os outros. _Os elfos já estão indo, temos que nos postar em algum lugar para vigiar o par de sapatos. Trabalhamos duro nele, vão deixar que roubem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Podemos dormir, primeiro? _perguntou Carina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E fazer um lanchinho! _completou Daniel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nem descanso, nem lanchinho! _o menino trovejou. _Levantem, agora! Dani, você fica atrás daquele martelo. Carina, fique com ele. Maria, você fica aqui. Eu vou para trás daquelas ferramentas. Fiquem acordados! E atentos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera foi ainda mais penosa por conta do sono e da fome. E eles nem sabiam o que, exatamente, estavam esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras claridades da madrugada já se pintavam pela janela. Cansado, Daniel chegou a dar uma pescada. Um ruído, porém, logo o despertou. Levantando a cabeça com cuidado, viu um elfo se esgueirando para perto do sapato. Tinha um ar tão culpado que, mal fez um gesto mais brusco, três crianças disfarçadas de elfos caíram sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas o que é isso?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você está tentando roubar o sapato, não está? _Daniel perguntou, segurando os ombros do elfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Só estou cansado de ser mais um elfo entre tantos _ele disse, tranqüilamente. _Vocês também não estão cansados de só trabalhar feito condenados e não receber nem um “obrigado” em troca? Eu estou! Estou vendendo esse sapato para outro sapateiro. Rende um bom ouro! Se não falarem nada, podemos dividir o que vou ganhar com esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Se bem me lembro _Eduardo pigarreou, de algum lugar do escuro _“O Sapateiro e os Anõezinhos” tem alguma coisa a ver com generosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vocês vão aceitar ou não? Se não aceitarem, vou ter que calar vocês de outro jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lentes redondas dos óculos do garoto brilharam na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Faça-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elfo tirou do bolso algo que parecia um pedaço de papel, mas era furta-cor. Engoliu-o e ficou, então, maior e com garras e dentes afiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Maninho, ele tá com um pedaço do Selo! _Daniel gritou o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu sei. Sai do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_SAI! E você! _o elfo assustador olhou o garoto, surpreso. _PENSA RÁPIDO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que falava, Eduardo atirou o livro de couro que carregava no elfo. Ele segurou-o e riu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Esse livro é bem pesadinho, mas me atingir com ele... Você é mesmo muito ingênuo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ingênuo? Eu? _perguntou Eduardo. _Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro do Selo começou a brilhar forte e o elfo vomitou o papel furta-cor. O papel foi sugado pelo livro, que se fechou e voltou para as mãos de Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Adoro ser ingênuo _o garoto comentou, com um sorriso de canto de boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol finalmente saiu, e, com ele, o sapateiro apareceu para trabalhar. O elfo mau sumiu com um estalo e os quatro acharam que era hora de fazer o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Bom trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Obrigada, Esfinge _Maria sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Fizemos a nossa obrigação _Eduardo resmungou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O livro já voltou ao normal? _perguntou Daniel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Veja você mesmo... _Esfinge apontou o livro no pedestal, com o focinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro abriram “O Sapateiro e os Anõezinhos”, curiosos. O livro parecia ter voltado ao normal, exceto por...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que é isso?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravura mostrando um dos sapatos que o sapateiro recebeu dos elfos mostrava agora um tênis All Star.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Agora entendi por que eles não tiravam os olhos do meu pé... _Daniel riu, antes que Eduardo o puxasse para fora do mundo dos livros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-136674556187821874?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/136674556187821874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=136674556187821874' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/136674556187821874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/136674556187821874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/03/campees-da-arena-16.html' title='Campeões da Arena - 16'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-2862334678530546021</id><published>2008-03-06T14:35:00.002-03:00</published><updated>2008-03-06T14:55:10.197-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 15</title><content type='html'># Acabamos de chegar com mais uma edição dos Campeões da Arena! \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# A atividade em questão é a Atividade Quinzenal 015, com o tema "Violência Urbana", dado pela Annia. Ela durou de 20/11/2007 a 11/12/2007. Participaram 6 contos. A vencedora foi... Strix. =p Pessoalmente, achei que outras pérolas que concorreram merceiam ter vencido. Duvida? Confira o pódio completo e os outros contos lá no RPG-X e veja do que estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Perseguição&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lego para a Mariana. O carrinho para o Léo. O vestido para a Júlia. O DVD do Roberto.&lt;br /&gt;As compras de Natal haviam sido feitas com sucesso.&lt;br /&gt;Luísa tinha agora apenas que vencer três quarteirões até o estacionamento. O vento forte de chuva fazia as ruas ficarem vazias, e havia uma praça de má fama no caminho. “Ai, meu Deus...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os olhos experientes do garoto mostraram seu alvo com clareza. Era aquela madame cheia de pacotes, lógico. Nervosa e rica, bem rica, como estava visível. A dura experiência ensinara a ele que, se fosse visto, ela apressaria o passo ou atravessaria a rua. Ele precisava ser silencioso e só ser notado na hora certa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Luísa estremeceu. Sentia-se observada. Até que ponto isso era instinto, até que ponto era paranóia, era difícil avaliar. Passou a andar um pouco mais rápido, maldizendo-se por sua imaginação. Começou a atravessar a praça, lançando olhares furtivos para todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela estava mais rápida. Ele precisava ser mais rápido, também. Depois da praça, ficava um postinho policial. Se ela o alcançasse, era o fim. Ele conhecia bem o tratamento que receberia dos “homi” se apenas se aproximasse da madame. Tinha que ser antes! Ele tinha que ser rápido e conseguir.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A sensação de ser observada aumentou, e Luísa teve certeza de ter ouvido algo logo atrás de si. Uma espiadela sobre o ombro mostrou-lhe um menino magro, sujo, maltrapilho, de pele escura e touca enterrada na cabeça. Ficou branca com o pânico. E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O posto policial!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um posto ali próximo. Ela precisava chegar ao posto policial! Apressou-se ainda mais, sobraçando os pacotes com mais força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Droga! Ele tinha sido visto! E a madame estava quase correndo, agora. Isto é, tanto quanto os saltos e os pacotes a permitiam. Esse atraso era a única chance que ele teria de se aproximar. O posto de polícia estava perigosamente próximo. Ele teria que recorrer ao último recurso, às últimas forças...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Luísa custou a reprimir um grito quando o menino correu mais rápido, ultrapassou-a e parou na frente dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ai, meu Deus, ele deve estar drogado! Vai apontar um revólver pra mim, vai me levar tudo, isso se não me bater...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Isso é seu, dona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fluxo de pensamentos da mulher foi bruscamente interrompido. O menino segurava um rico brinco, que ela reconheceu como dela. Devia ter caído no caminho, não era a primeira vez que acontecia naquela tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendeu a mão e o menino enfiou o brinco nela, de qualquer jeito. Lançando um olhar temeroso na direção do posto, muito próximo, saiu correndo sem esperar por nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para trás, ficou apenas uma mulher aturdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes arrependimentos da vida de Luísa (como ela contaria aos netos) foi nunca ter agradecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-2862334678530546021?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/2862334678530546021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=2862334678530546021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2862334678530546021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2862334678530546021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/03/campees-da-arena-15.html' title='Campeões da Arena - 15'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-6839576157101545006</id><published>2008-03-03T13:04:00.001-03:00</published><updated>2008-03-03T13:06:55.058-03:00</updated><title type='text'>Podcast: D20 Modern - O Novo Velho Sistema</title><content type='html'>Estreiando no blog da RPG-X estou postando esse Podcast-solo sobre D20 Modern, dando uma breve pincelada sobre o assunto. Espero que gostem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.gcast.com/go/gc_300x240?xmlurl=http://www.gcast.com/u/Layon/main.xml&amp;amp;autoplay=no&amp;amp;repeat=no&amp;amp;colorChoice=1" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" height="240" width="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gcast.com/htdb/popup/subscribe.html?u=http://www.gcast.com/u/Layon/main.xml"&gt;Subscribe Free&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.gcast.com/htdb/popup/gethtml.html?u=http://www.gcast.com/u/Layon/main.xml"&gt;Add to my Page&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-6839576157101545006?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/6839576157101545006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=6839576157101545006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6839576157101545006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6839576157101545006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/03/podcast-d20-modern-o-novo-velho-sistema.html' title='Podcast: D20 Modern - O Novo Velho Sistema'/><author><name>Campanha Aldaranea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-2267070126000133161</id><published>2008-02-28T18:11:00.001-03:00</published><updated>2008-02-28T18:17:47.268-03:00</updated><title type='text'>Poema</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;marquee&gt;INFERNOS&lt;/marquee&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em mim há mais que desejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há delírios infinitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhos e flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há todos os infernos e espinhos pra te sangrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há luz atordoante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escuridão acolhedora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em meus braços muitas dimensões até a loucura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dores e abismos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suor e suspiros lancinantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamas nas mãos e cabelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em meus olhos há muito mais coisas do que você possa imaginar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua percepção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritos e sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolvidos em risos e maldição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te leva a nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há insanidade em toda parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-2267070126000133161?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/2267070126000133161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=2267070126000133161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2267070126000133161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2267070126000133161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/02/poema.html' title='Poema'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-8176692046241265285</id><published>2008-02-06T19:10:00.000-03:00</published><updated>2008-02-06T19:17:05.393-03:00</updated><title type='text'>Nada mais do que polietireno digitalizado</title><content type='html'>Enfim, depois de um milhão de atraso, lancei o gibi do RPG-X. Utilizando miniaturas ultrapassadas de D&amp;D (obrigado Wizards por fazer todo meu investimento virar cinzas), uma máquina digital e algumas idéias malucas, surgiram os Heróis de Plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que curtam tanto quanto eu curti cria-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rpgx.com.br/imagens/lide1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://www.rpgx.com.br/imagens/lide1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://rpgx.com.br/forum/viewtopic.php?t=2550&amp;highlight="&gt;Heróis de Plástico&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-8176692046241265285?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/8176692046241265285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=8176692046241265285' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8176692046241265285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8176692046241265285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/02/nada-mais-do-que-polietireno.html' title='Nada mais do que polietireno digitalizado'/><author><name>Marchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10199740574877329666</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-4079185038034223485</id><published>2008-01-29T17:00:00.000-03:00</published><updated>2008-01-29T17:36:59.094-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 14</title><content type='html'># Estive longe dos blogs por quase dois meses, mas já voltei, com a graça de Deus. =3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Continuo, então, os Campeões da Arena. A AQ014, que durou de 30/10/2007 a 19/11/2007, teve como tema Futuro. Deu margem a vários desdobramentos. O texto da Agnes está um pouco mais abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Foram 5 participantes, e, pela primeira vez, aconteceu de termos DOIS vencendores. Sim, não houve como desempatar. Logo, Kate (com "Diário de bordo") e a tal da Strix (com "Sob a bruma vermelha") subiram de mãos dadas ao topo do pódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Leiam os dois logo abaixo. E não se esqueçam de ir ao RPG-X conferir os outros. ^~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Diário de bordo&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;2462 palavras&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ano de 2915. Devido às ações dos seres humanos, a Terra tornou-se um lugar desértico, onde largas extensões de terreno árido e estéril se contrapõe a geleiras de água poluída e pântanos sulfurosos. Os sobreviventes se reúnem em torno de pequenos oásis, tentando cultivar a terra seca, agarrando-se desesperadamente à vida. Uns poucos se arriscam, e saem em busca das terras férteis de que falam as lendas, mas são exceções. Todos têm medo de se aventurar no Grande Deserto. Ou quase todos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Gabrielle Cavalcanti. Tenho 18 anos, sou órfã de pai e mãe, e tudo o que me resta de "família" é um rapaz da minha idade, que porta nas veias a mesma maldição que esta que vos fala. Leonardo é a única pessoa que me entende e que me apoia. E eu o adoro do fundo do coração por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Whitney é meu amigo e cúmplice desde que "a praga" levou nossos pais. Uma doença misteriosa que abateu os da minha raça, um a um. Restamos apenas nós dois, que ainda não tínhamos começado a transformação, ambos com 12 anos. Desde então somos uma equipe. Nossas brigas são freqüentes, mas não sabemos viver um sem o outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor não me perder em reminiscências. Vou contar os fatos, e você que chegou a essas linhas, tire suas próprias conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;x-x-x-x-x&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todos nos temiam. Afinal, boa parte deles, apesar de não saber de nossas... hum... "necessidades alimentares especiais", conheciam nossa fama, de sermos os assassinos mais eficientes do deserto. Tirar vidas humanas era o nosso sustento. Éramos, modéstia à parte, os melhores do deserto. Respeitados e temidos onde quer o vento quente das tempestades de areia levasse nossos nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo mudou quando o governo descobriu o que realmente somos. Tivemos que fugir do pequeno oásis-cidade em que vivíamos, e é por isso que você vai nos encontrar em cima de um quadriciclo, a caminho do desconhecido, tendo por guias uma bússola, um mapa de fontes duvidosas e nossa convicção de que as lendas eram verdadeiras. Levávamos mantimentos, e também uma gaiola com alguns roedores do deserto, bichinhos de orelhas compridas, pêlo cor de areia, olhos negros e bigodes compridos como os dos felinos. Usávamos aqueles animais para aplacar a sede de sangue, quando ela se avolumava a ponto de se tornar insuportável. Era fácil e prático usar aqueles animais, já que eles se reproduziam rápido e tinham ninhadas grandes. Mas como eu tivera uma crise de abstinência alguns dias atrás, só tínhamos dois casais de bichinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leo... - eu disse, baixinho, mas como o motor movido a bateria solar fazia apenas um zumbido baixo, ele ouviu, e resmungou para me incitar a prosseguir - quando vamos parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só quando o Sol se pôr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu suspirei, e encostei a testa na nuca dele. Leonardo acelerou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acha que vamos encontrar alguma coisa? - perguntei, e ele deu um peteleco na bússola presa ao guidão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dizem que existe um oásis grande ao norte. Se existe mesmo, vamos achá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem certeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele poderia ter respondido algo do tipo: "não, mas se não existir, vamos morrer de fome". Mas riu e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não acredito que você ainda duvida da minha intuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sempre sabe o que dizer pra me animar, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse é o meu trabalho, chefinha. Não nos falamos mais, até o sol descer no horizonte. Quando isso aconteceu, paramos, armamos nossa barraca, comemos um pouco da comida desidratada e fomos dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;x-x-x-x-x&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nos dias que se seguiram, não ocorreu nada digno de nota, além de Leo ter uma leve "crise" e matar três roedores. Nada de mais, durante três dias nossa rotina se resumiu a acordar, levantar acampamento, vestir as roupas de proteção contra o sol, pé na estrada, parar à noite, comer, dormir. Durante o dia, conversávamos mais para exercitar a fala do que por ter assuntos realmente. Aquilo me deprimia tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fazer o quê? A viagem continuou, e com ela, nossas esperanças de encontrar um lugar melhor aumentavam mais e mais, impulsionadas pela brisa cada vez mais fresca, pelo sol cada vez menos intenso e a areia cada vez menos seca. Continuamos...&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;x-x-x-x-x&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Espreguicei-me lentamente, esticando braços e pernas e arqueando a coluna, fazendo as articulações estalarem. Suspirei e sentei-me com um largo sorriso no rosto. Não dormia tão bem desde que meus pais tinham morrido. Leo já tinha levantado, óbvio, ou eu não teria espaço para me esticar daquele jeito. Peguei as roupas de proteção e saí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo estava sentado sobre o quadriciclo, meio vestido, as sobrancelhas contraídas, o olhar fixo no nada. Ele usava as calças e botas necessárias para a sobrevivência na aridez desértica, mas a camiseta encardida era leve e sem mangas. Apesar de dormimos lado a lado todas as noites (e até mesmo abraçados, quando os cobertores não conseguiam afastar de todo o frio da madrugada), jamais tínhamos nos tocado com mais intimidade que dois irmãos. E naquele momento, ao vê-lo com os músculos à mostra (ele não tinha muitos, mas os que tinha eram bem definidos), as feições recortadas contra o sol nascente, senti o coração disparar, as mãos suarem e o sangue aflorar ao rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Controle-se, Gabrielle!", eu disse a mim mesma, decidida. "Isso é uma reação perfeitamente normal, já que você é uma mulher, ele é um homem e os dois são adultos. É tudo biologicamente explicável!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leo? - chamei, insegura - aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aconteceu, Gab. Dá uma olhada nisso. Ele tirou alguma coisa do bolso, e jogou para mim. Peguei ainda no ar, e quando olhei, reconheci a tira de couro que antes prendia a bússola ao quadriciclo. Fora visivelmente cortada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas... - balbuciei, desconcertada - mas... mas como?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aí é que está - ele murmurou sombriamente - nós notaríamos se alguém se aproximasse a ponto de cortar isso e levar nossa bússola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não foi um animal - examinei o corte no couro curtido - a marca é de um golpe só, preciso, de faca bem afiada. Será que foi um ladrão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa comida, nossa água, ferramentas, baterias de reserva e carregadores estão todos nos lugares. E se fosse um ladrão, teria levado o quadriciclo, que é o mais valioso de tudo. Pelo visto, só querem que a gente se perca, porque nossos mapas também sumiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Droga. Você viu pegadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Andei uma boa distância em torno daqui, e não vi pegadas em lugar nenhum. Mas não tem problema, a gente se orienta pelo sol. Só o que temos a fazer é ir para o norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assenti. Leo desceu do quadriciclo, pegou a jaqueta e a capa, e me beijou no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anda, pequena. Veste logo as suas roupas, que eu vou desmontar a barraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei minhas "roupas de guerra", mas antes de vesti-las, olhei uma última vez para a tira de couro cortada. Quem quer que tivesse feito aquilo, queria que encontrássemos aquela pista. Não havia outro motivo para deixar para trás uma prova tão óbvia, além de talvez a pressa. Mas quem tinha tempo para apagar pegadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacudi a cabeça, larguei a "prova do crime" na areia seca e me vesti. Teríamos um longo dia pela frente.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;x-x-x-x-x&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Insônia. Eu devia ter suspeitado que aquela noite de sono deliciosa e ininterrupta era a calmaria antes da tempestade, como o mormaço quente que precedia as ventanias furiosas do deserto. Quanto mais me revirava, tentando conciliar o sono, mais distante ele parecia. Leo, que não tivera o mesmo azar, ressonava baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirei muito profundamente e virei-me de costas para ele. A areia macia sob o fundo de tecido da barraca sempre fora um ótimo colchão, mas subitamente eu tinha começado a achar desconfortável. Praguejei, e tornei a me virar de frente para Leonardo. Levei um susto ao encontrá-lo de olhos abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dá pra sossegar e me deixar dormir, Gabrielle?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem que eu tô tentando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não parece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala a boca e me deixa dormir, Leonardo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala a boca você, que começou com isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mentira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele inspirou profundamente, fechou os olhos e pareceu contar até dez. He, he, he. Eu conheço meu amigo... no meio de uma discussão acalorada, o melhor modo de fazê-lo se calar para não trucidar o interlocutor era disparar um veemente grito de "mentira!" no meio da briga. Quando ele finalmente se controlou, abriu os olhos e me encarou com uma expressão zombeteira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo visto, só tem um jeito de calar essa sua boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo me puxou pela cintura e me beijou. Anote aí: até os dezoito anos, três meses, cinco dias, dezessete horas e quarenta e dois minutos de vida, Gabrielle Cavalcanti nunca tinha sido beijada. Patético, eu sei. Ridículo, eu sei. Mas digamos que com a vida que eu levava, era meio complicado arranjar um namorado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então. O beijo. Nem sei descrever o que foi que me passou pela cabeça, se é que passou alguma coisa. Senti-lo assim tão perto... eu nunca o tinha abraçado daquele jeito, nunca o tivera tão perto, nunca tinha sentido seus lábios nos meus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas subitamente nos afastamos, e nossos olhos se encontraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sentiu? - ele perguntou, num sussurro, e eu confirmei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está perto. O que quer que seja, está perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos sentamos na barraca, sem fazer ruído. Fiz meus olhos cintilarem, e passarem do azul-escuro ao rubro. Imediatamente, o interior da barraca tornou-se mais claro. Agucei a audição, enquanto Leo fazia o mesmo. O vento soprava forte. Era um grito horrendo, alto e ensurdecedor, que só podia significar uma coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- TEMPESTADE DE AREIA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos precipitamos para fora da barraca, levando o que deu: roupas emboladas, a gaiola dos mascotes, uma coberta. Montamos no quadriciclo, e Leo deu a partida. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Funciona, porcaria, FUNCIONA! - olhamos para a direção de onde vinha o rugido do vento. A tempestade se avolumava, crescia, avançava. Leo saltou do veículo e agarrou meu braço - vem, Gab!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxou-me para baixo, e desatamos a correr para o mais longe possível de nossas coisas, que o vento com certeza jogaria sobre nós. Quando o choque da tempestade derrubou-nos de bruços no chão, Leonardo cobriu nós dois com a manta espessa de lã, me abraçou com força e ficou imóvel sobre mim. De olhos fechados, eu podia ouvir seu coração disparado e sentir sua respiração rasa e cheia de medo. O ruído do vento sobre nós era quase tão assustador quanto os pesadelos que eu tinha com a morte dos meus pais. Meu coração parecia querer sair pela boca, o ar faltava, os tímpanos doíam e a cabeça latejava. Aquilo era o próprio inferno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo apagou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;x-x-x-x-x&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Acordei, mas não abri os olhos. Estava tudo tão confuso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de Leonardo. Do desmaio. Da tempestade. Do beijo. Só não me lembrava do motivo de estar numa cama macia, forrada com lençóis limpos e perfumados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me na cama, e olhei em redor. O quarto era espaçoso e arejado, com paredes de um amarelo suave, móveis de ótimo gosto e um enorme espelho de moldura dourada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei, me perguntando que diabo de lugar era aquele. Meus pés tocaram a pedra fria do chão, comprovando que não era um sonho. "Será que eu morri?", pensei, indo até o espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu parecia a mesma de antes. Os cabelos encaracolados e curtos tingidos de rosa-chiclete (será que o cabelo continua tingido depois que morremos? Acho que não, então estou viva), os olhos de um azul tão escuro que se aproximavam do violeta, mas o que me surpreendeu foi que pela primeira vez na vida eu estava me vendo com roupas bonitas e femininas. Enquanto dormia, tinham me banhado e me colocado um vestido branco, longo, com um decote em "v" modesto. Se Leo me visse daquele jeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pensamento me arrastou para a realidade. Eu tinha que sair daquele quarto, achar Leonardo, e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gab, você acordou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ele que entrava no quarto. Se já fiquei surpresa por vê-lo, fiquei ainda mais ao notar que usava roupas limpas e que tinha tomado banho, assim como eu. Também estava descalço, vestia camisa e calças brancas, realçando ainda mais o negro-azulado de seus cabelos lisos presos para trás. Seus olhos verde-esmeralda brilhavam animados, um sorriso vitorioso nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leo, que raios tá acontecendo aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma história longa. Vem comigo, Gab.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;x-x-x-x-x&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eram humanos. Deveria haver uns oitocentos, talvez até mil, e nos veneravam como a deuses. Não falavam o dialeto do deserto (uma mistura desconexa de várias línguas antigas), e sim o puro português abrasileirado, assim como nós. Foram eles que roubaram nossos meios de orientação, por temerem que fôssemos mercenários à procura de escravos. Mas quando descobriram que éramos vampiros, ficaram extasiado. Éramos os "enviados", como Leo explicou, citados em uma profecia antiga, que falava sobre a praga que dizimara nossas famílias. Falava das guerras que destruíram o meio ambiente e as cidades, dizendo que, paradoxalmente, aqueles conflitos eram necessários para conter a ambição dos seres humanos e dar à mãe natureza os preciosos anos para se recompor dos danos a ela causados nos últimos milênios. E dizia que quando tudo parecesse perdido, surgiriam duas crianças vindas das trevas e do deserto, que os conduziriam à grandeza, à paz e ao progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E essas crianças somos nós?! - perguntei, quando ele acabou de me explicar. Estávamos num terraço, sob a luz do sol poente, vendo a movimentação da "cidade" lá embaixo. O lugar em que estávamos era um palácio antigo, no alto de uma colina, e tinha uma visão privilegiada do povoado - Absurdo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Absurdo ou não, eles acreditam nisso. Pense nas possibilidades! Nós podemos reerguer essa terra, podemos viver em paz com os humanos, podemos começar uma era diferente. Gab, podemos trazer progresso e beleza a esse lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debrucei-me no balaústre do terraço, e olhei para aquela terra estranha que nos tinha acolhido. As construções eram baixas e pintadas de branco, para refletir a luz do sol. Os pequenos lagos aqui e ali serviam de bebedouro aos animais e de recreação para as crianças. Mulheres com túnicas coloridas puxavam água nos poços. Ao longe, pessoas cultivavam a terra. Senti meus olhos se encherem de lágrimas, ao me lembrar das fotos que mamãe me mostrava, do século XX. Água em abundância, verde, felicidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me abraçou, e apoiou o queixo em meu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto tempo a Dinastia de Drácula levou para erguer seu império?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua risada rouca e profunda me fez chorar mais ainda em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em torno de cinco séculos. E eles governaram por mais de dois milênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quanto tempo nossa dinastia vai durar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Durará tanto quanto meu amor por você, Gabrielle - ele me virou para si, e enxugou minhas lágrimas - para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Sob a bruma vermelha&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;631 palavras&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Esse é o nosso mundo... O que é demais nunca é o bastante... Teatro dos vampiros – Legião Urbana&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Atrasada para o trabalho. De novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível acordar no horário quando faço jornada dupla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento nas ruas já é grande. Gente apressada que nunca olha para trás ou para os lados. Às vezes, tenho-lhes piedade. Às vezes, os odeio. Na maior parte das vezes, nem os vejo. Hoje, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devia ter assistido àquela série de filmes do século passado. Torna-se difícil aceitar essa noite vermelha e opaca, essa Lua laranja de brilho leitoso. Bom Deus! Fez-me mal ver antigos estudiosos falando sobre um “aquecimento global” com rostos sérios e preocupados. Quanta ingenuidade! Será que não foram mesmo capazes de prever que ele era apenas o início de algo bem mais terrível, o &lt;em&gt;resfriamento&lt;/em&gt; global? Antigamente, os gases estufa não deixavam o calor sair. Foi só uma questão de tempo até se formar essa maldita bruma, que não o deixa sequer entrar. Seremos extintos como os dinossauros. Não. Mais estupidamente que os dinossauros, já que a bruma vermelha é obra nossa, e só nossa. Droga de semáforo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o quão informatizados eles sejam, sempre se abrem momentos antes de você ser capaz de atravessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os carros hoje são bem diferentes dos carros que vi nos filmes, mas são igualmente barulhentos e desagradáveis. Odeio sua pressa. Odeio o rosto tenso e carregado dos motoristas. E odeio os jatos quentes de vapor que soltam em mim, enquanto o filho-sem-mãe do sinal não fecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelho para veículos. Finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso amar o vermelho do semáforo e odiar o vermelho do céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero o céu azul de nossos ancestrais! Quero as estrelas que eles podiam ver a olho nu! Quero andar nas ruas sem respirador! Quero me deitar numa praia de areia branca, sob um céu muito azul e sentir o calor do Sol na pele! Já há três gerações a Humanidade é prioritariamente noturna, já que a bruma vermelha não só barra a entrada de calor na Terra, como deixa as radiações nocivas passarem mais livremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que o manto amaldiçoado da atmosfera não é o único motivo para nossa progressiva mudança de hábito. Falam que uma mestiçagem maciça que vem ocorrendo no último século entre a raça humana ordinária e uma outra, minoritária e supersensível ao Sol, acelerou esse processo. Não sei que raça pode ser essa, mas não ouso dizer “absurdo”. Minha vida faz com que eu pouco me dê ao luxo de usar essa palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Finalmente um ambiente aquecido e umidificado! Posso retirar os óculos protetores, o respirador, o chapéu e o sobretudo. Antes de pegar o elevador para o escritório, é melhor eu me ajeitar, no banheiro. Acho que vou cantar de cabelo verde-brilhante hoje. Espero ter trazido o pente certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está cada vez mais difícil fazer a maquiagem esconder as olheiras, e mais difícil ainda manter nos lábios aquele sorriso jovial, sugerindo levemente certas promessas, que faz os adolescentes preferirem um show ao vivo a uma diversão caseira. Não faz tanto tempo que abandonei essa fase, mas me sinto tão mais velha que eles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo pronto. Vou desligar antes de subir. Não preciso daquela turba de gozadores me enchendo porque estou gravando um diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa criatura reclamona sai de cena e dá lugar à famosa e desejável Ley-Ley. Vidinha miserável!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ashley desligou o gravador e descolou do queixo o adesivo com o minúsculo microfone, guardando-o cuidadosamente em seu suporte. Enfiou tudo de volta na bolsa e entrou no elevador. Era hora de ganhar a noite... Não que cantar profissionalmente fosse rentável, mas ela precisava de um trabalho que mascarasse sua verdadeira fonte de renda. Esse servia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vigésimo terceiro. Vigésimo quarto. Vigésimo quinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça respirou bem fundo para aproveitar seu último momento de paz e individualidade da noite. Pousou a mão na maçaneta do malfadado 2513.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Coragem, Ashley. É preciso coragem!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-4079185038034223485?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/4079185038034223485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=4079185038034223485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4079185038034223485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4079185038034223485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/01/campees-da-arena-14.html' title='Campeões da Arena - 14'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-6362959248089318507</id><published>2008-01-23T20:12:00.000-03:00</published><updated>2008-01-23T20:50:35.178-03:00</updated><title type='text'>POEMA TRANSTORNADO</title><content type='html'>Oi, gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrindo minhas postagens aqui neste ano, o poema a seguir faz parte de uma série que carinhosamente chamo de "Série Transtornada". São contos e opesias insopirados em transtornos mentais, adorei escrever!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;marquee&gt;&lt;strong&gt;SUSPIROS&lt;/strong&gt;&lt;/marquee&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando a luz morre &lt;br /&gt;Vejo as nuvens ocultando a claridade &lt;br /&gt;Fecho os olhos e sinto a brisa soturna transfixar meu corpo &lt;br /&gt;Os sons da noite caem sobre mim &lt;br /&gt;Como intensas ventanias abismais &lt;br /&gt;A escuridão me embala &lt;br /&gt;E entre trevas e lágrimas &lt;br /&gt;Eu ouço o canto maldito e suplicante do delírio &lt;br /&gt;Suspiros... &lt;br /&gt;Ecoam em minha mente &lt;br /&gt;E a mãe do desalento &lt;br /&gt;Suspira... &lt;br /&gt;Vestindo-se de escuridão a Mãe dos Suspiros &lt;br /&gt;Com olhos de fogo &lt;br /&gt;Recolhe de mim as trevas &lt;br /&gt;Eu ouço os suspiros... &lt;br /&gt;O maléfico som que penetra em todas as dimensões &lt;br /&gt;Que escondo em meu tormento &lt;br /&gt;Suspiros... &lt;br /&gt;Respingando pedaços de alucinações &lt;br /&gt;Enquanto as trevas me levam &lt;br /&gt;Devolvendo-me ao reino &lt;br /&gt;Dos cantos escuros &lt;br /&gt;Dos porões da alma &lt;br /&gt;Suspiros... &lt;br /&gt;Me visto de sombras &lt;br /&gt;E das cinzas que a luz esconde &lt;br /&gt;Quando morre...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transtorno: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquizofrênia (ou Hebefrenia): Os esquizofrênicos têm um mundo à parte. A Psicoterapia é o tratamento indicado, mas geralmente age como paleativo. Elas tendem a agir com agressividade, pois tentam convencer os outros sobre esse 'mundo'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-6362959248089318507?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/6362959248089318507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=6362959248089318507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6362959248089318507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6362959248089318507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/01/poema-transtornado.html' title='POEMA TRANSTORNADO'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-2506613720765862545</id><published>2008-01-07T22:20:00.001-03:00</published><updated>2008-01-07T22:26:40.796-03:00</updated><title type='text'>Não é que ele está por ai?</title><content type='html'>A gente não consegue ver, mas ele está sempre por ai.&lt;br /&gt;Dá uma distraída na gente, rebola, revolve, entorta mas nunca perde o prumo. Ele espreita. O vermezinho está sempre nos espreitando... e quando menos esperamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"OLHA ELE ALI DE NOVO!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo dá voltas e perdemos tempo com coisas as quais já nos tomam mais tempo que o preciso. Tempo, tempo, tempo... Faz um favor pra gente: Vá tomar uma coca-cola! Todos os direitos reservados. Se você não sabe a quem, pesquise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos pouquinhos vou chegando de volta. No remanso. Na rebarba. No pulo do gato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"Beijos e abraços e carinhos, que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-2506613720765862545?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/2506613720765862545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=2506613720765862545' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2506613720765862545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2506613720765862545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2008/01/no-que-ele-est-por-ai.html' title='Não é que ele está por ai?'/><author><name>Dado Pires</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://1.bp.blogspot.com/-aZ78B3J8mUM/TpehLBonLcI/AAAAAAAAAPM/4IzwmN7EM1k/s220/P1106031821071.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-7538462774280991238</id><published>2007-11-22T10:33:00.000-03:00</published><updated>2007-11-22T10:45:39.103-03:00</updated><title type='text'>Conto</title><content type='html'>Olá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi meu texto para à Atividade Quinzenal 14, onde o tema foi: Futuro. O gênero foi livre, sem limite de palavras. Como sempre foi super gostoso escrever!Essa edição da atividade reuniu (como sempre) ótimos contos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura a Todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;marquee&gt;EXPECTATIVAS&lt;/marquee&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O que você espera do futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ &lt;i&gt;“A insanidade estampada em todos os olhares&lt;br /&gt;O céu exibindo cores sempre indefinidas&lt;br /&gt;O amor transformado em lenda&lt;br /&gt;Cegonhas mecânicas trazendo os bebês&lt;br /&gt;Os sentimentos dosados por conta-gotas&lt;br /&gt;Cópias de humanos andando pelas ruas&lt;br /&gt;Os alimentos em cápsulas...”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Chega, chega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que foi? Isso te choca tanto assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O que me choca é essa sua &lt;i&gt;mania&lt;/i&gt; de transformar tudo em poema! Isso irrita, sabia? Que saco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que saco &lt;i&gt;você&lt;/i&gt; ! Como pode ser tão alienada? Do jeito que as coisas estão acontecendo, o que poderemos esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não perguntei sobre esse 'futuro' aí... Perguntei sobre NOSSO FUTURO, nosso relacionamento. Entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ah, ta... E você com essa &lt;i&gt;mania&lt;/i&gt; de discutir a relação...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-7538462774280991238?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/7538462774280991238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=7538462774280991238' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7538462774280991238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7538462774280991238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/11/conto-para-atividade-quinzenal-14.html' title='Conto'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-2351922983091061497</id><published>2007-11-20T23:38:00.000-03:00</published><updated>2007-11-20T23:55:06.977-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 13</title><content type='html'># Quase lá, quase lá! =3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# A AQ013 teve um tema à altura: suicídio. Paradoxalmente, o conto que ganhou foi o único que... Ah, não vou cometer spoliers, leiam e verão. :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# A atividade começou dia  e terminou dia 29/10. Competiram 8 contos, o mesmo tanto da AQ006, a mais movimentada até aqui. A vencedora foi uma tal de Strix, vocês não devem conhecer. xD O importante é... entrem lá no RPG-X e, pelo amor de Deus, vejam os outros contos. Um mais legal que o outro. \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os arquivos do Dr. Oswaldo &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Arquivo 005 - Passos à meia-noite&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;2800 palavras&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar na casa de meus pais era bom. Eu podia pôr uma roupa bem folgada, me sentar na cadeira de balanço e ler todos aqueles periódicos médicos que não tenho tempo de ler quando trabalho. Dava para me sentir como na época em que era um adolescente grisalho e bonachão, estudando igual a um louco (hum... comparação ruim para um psiquiatra...) para o vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o que estava fazendo quando meu pai saiu discretamente de casa e veio me procurar, na varanda. Isso era um evento espantosamente raro: posso ser o filho “CDF que passou na Medicina de primeira”, mas definitivamente não sou seu favorito. Esse é o cargo do Rogério. O pai jamais perdoou esse humilde primogênito por ter se especializado em psiquiatria e não em geriatria ou algo assim mais útil. Muito menos por eu andar sempre com um pincenê do meu avô, cultivar suíças e usar chapéu. Tenho que admitir que sou um pouco teatral, um pouco mais do que um homem idoso do interior de Minas poderia perdoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém consegue imaginar, então, minha surpresa quando o “velho” se aproximou de mim e me convidou para ir com ele ao barzinho. Sou abstêmio, não gosto de futebol e não tenho ânimo para ficar falando mal do Governo até quando este acerta em alguma coisa. Portanto, sou uma vergonha para ele em termos de masculinidade. Se o pai estava me chamando para ir ao bar, algo de extraordinário devia estar acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim... Sou abominavelmente curioso. Logo estava pronto. Realmente, o acontecimento devia ser da máxima gravidade, já que o homem nem sequer comentou nada sobre o pincenê. A curiosidade atingia níveis cada vez mais insuportáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos no bar por vários minutos, mas meu pai resumiu-se a pedir uma cervejinha e a batucar impacientemente no balcão. Como o conheço bem, não foi difícil deduzir o que ele queria: estava ansioso para me apresentar um cliente. E, para que isso acontecesse, devia ser alguém SUMAMENTE importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas suspeitas logo foram confirmadas. Um construtor aqui da cidade entrou e se sentou ao nosso lado. Ele e o pai foram amigos do peito antes que o homem enriquecesse muito e passasse a conviver em uma esfera social diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram falando dos velhos tempos. Parecia óbvio que o homem estava explodindo de ansiedade, mas não queria falar com o garçom espreitando. Fez o supremo esforço de pedir uma cervejinha só para disfarçar e, mal o garçom se retirou para atender, comentou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ozzy, meu filho, a última vez que o vi você era desse tamanhozinho _indicou um tamanho impossível para um bebê. _Agora, já está aí formado, doutorado feito, famoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz um gesto neutro que podia passar por modéstia, mas era apenas meu desagrado por encararem esses fatores como indicativos de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_... Será que não poderia passar lá em casa um pouco? A Kátia também deve estar querendo ver como você está. E se você puder passar os olhos na Camila...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo vi. Ricos tendem a ser sovinas, principalmente quando já foram pobres. Camila... Evocava-me boas lembranças. Beberam as cervejas em tempo recorde e fomos caminhando para a casa dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma bela casa, fortemente murada. Ficava em uma esquina. À frente, tinha uma rua moderadamente movimentada. Em um dos lados, uma ruazinha sem saída que só comportava os fundos de outras casas. Do outro, uma casa mais modesta e, aos fundos, um barranco. Singularmente isolada, eu diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dentro, era bonita, pelo menos para mim, que não sou arquiteto. Tinha dois andares. Do lado que dava para a ruela, todas as janelas eram iguais, exceto uma, do segundo andar, que era a porta de uma sacada. Pelas cortinas rosa, deduzi ser o quarto de Camila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Kátia veio lá de dentro e nos cumprimentou espalhafatosamente, talvez porque havia gente olhando, da rua. Bastou que entrássemos, entretanto, para aquela aura de jovialidade se desfazer completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ah, doutor... Não sei o que fazer... Não sei em que pensar... A Camila, nossa filha, é uma pessoa sempre tão feliz, tão satisfeita... Está sempre muito bonita, de namorado novo... O antigo dela morreu, um rapaz muito bom... Talvez seja por isso que tudo começou, embora ela não pareça ter sofrido na época...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Calma, minha senhora _segurei suas mãos de maneira compreensiva. Pareceu-me que não extrairia nada de concreto dela enquanto estivesse naquele estado de nervos. _Calma. O que aconteceu com sua filha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;Ela tentou se matar!&lt;/em&gt; _alteou ligeiramente a voz. _Duas vezes! Só que foi enquanto estava dormindo, o senhor entende? Quando está acordada, ela é a pessoa mais normal do mundo, como sempre! Mas, quando dorme... Não é todo dia... Começou semana passada, quando ouvi alguém batendo na porta do quarto. Quando atendi, não tinha ninguém. Pensei que fosse coisa da Camilinha, mas, quando entrei no quarto dela, lá estava a garota no beiral da sacada! Ela ia pular! Gritei e ela me olhou muito assustada. Depois, confessou que não sabia como tinha parado ali. A mesmíssima coisa aconteceu ontem. Só que, quando entrei no quarto e a tirei do beiral, ela se soltou de mim, pegou uma pistola e tentou atirar na própria cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompeu-se e me olhou, com um olhar implorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Acho que entendi muito bem, obrigado. O que acha, Sr. Afonso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que acho? _o homem ficou cor de cerâmica. _Eu só tenho medo que seja... Bem, não sei... Você sabe, né, que nessa idade, os jovens adoram experimentar... Coisas diferentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Drogas? _perguntei e ele recaiu na defensiva. _Isso é fácil verificar. Basta um exame rápido. Em tempo, onde ela pode ter conseguido o revólver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É do Afonso _D. Kátia disse, lançando a ele um olhar de reprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem corou ainda mais. Peguei a arma e fiz um exame rápido. Totalmente carregada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Onde sua filha está? _perguntei. _Lá em cima... _ela mordeu os lábios e estremeceu. _Dormindo... _a voz quase sumiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi com ela. Quando abrimos a porta, uma cena perturbadora estava nos esperando. Uma bela adolescente estava sentada na cama, com um olhar parado, e tentava acertar a própria boca com um copo, sem sucesso. A mãe gritou e a menina afastou o copo por um instante. A distância era segura e o instante foi o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANG!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copo se espatifou na mão da garota. Ela soltou um grito estranho, largou o que restou do objeto e foi em direção à sacada, sem tirar os olhos parados de nós. Apontei o revólver para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Volte para cá e sente-se _disse-lhe, brandamente. _Ninguém aqui quer seu mal, mas você tem que parar com esse negócio de se matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fez menção de subir no peitoril. Engatilhei a arma. Ela desmaiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai dela e eu a colocamos na cama. Todos me olhavam horrorizados. Era tão evidente o pensamento deles, que não me fiz de rogado. Peguei um frasco na cabeceira de Camila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Diazepam. Está quase vazio. Presumi que fosse o que está turvando a água do copo. Se ela bebesse, dificilmente a salvaríamos. Um raspão de bala me pareceu muito menos prejudicial. De qualquer forma, faço parte de um clube de tiro. Tenho boa pontaria e, se repararem, ela apenas se cortou um pouco por causa do vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estavam com um ar escandalizado e pude ver, nos olhos do casal, que não estavam certos se me chamar tinha sido uma boa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Quando ela acordar _expliquei _quero falar com ela a sós. É provável que ela não se lembre do que estava fazendo. Mas preciso sondá-la, se é que me entendem. Tirem daqui esse revólver e esse copo quebrado, e rápido. Esse tipo de desmaio costuma ser breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz tudo aquilo que achei conveniente para reanimá-la. Os outros deixaram o quarto, levando, na medida do possível, os resquícios do pequeno drama. Fui até a sacada e respirei fundo. Tinha uma bela visão: abaixo, um pequeno caminho e uma faixa de terra cheia de flores, no canto do muro, além de uma magnífica árvore que crescia na rua e estendia seus galhos até bem perto da sacada, sombreando tudo por baixo. Claro que esses galhos não eram suficientemente fortes para que alguém entrasse na casa escalando-os, e uma cerca elétrica dificultava enormemente as coisas. Seria uma pena se cenário tão pitoresco se tornasse cenário de uma tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, considerei, a altura não era tão grande. A menos que ela caísse de cabeça e fraturasse o pescoço, o máximo que aconteceria seria fraturar os braços, as pernas e algumas costelas. Não que fosse de todo mau. Ela ficaria imobilizada por uns tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacudi a cabeça. Vez por outra me acudiam esses pensamentos sádicos. “Pensamentos vampirescos”, me diria uma amiga. Jamais entendi completamente o significado do adjetivo. É verdade que há uma boa dose de sadismo no culto que fazem aos vampiros, mas essa não é uma característica inequivocamente atribuída a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, esse não é um ensaio sobre a adequação ou não de adjetivos, é um relato de meus casos passados. Vampirescos ou não, é melhor deixar meus pensamentos de lado e voltar ao &lt;em&gt;métier&lt;/em&gt; da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camila moveu-se ligeiramente em sua cama e sentei-me na beirada, esperando que abrisse os olhos. Isso aconteceu logo. Ela mostrou-se surpresa com minha presença e balbuciou um “quem é você?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sou seu médico, querida. Você teve um pequeno desmaio e estou cuidando de você. Meu nome é Oswaldo. Como está se sentindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que será útil descrever minha conversa com a moça. Conversamos trivialidades, perguntei muito sobre a escola, os amigos, o namorado, os pais... Ela levava uma vida muito normal, como a de centenas de outras moças. Isto é, esforçava-se para tirar boas notas, mas não gostava muito de estudar, saía muito para as “baladas”, gostava do namorado, achava que os pais eram uns chatos... Falou com ternura no namorado morto, mas disse que já tinha dado a volta por cima, não valia a pena ficar remoendo o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei sobre seu sono, se estava bem. Ela contou sobre pesadelos que tinha ao dormir. Sonhava que mãos a agarravam ou a obrigavam a beber alguma coisa ou outra coisa desagradável qualquer. Pelo que falou, não tinha a menor consciência das crises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Examinei os olhos dela, tomei seu pulso e espiei furtivamente a parte interna de seus braços. Fiquei satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ela não usa drogas, isso posso lhes assegurar _disse eu, ao Sr. Afonso e à D. Kátia. _E não me parece mentalmente perturbada. Naturalmente, terei que manter conversas mais longas com ela para fazer uma sondagem mais completa. Por ora, vou receitar um sonífero fraco para que ela tome antes de dormir, talvez assim, mais relaxada, ela não tenha novas crises. Escreverei a receita lá em casa e mandarei por um motoboy para vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Virei daqui a um ou dois dias. Estejam atentos: se acontecer novamente uma crise, chamem-me não importa qual seja a hora. Hora do almoço, de madrugada, qualquer hora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de alguma desconfiança a respeito de mim e de meus métodos ainda ser visível, reparei que estavam mais aliviados. Uma pena que, provavelmente, não gostariam do desfecho do caso. Comecei a repassar mentalmente o nome de alguns bons terapeutas familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Alô? Doutor? Uma nova crise, rápido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus tímpanos quase estouraram. O celular poderia estar na esquina que eu ouviria perfeitamente. Resignado, esperei o momento propício e me encaminhei para a casa. Torci para que minha voz nada sonolenta e a pequena discrepância de tempo em minha chegada à casa passassem despercebidas. Felizmente, o estado do casal era tão lastimável que não prestaram atenção a nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina estava na cama, aparentemente desmaiada. Dessa vez, estava com minha maleta e pude lançar mãos de meios mais efetivos de acordá-la. Peguei o frasco do sonífero que receitei, à cabeceira e abri. Como suspeitei. Olhei severamente para a moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não era para ter essa quantidade de comprimidos aqui depois de uma semana, mocinha. Você andou se esquecendo de tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela admitiu, muito envergonhada. Soltei uma série de muxoxos e retirei um novo frasco da maleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Esse aqui é mais forte, por isso, deve ser tomado em duas doses. Vou entregar para a sua mãe, para ela garantir que você tome. É muito importante para você que nenhuma dose seja esquecida, ouviu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudei bem o olhar dela e a contrariedade que aquela idéia causava. Sorri. Aqueles comprimidos seriam meu trunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair, D. Kátia me relatou mais calmamente a situação. O fato de eu ter lhe dado o controle da medicação da filha fez com que ela deixasse de ter qualquer prevenção comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que ouvira novamente aqueles passos e batidas em sua porta e, como sempre, ao entrar no quarto de Camila ela estava na sacada, quase se jogando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Só uma coisa, minha senhora. Peço que seja bem precisa. Você se levantou assim que ouviu as batidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Na mesma hora! Elas são como um anúncio de desgraça, doutor! Mal ouvi a segunda batida, já estava de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ouviu os passos se afastando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pensou bem e balançou a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nenhunzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nem um ruído de porta se fechando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nenhum barulho. Mas, sabe, eu não estava preocupada com isso, só com a Camilinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Claro, claro. E ela estava na beirada da sacada, mesmo? Não se encaminhando para lá, talvez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não. Estava em pezinha no beiral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torci o nariz. Malditos passos! Ainda teria uma chance de esclarecê-los e apenas uma. Tudo dependia de meus comprimidos, e de minha jovem paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana. Sorri. O celular tocava, e eu sabia que D. Kátia anunciaria para todos num raio de 1 km dele que a filha tivera uma crise. Dessa vez, pensei, era melhor exercitar meu lado cirurgião e realizar uma intervenção rápida, eliminando o mal pela raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Escute aqui, minha prezada senhora _disse eu, com o máximo de autoridade que pude colocar na voz _temos algo grave a conversar. Deixe seu marido cuidando de sua filha e certifique-se que ela não deixe o leito sob nenhuma circunstância. Estou à porta de sua casa. Pode vir abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Receio que a tenha assustado muito naquela ocasião, mas era o jeito. Quando a porta foi aberta, tomei as mãos dela nas minhas e a fiz sentar. Quanto antes terminasse aquilo, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Dona Kátia _eu disse, sério. _A senhora precisa ser forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ai, minha Nossa Senhora! O que foi, doutor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_A polícia está ali fora. Prenderam o namorado da sua filha. _A senhora empalideceu. Preparei a rajada final, sem tréguas ou piedade: _Ele estava agarrado à árvore, atirando pacotes de cocaína para a Camila vender na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se resta muito a explicar. Não é de hoje que garotas fingem que irão se suicidar para conseguir a atenção dos pais, e foi o que achei que estava acontecendo, desde que soube das tais batidas à porta do casal. Para testar a teoria, afastei qualquer dúvida sobre a sanidade mental de Camila e passei o calmante. Com meu binóculo de visão noturna (presente de um antigo paciente, se vocês se lembram), vigiei o quarto dela todas as noites. Eu sabia que a garota não tomaria o calmante e arquitetaria novas crises, para chamar mais a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos, foi o que pensei até flagrar o momento em que o rapaz subia na árvore e atirava pacotinhos brancos para Camila. O lugar era perfeito: pouco movimentado, nenhuma frente de casa... Tão logo a menina escondeu a droga, as luzes do quarto se acenderam e ela representou sua comédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu representei a minha, é claro. Esperei um pouco para que não desconfiassem que eu andava por perto, fingi que acreditava na inconsciência da garota e entreguei para a mãe dela comprimidos de farinha. Eu precisava fingir que estava fazendo alguma coisa e precisava deixar a garota livre para pegar o namorado em flagrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma conversa com meu amigo do Departamento de Narcóticos resolveu o que faltava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha única insatisfação com o caso, até hoje, é que jamais pude explicar os passos e batidas à porta de D. Kátia. Camila as negou até o fim. Talvez fosse aquela maravilhosa intuição das mães assumindo formas desconhecidas. Talvez fosse a alma do namorado morto. Talvez fosse algo completamente diferente. Creio que não virei a saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice está sobre meu ombro e comenta que não revelei o principal, isto é, o que me fez desconfiar que a garota não tinha nenhum problema de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer. Levei mais de dez anos desenvolvendo meu “olho clínico”, uma capacidade de observação que me permite classificar as pessoas entre sãs e doentes, mentalmente falando, com boa faixa de acerto. As atitudes de Camila, os desmaios evidentemente falsos, o sonambulismo descaradamente fingido... Dava para desconfiar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se isso não convencer os mais rigorosos, bem... A garota se dizia suicida, mas não saltou da sacada quando a ameacei com o revólver. As pessoas cometem esse tipo de erro quando têm um objeto que estava em suas mãos esmigalhado por uma bala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Droga. Pensamentos vampirescos de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-2351922983091061497?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/2351922983091061497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=2351922983091061497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2351922983091061497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2351922983091061497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/11/campees-da-arena-13.html' title='Campeões da Arena - 13'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-4462588347214887493</id><published>2007-11-20T18:42:00.000-03:00</published><updated>2007-11-20T18:48:32.931-03:00</updated><title type='text'>Sumido? Imagina...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zdiCzpWRY-Q"&gt;DESFILE COLEÇÃO PRIMAVERA/VERÃO 2008.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom eu não sei como postar vídeos aqui, mas ai está um dos porquês do meu sumiço, muito trabalho mas no final tudo vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Sim eu sou o gordinho dando a 1ª entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2: Nós já fizemos outro desfile depois desse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS3: Assim que tiver com o outro aqui posto no you tube e mando o link.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-4462588347214887493?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/4462588347214887493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=4462588347214887493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4462588347214887493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4462588347214887493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/11/sumido-imagina.html' title='Sumido? Imagina...'/><author><name>Marchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10199740574877329666</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-1489232057391474889</id><published>2007-11-09T19:26:00.000-03:00</published><updated>2007-11-09T21:23:23.087-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 12</title><content type='html'># Iarruuuuuuuu! Já estamos quase apanhando a AQ atual, a 014!&lt;br /&gt;# A Atividade 012 marcou minha despedida da moderação interina da Arena (não era sem tempo xD). Foi a última que moderei e foi bastante interessante. Só decidi o que mandar dois dias antes. :D&lt;br /&gt;# O tema foi: Irmãos - Pacto e Sangue. Com três irmãos mais novos, claro que eu tinha que participar. :D Começou dia 17/09  e terminou dia 08/10. A vencedora foi a estreante Kate Sales Riddle! \o/&lt;br /&gt;Espero que essa douradinha logo de cara dê sorte a ela. ^^ Vejam com seus próprios olhos por que ela mereceu. ^___^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Juramento&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;2702 palavras&lt;/em&gt; (será q é td isso mesmo? Bom, confio na palavra do Word)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espalhem-se, rápido! Queimem as tumbas, destruam os covis, não quero ver pedra sopbre pedra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sub-comandante olhou para a "general", que desembainhou a espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quanto a mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acompanhe-os, William. Vão precisar de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o mestre deles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos claros dela faiscaram, determinados, firmes, decididos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele é meu. Empinou o cavalo e galopou na direção do castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aconteceu numa noite de inverno. As ovelhas e cabras se debatiam contra as tábuas do curral, berros e balidos agoniados se mesclavam aos relinchos desesperados na cocheira. A mãe e os irmãos saíram, deixando-os dentro do quarto, enlaçados num abraço trêmulo de medo, enrolados no cobertor. Repetiam um para o outro que tudo ficaria bem, que devia ser só um cachorro estranho que aparecera no curral, que ao ver os lampiões acesos o animal iria embora... repetiram essas palavras úmidas de lágrimas tantas vezes que elas tornaram-se como um mantra sussurrado e sem sentido que embalou os longos minutos de espera... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E os gritos começaram. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Xingamentos, preces, palavras desconexas. A voz da mãe foi a primeira a se calar, logo seguida das dos irmãos mais velhos. Ao mesmo tempo, os animais silenciaram. Os pequenos se abraçaram com mais força ao ouvir um estrondo na cozinha. Passos. A porta do quarto foi violentamente arrancada das dobradiças, e o monstro apareceu. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sua forma lembrava um ser humano, mas a maldade demoníaca em seu rosto foi o suficiente para convencer as duas crianças de que aquilo podia ser qualquer coisa, menos um mortal como eles. Aparentava ser um homem, com em torno de quarenta anos, cabelos começando a grisalhar, barba rala, vestido com andrajos. Seu rosto e suas roupas esfarrapadas estavam cobertos de sangue fresco, e seus olhos eram brasas brilhantes e vermelhas na penumbra do quarto. Sua boca se abriu, revelando longos caninos de fera, anormalmente brancos e afiados. Os braços das crianças já estavam dormentes por causa do abraço apertado, mas a visão da criatura os fez enlaçarem-se mais forte. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O monstro fez menção de avançar sobre eles, mas não o fez. Em vez disso, seu esgar maligno desapareceu, o fogo infernal de seus olhos se apagou e ele cambaleou, com uma lança de madeira atravessada no peito, cravada por trás. Um golpe de espada, vindo da mesma direção, decepou sua cabeça, que foi ao chão ainda com as pálpebras tremendo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E eles vieram como anjos, e os tiraram dali.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela entrou no palácio. Tinha sido ali mesmo que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacudiu a cabeça. Péssima hora para recordações. Precisava se concentrar em matar o vampiro. E depois, quem sabe, sair de lá com vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhou sem medo pelos corredores, até o salão de baile. Abriu as pesadas portas duplas com algum esforço, e entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O salão era gigantesco. Devia ter quase um quilômetro quadrado, as cortinas de veludo que adornavam as janelas altas eram vermelhas, o piso era de mármore polido e estátuas de bronze enfeitavam o local. A caçadora estremeceu. Tinha sido ali, há tanto tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, ora, ora... vejam só quem veio para a festa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os passos de Diogo ecoavam no piso de pedra da mansão que, nos últimos vinte anos, fora seu lar. Quem o visse não diria que era um soldado: vestia-se todo de negro, com uma cruz de prata refulgindo contra o tecido escuro de suas roupas, o rosto de traços finos ligeiramente queimado de Sol, emoldurado por cabelos de um tom tão sombrio quanto uma noite sem Lua, os olhos de mesma cor parecendo mirar mais suas próprias profundezas que o ambiente externo. Levava a espada camuflada sob a capa, assim como a fina porém letal estaca de madeira. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Está na hora, Diogo - murmurou para si mesmo, ao pousar a mão na maçaneta. Falar consigo mesmo não era lá um hábito muito normal, mas que diminuía a solidão inspirada pelo ambiente lúgubre das florestas de Ardennes - é hora de dizer adeus. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O que disse, irmãozinho? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele se assustou, e virou-se. Deu de cara com a pessoa que estivera procurando: Daniella. Sua Daniella. Sua irmã gêmea. Até então estava decidido a dizer tudo o que precisava dizer, sem dó nem piedade, mas ao olhar naqueles olhos azuis tão diferentes dos seus mas ao mesmo tempo tão iguais, sentiu sua resolução fraquejar. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Suspirou. Por que diabos era tão difícil? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Daniella, precisamos conversar. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sobre o quê? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- A missão que lord Belmont me deu. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O olhar dela tornou-se preocupado. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Para onde você vai? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diogo inspirou profundamente antes de responder: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Para os Cárpatos. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os lábios rosados de Daniella entreabriram-se, mas demorou algum tempo até que ela pronunciasse algum som. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Para... os Cárpatos? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- E de lá para a Valáquia. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele achara que a irmã ia chorar e se descabelar. Mas a jovem encarou-o com firmeza, e quando falou seu tom de voz foi resoluto: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Vou com você. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foi como se algo viscoso, gélido e sufocante descesse pela garganta de Diogo. Não. Ela não podia ir. Ele tinha um péssimo pressentimento sobre essa viagem, e não queria que ela fosse e se machucasse... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não, você não vai! Dani, é perigoso demais, e... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Vou com você, mano - a garota o interrompeu - não importa o que você disser, nós só temos um ao outro, temos que permanecer juntos, não imposta o que aconteça. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Daniella... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela colocou o indicador sobre os lábios do irmão, fazendo-o se calar, e sorriu: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Escute bem, Di. Se tivéssemos que viver separados, não teríamos nascido juntos. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Dani, eu não quero que você vá. Algo de ruim vai acontecer nessa viagem, eu sei que vai. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas Daniella não se intimidou com as palavras agourentas do irmão. Segurou-lhe o rosto e o obrigou a encará-la. Tinha um sorriso nos lábios, e a expressão serena e confiante de um anjo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não podemos nos separar, Di. Nós nascemos para "derrotar a maldade e as trevas", lembra? Juntos, somos mais fortes que qualquer um, e podemos triunfar sobre qualquer coisa. Desde que estejamos juntos. Não se esqueça nunca disso. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diogo não pôde conter o sorriso. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Prometo que não vou esquecer. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Abraçaram-se com força, como naquela noite vinte anos atrás, como se o ato de soltarem-se fosse deixá-los à mercê dos monstros e demônios que habitavam seus pesadelos... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Pertencemos um ao outro, maninho. Nunca se esqueça disso. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chama isso de festa, seu maníaco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por que não chamaria? - ele sorriu, mostrando um par de caninos deformados e letais - ouça só a música - fez um gesto na direção das janelas, através das quais chegavam os sons de gritos, tiros e gargalhadas - isso sem falar das bebidas. Sangue de caçadores é mil vezes melhor quando bebido ainda quente, sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o encarou, entre furiosa e enojada. Ergueu a espada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa é a sua última &lt;em&gt;festinha&lt;/em&gt;, seu maldito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vampiro também sacou de sua arma, e riu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não passa de uma criança tola, se acha que pode me vencer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- DIOGOOOOOO! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eles os separaram e levaram cada um para uma cela. De nada adiantou Daniella gritar, chorar e espernear. Trancaram-na em um cubículo úmido e escuro no subterrâneo, e o tempo que passou ali se resumiu a um borrão de lágrimas e dor. Os vampiros apareciam a qualquer hora para tomar pequenos goles de seu sangue, mas isso era o de menos. Quando estava fraca e anêmica, eles se aproveitavam, e abusavam dela. Machucavam-na propositalmente, riam de seu desespero, propunham-lhe a transformação em troca da liberdade. Daniella jamais saberia se passara dias, semanas ou meses ali. Tudo o que soube é que estava deitada no chão, lágrimas escorrendo silenciosamente por seu rosto machucado, quando a porta se abriu. Não se mexeu, julgando se tratar de mais um daqueles malditos. Mas sentou-se de um salto ao ouvir uma voz conhecida: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Dani, vamos sair daqui! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Di... Diogo? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Vem, Dani! Ele agarrou-lhe o braço e ajudou a se levantar. Também tinha cicatrizes de mordidas no rosto e no pescoço, estava sujo e com as roupas esfarrapadas como as dela, e também tinha a aparência anêmica. Mas, por outro lado, estava inteiro. Ajudou-a a endireitar os andrajos em que sua capa de viagem e seu vestido tinham se transformado, e a puxou para fora. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Diogo, como você conseguiu escapar? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Fuga agora, perguntas depois. Vem, Dani!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avançaram um contra o outro. As espadas se chocaram, produzindo um forte ruído metálico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso sim, vampiro maldito. Posso e vou, porque fiz um juramento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que corajosa... seria comovente, se não fosse tão patético!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vampiro avançou, mas a caçadora tinha treino o suficiente para repeli-lo sem muito esforço. As lâminas se batiam enquanto os dois rivais lutavam furiosamente. A agilidade e a força sobrenaturais do vampiro tinham encontrado uma oponente à altura na habilidade e técnica da humana. Ela o encarava sem medo. Sabia que ter medo deles era como oferecer o pescoço para que cravassem os dentes. Precisava encará-los como meros parasitas que eram, não atribuir-lhes características de deuses ou demônios. Só isso quase igualava a briga; um pouco de treino e uma espada com lâmina de prata cuidava do resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta estava bem equilibrada. Vampiro e caçadora se enfrentavam de igual para igual, olhos nos olhos, ele com os caninos à mostra, ela com os lábios contraídos, num silêncio rompido apenas pelo retinir da prata contra o aço e pelos ruídos lá de fora, como se um acordo tácito firmado entre ambos houvesse estabelecido que esse duelo só terminaria quando a vida de um deles se findasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que não pára com isso e se alia a mim, caçadora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jurei que te mataria, seu verme infernal! Jurei que livraria o mundo de você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E se o mundo não quiser ver livre de mim, menina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu fiz uma promessa. Sobre lágrimas e sangue me comprometi a destruí-lo ou morrer tentando. E é isso que vou fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Daniella estava fraca e com o corpo todo dolorido, mas Diogo parecia estranhamente disposto. Saíram do subterrâneo, chegando a um longo corredor, que transpuseram em poucos instantes, saindo no salão de baile. Ele a fez parar e segurou-a pelos ombros: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Dani, daqui pra frente você precisa ir sozinha. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mas você não vai vir comigo? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Eu não posso, irmãzinha. Por favor, me perdoe... - ele desviou o olhar - só fiz isso por você. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sim. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- DIOGO, SEU IDIOTA! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deu-lhe um tapa no rosto, e recuou. Sentira a pele do rapaz fria sob seus dedos. Ele estava gelado. Pálido... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Morto. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Daniella começou a chorar. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Por que você fez isso, Diogo? Por quê? Nós podíamos escapar, lord Belmont mandaria alguém atrás de nós, você... você não precisava ter vendido a alma para esses demônios! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Você pensa que eu estou contente com isso? - o rapaz baixou a cabeça, e sua voz tornou-se um sussurro - por acaso acha que eu fiquei feliz por ser transformado num parasita como o que matou mamãe, Alonso e Eduardo? Eu repugno até a alma essa condição, Daniella. Mas... - a voz de Diogo ficou subitamente embargada - era o único jeito de te tirar daqui com vida. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mano... O Sol logo nasceria no horizonte. O rapaz sorriu para Daniella. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mana, me prometa uma coisa. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucas horas o Sol nasceria, e a luta se arrastava. Lá fora, partidários de ambos os comandantes se enfrentavam, afinal, as ordens dos dois tinham sido as mesmas: ninguém interferia na batalha particular deles. Aquele era um assunto que apenas o líder dos vampiros e a general dos caçadores poderiam resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brilho da Lua refletia-se no olhar dos comandantes e em suas espadas. O cansaço da humana era evidente, mas a proximidade da aurora enfraquecia o vampiro, inutilizando suas habilidades sobrenaturais. Ela começava a levar vantagem sobre o adversário, mas nem por isso deixava de ser um confronto feroz e letal. Os dois rangiam os dentes quando o som do choque de metal contra metal enchia o salão, e a cada avanço da humana o mestre do castelo recuava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não vai me vencer... - ofegou ele - você não pode me vencer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é? - ela sorriu, um sorriso quase tão maligno quanto o do vampiro - pois olhe só... - mais uma vez as lâminas se encontraram, e ela sentiu o braço do inimigo fraquejar - ... é exatamente isso... - mais um golpe, e dessa vez ele quase sucumbiu - ... que está... - conseguiu cortá-lo no rosto, fazendo escorrer um filete de seu sangue escuro. O adversário recuou, tentando se manter firme no duelo - acontecendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espada escapou da mão dele, ao mesmo tempo que uma dor aguda rasgou-lhe a carne imortal, na altura do estômago. Esse ferimento, somado a todos os outros que já tinha recebido (a prata não deixava o sangue vampírico agir nas feridas para fechá-las rapidamente), o fez cair de joelhos no chão por causa da dor. Ergueu o rosto para ela, e viu os olhos azuis marejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela enxugou os olhos e assentiu: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Pode deixar Di. Vou dar tudo de mim para cumprir. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele balançou a cabeça afirmativamente, e uma lágrima vermelha rolou por seu rosto machucado. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não se esqueça, irmãzinha... só você pode fazer isso. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ELES ESTÃO FUGINDO! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Vai! Daniella fez um breve aceno com a cabeça, e correu para o outro extremo do salão, às vezes escorregando no chão de mármore, olhos fixos na porta, esperando que a qualquer instante mãos geladas a segurassem, ouvindo as pragas e blasfêmias lançadas pelos vampiros...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Mas alcançou a saída incólume. Virou-se brevemente para trás e descobriu o motivo de não a terem capturado: as cortinas de uma das janelas estava aberta, e uma larga faixa clara do céu já extremamente pálido se refletia no chão polido de lado a lado do salão. Na outra extremidade do aposento, Diogo era facilmente identificável entre os outros, por não ter a mesma palidez cadavérica que eles, e por seus olhos não exibirem o tom escarlate que identificava os seres das trevas, continuavam negros, introspectivos, profundos. Mas subitamente a escuridão de seu olhar tornou-se cor de sangue. Estava cercado dos seus, deixara de ser o irmão de Daniella... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A jovem sentiu um aperto no coração. Mas foi forte o suficiente para sair sem olhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que se lembrou. Primeiro um flash daqueles olhos claros, daquele rosto bonito, daqueles cabelos castanhos. Depois mais outro, e mais outro... um quarto escuro, gritos... várias imagens relacionadas com aquelas lágrimas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"- Não..." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"- Sim."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tapa. Os gritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela assentiu, devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"- Era o único jeito de te tirar daqui com vida." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"- Mano..." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"- Mana, me prometa uma coisa. Prometa que quando... quando chegar a hora..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou cumprir, Diogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vampiro fechou os olhos e acenou afirmativamente com a cabeça. Quando tornou a encará-la, seu olhar era o mesmo de tempos atrás, da noite em que separaram. Daniella puxou a estaca que levava presa ao cinto. Ajoelhou-se diante dele e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"- Quando eu me tornar como eles, quando não me lembrar mais de como é ser humano... é você quem tem que me destruir, Dani. Só você pode fazer isso." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ponta afiada mergulhou no corpo dele. Soltou um pequeno gemido, um pouco de sangue escorreu por seus lábios, mas sorriu. Agora se lembrava de tudo... tocou o rosto da irmã com os dedos gelados. Enxugou-lhe as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinha que ser assim, Dani... porque nós... pertencemos um ao outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escorregou devagar para o chão, e caiu deitado de costas, os olhos escuros fitando inexpressivamente o vazio. Daniella sorriu, e pegou no bolso da capa o frasco que, milagrosamente, não se partira durante a luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se tivéssemos que viver separados, não teríamos nascido juntos... - fechou os olhos dele com delicadeza, e destampou o frasco - nós só temos um ao outro, temos que permanecer unidos, não importa o que aconteça. - tomou todo o líquido de um gole só, deitou-se ao lado do cadáver de Diogo e o abraçou - eu te amo, meu irmão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-1489232057391474889?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/1489232057391474889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=1489232057391474889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/1489232057391474889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/1489232057391474889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/11/campees-da-arena-12.html' title='Campeões da Arena - 12'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-7977538841362288973</id><published>2007-10-31T11:41:00.000-03:00</published><updated>2007-10-31T13:05:21.222-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 11</title><content type='html'>&lt;span id="postmessage_31614"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;# Estamos chegando a mais uma edição dos campeões! Faltando apenas duas para alcançarmos a atual. \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# O tema dessa foi dado pelo Klaus: Mitologias. A atividade começou dia 26/08/2007 e terminou dia 15/09/2007. A vencedora foi... Essa doida chamada Strix. O__O Escrevi o conto meio às pressas, mas até que saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Todos foram muito bons, dê uma conferida. ;) Não se assuste, só o meu foi grandinho desse jeito. xD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O fim de uma era&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2926 palavras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A criança estremeceu, num misto de excitação e medo. Sabia do destino glorioso que lhe estava reservado, mas não podia deixar de se assustar com a pesada machadinha de pedra na mão do sacerdote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último estava fazendo a costumeira exortação ao povo, lembrando-o do sacrifício que os deuses haviam feito para que houvesse o Sol, e que o mínimo que poderiam fazer para retribuir era alimentar o astro com a preciosa “água da vida”. Houve um ruído de assentimento. Ele, então, dirigiu-se à criança, gentilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Pronto para fazer parte daquele grupo de privilegiados que acompanham Huitzilopochtli em sua jornada diária pelo céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno assentiu, com aquela mesma mistura de sentimentos. Sua cabeça foi colocada em uma posição propícia, a machadinha de pedra subiu. Logo, a “água da vida” jorrava, garantindo que o Sol brilharia um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A água da vida...”, pensou um indivíduo no meio da multidão dos astecas. “Se é ela que dá poder ao Sol, será o que preciso para atingir o poder que busco?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estevão pingou a gota de sangue no tubo de ensaio e agitou. Nenhuma mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Negativo, Sr. Gimenez _comentou, pesaroso, para o homem ao seu lado. _Não consigo entender. Primeiro, mais de cem operários de uma construção são encontrados mortos. Tiveram as gargantas cortadas por um instrumento bem afiado e todos estavam com quase nenhum sangue. Desde então, todos os dias, vemos dois ou três cadáveres com mordidas nítidas na jugular e praticamente dessangrados também. O teste que acabei de fazer deu negativo para a presença de saliva de vampiros. Que raio de criatura tresloucada pode estar querendo tanto sangue?! E pra fazer o quê?!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gimenez, homem claro de mansos olhos azuis, cofiou a barba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Difícil dizer... _falou, em seu espanhol pausado. _O gosto desmesurado por sangue parece ser uma característica comum a quase todo o gênero humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Verdade _Estevão comentou, desanimado. _Não faço idéia do porquê de Gary... Er... de o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Superintendente Geraldo &lt;/span&gt;ter me mandado aqui pro México, se nem detetive eu sou e tem muito mais gente que fala espanhol na Polícia Dimensional. Ele disse que foi intuição. Bah! Sempre fico com o pé atrás sobre esse negócio de “intuição vampírica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não devemos nunca desprezar nossas intuições _o senhor sorriu melancolicamente. _E a minha também diz que você é perfeito para o trabalho. Mas diga-me... Quais seus planos para essa noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Devo montar guarda na entrada da floresta, perto do lugar da chacina dos operários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E o que eu faço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Fica em casa _Estevão rebateu, com firmeza. _O senhor é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;correspondente &lt;/span&gt;da Polícia, o Estatuto prevê que não deve ter sua vida exposta a risco caso haja um funcionário competente cuidando do caso. Estude seus livros de lendas, talvez encontre algo que nos ajude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você é corajoso, amigo. Que os deuses o protejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol tinha se posto e a noite se aproximava, célere. Aquele parecia o horário em que ocorriam os ataques. A Lua já estava surgindo. Quase cheia, parecia prometer uma noite clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma coisa oprimia Estevão. Era difícil dizer o que. Parecia estar na atmosfera. Um imperceptível cheiro de coisas antigas. Um não-sei-o-que de perigo que o fazia estremecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava bastante escuro quando o rapaz ouviu um grito abafado. Tentou correr na direção, mas o som vinha de um lugar bem mais longe do que ele supunha. Ao alcançar uma pequenina clareira, ouviu um som nítido de muitos passos que fugiam. Novamente, aquele cheiro de coisa embolorada, que ele já havia sentido ao acompanhar os pais a escavações arqueológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rápida verificação mostrou a ele que era inútil tentar seguir quem quer que estivesse ali. Era rápido e não deixara vestígios. Ou deixara?&lt;br /&gt;Próximo à vítima, já morta, estava algo que deviam ter deixado cair na pressa. Uma tigela de cerâmica decorada, toda suja de sangue. “Decoração asteca”, diagnosticou. Estava enganado, ou eram cenas dos sacrifícios humanos para alimentar o Sol? Apesar da vontade de se embrenhar na selva, na direção em que ele imaginava que os atacantes misteriosos teriam desaparecido, reconheceu que Gimenez poderia ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Absolutamente correto _o velho antropólogo confirmou. _É inconfundivelmente um ritual de sacrifício humano. Você disse que o assassino deixou cair?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Creio que sim. Não parece o tipo de coisa que um caçador comum carregaria consigo e esse sangue é fresco. O senhor acha que pode um religioso ortodoxo que resolveu reavivar o antigo ritual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não creio... O ritual exige apenas um sacrifício por dia. E tem que ser feito num altar especialmente consagrado, ou não chegará a Huitzilopochtli, de acordo com as crenças astecas. O topo da pirâmide de Quetzalcoatl, que não fica distante daquele lugar onde você esteve, seria um lugar bem mais propício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Lá isso é... Falando nisso, essa pirâmide é aquela que poderia ruir se a construção do condomínio La Plata continuasse? Aquela mesma construção onde trabalhavam as primeiras vítimas? Acha que pode ser por isso que mataram todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_A pirâmide é essa mesma. Mas não sei se tem algo a ver. Seria muito irônico se tivesse. Quetzalcoatl era o deus da bondade e da sabedoria, não tolerava sacrifícios humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Preciso investigar essa pirâmide amanhã. E, à noite, creio que terei mais sucesso na vigília. A noite de amanhã será especial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A investigação da pirâmide tinha sido praticamente infrutífera. Parecia ser totalmente sólida, sem uma única reentrância que servisse de esconderijo. Apenas algumas manchas de sangue recém-derramado sugeriam que o misterioso assassino esteve por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, Estevão esperava pacientemente pelo fim do pôr-do-sol. Escurecia e a Lua, agora cheia, começava a brilhar. “Seja silencioso. Tenha cautela. Não ataque logo de cara.”, repetia de si para si, como um mantra. Quando achou que estava suficiente escuro, abandonou seu posto nas folhagens e deixou o luar atingi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria fazer ruído, por isso, mordeu com força o lábio inferior, enquanto os pêlos brotavam dolorosamente de cada centímetro quadrado de sua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as vezes que ele se transformava em lobo humanóide sem gemer ou uivar, a dor o fazia jurar que seria a última vez. Perjúrio, claro. Logo, ele estava massageando a mandíbula dolorida, pronto para a caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o raciocínio em uma forma animal qualquer fosse muito penoso, os anos e a prática haviam dado a Estevão algum autocontrole. Ele era capaz de diferenciar “pessoas” de “comida” e conseguia se focar em algumas tarefas. “Seja silencioso. Tenha cautela. Não ataque logo de cara.”, uma voz repetia em sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirando mais profundamente, ele viu que era hora de agir. Um tubarão pode sentir o cheiro de uma gota de sangue na outra extremidade de uma piscina olímpica. Um lobisomem pode sentir o cheiro de uma gota de sangue na outra extremidade de uma floresta. Dessa vez, o assassino não escaparia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vítima estava não muito distante da que ele vira na noite anterior. Dessa vez, ele podia sentir um cheiro completamente desconhecido e muito nítido. O desconhecido não poderia escapar. Estevão, enfim, iria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ver&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximou-se o mais silenciosamente possível do lugar do ataque. Quando conseguiu um bom posto de observação, precisou de toda a sua força de vontade para não fazer ruído e se entregar. A vítima já não podia ser salva e a cena era... Ora, parecia um delírio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça morta estava tendo seu sangue vertido em uma espécie de jarro de cerâmica. A criatura que estava fazendo isso tinha a boca toda suja de sangue. Era difícil dizer o que era aquilo. Tinha um corpo musculoso, coberto por uma leve pelagem dourada com manchas pretas. O rosto era uma mistura bizarra entre o humano e o felino. Terminando de recolher o sangue da moça, a criatura pegou uma pequena tigela, semelhante à que Estevão encontrara antes, encheu-a com um pouco daquele sangue e bebeu. Pegou o jarro com reverência e desapareceu na selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o momento de choque, o rapaz passou a seguir o homem-onça. Não era difícil, agora. Depois de alguma caminhada, chegaram à pirâmide de Quetzalcoatl. Estupefato, Estevão viu uma porta enorme e trabalhada onde, durante o dia, só havia um painel em baixo-relevo.&lt;br /&gt;Mais um “homem-onça” surgiu com seu jarro cheio. Os dois passaram pela porta, sem perceber que estavam sendo seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dor de cabeça infernal. Era isso o que Estevão sentia agora, ao acordar na casa de Gimenez. Não que fosse incomum: o rapaz a chamava de “ressaca lupina”. Era o que acontecia quando ele teimava e tentava raciocinar demais na forma de lobo. Mas ele tinha que convir: os acontecimentos da noite passada eram estranhos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;demais&lt;/span&gt;, até para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Tudo bem, amigo? _Gimenez perguntou, entrando no quarto. _Você teve um sono agitado depois que chegou. O que descobriu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz se sentou, apoiando a cabeça nas mãos. Contou, lentamente, como havia encontrado o “homem-onça” e como o seguira até a pirâmide. Calou-se por uns instantes, mas, forçando-se a continuar, revelou o que viu no interior da pirâmide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu segui aqueles homens pirâmide a dentro. Depois de andarmos por muitos corredores e escadas, acabamos em um salão enorme. Como descrever o que senti naquele lugar? Estava apinhado desses gatos vitaminados. No fundo do salão, havia algo que parecia um altar. Um homem com uma capa de penas e máscara de dragão estava lá. Em frente a ele, tinha duas múmias estendidas no chão. Atrás... Deus, o que era aquilo? Ela tinha o corpo de uma mulher muito gost... muito bonita, mas era toda coberta de pêlos e tinha cabeça de onça. Ao contrário dos feiosinhos da platéia, dava gosto olhar para ela. Só que estava como que paralisada numa posição estranha... E os olhos... Aqueles olhos... Dava pra ver uma raiva quase assassina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem de capa falou uma coisa que não entendi na hora. Mas logo vi que era nahuatl. Aprendi essa língua antes mesmo de aprender espanhol e inglês, graças a meus pais. Ele estava pedindo os jarros com 'água da vida'. Os dois gatões levaram até ele, que pegou um dos jarros e começou a espargir o sangue nas múmias. Depois, estendeu a mão para elas e elas... Elas ganharam vida! Eram homens-onça feiosos como os outros. Depois, ele fez um discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No discurso, ele mandava que os ‘filhos’ dele continuassem se preparando. Dizia que, quando estivessem prontos, eles acabariam com a era do Quinto Sol. Disse que a fogueira sagrada estava quase pronta, que seus ‘filhos’ deveriam se preparar para o advento do Sexto Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os homens-onça começaram a dançar e fazer uns rituais estranhos. O cara de capa pegou o sangue que sobrava no segundo jarro, molhou o ventre da mulher-onça do altar e teve relações com ela ali mesmo. Nessa hora, achei que o olhar dela ia queimar de tanta fúria. Não suportei mais ficar por ali. Meus instintos de lobo pediam ar puro, urgentemente! Saí e nem me lembro direito como cheguei aqui.”&lt;br /&gt;Gimenez estava pensativo. Sentou-se na cama e ficou muito tempo silencioso, de olha fixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sei que é difícil crer que isso está acontecendo no mundo real _disse, por fim. _Mas acho que o que você viu eram os bebês-jaguar... Havia entre os olmecas um culto, presumivelmente secreto, em que eles acreditavam ser capazes de formar uma raça de semi-deuses através do coito com jaguares. Se o que você me diz está correto em cada detalhe, eles conseguiram um pouco mais do que isso. Nada menos que o cruzamento de homens com a própria deusa-jaguar. Não sei como esse homem conseguiu o poder que você relatou, como subjugou a deusa ou por que está ressuscitando essas múmias. Mas sei que isso não é nada bom para a Humanidade. Os astecas acreditavam que o Primeiro Sol pereceu junto com sua Humanidade justamente quando jaguares deixaram a selva e devoraram os homens. Como esse indivíduo de capa falou em fogueira, não duvido que ele pense que pode se sacrificar para se tornar o Sexto Sol, como os deuses fizeram para criar os sóis anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E o que fazemos a respeito? Eu não me importaria de ir atrás deles. Tem um tempo que não corro atrás de gatos. Um cão humanóide monstruoso perseguindo gatos humanóides monstruosos. É perfeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você é forte, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;muchacho&lt;/span&gt;, mas eles são semideuses. Você poderia enfrentar um ou até dois, mas não um exército. Nosso caso é, talvez, mais desesperado e requer medidas drásticas. A deusa-jaguar é a deusa da guerra. Liberte-a e não duvido que a maneira mais suave como ela vai retribuir a afronta que vem sofrendo é incinerando todos aqueles homens-jaguar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_A água da vida, meu caro... _disse, e pegou uma faca afiada da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com o coração pesado que Estevão seguiu para a pirâmide de Quetzalcoatl aquela noite. Acreditava que não haveria maiores dificuldades em executar o plano, mas ele deixara Gimenez em casa, debilitado. O velho nem oferecera grandes quantidades de seu sangue, mas aquilo pareceu lhe fazer muito mais mal do que seria de se esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Jogue sobre a cabeça dela _instruíra. _Consciente, ela será capaz de fazer o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fardo precioso estava em um pote de vidro que o lobisomem trazia a tiracolo. Seu foco atual era “derramar o sangue na cabeça da deusa-jaguar”. Era isso que ele devia fazer. Era isso que faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrar na pirâmide e alcançar o salão fora fácil. O difícil seria passar por todos aqueles homens-jaguar e alcançar a deusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual prosseguiu da mesma forma que na noite anterior. Só que dessa vez, Estevão agüentou firme. Tão logo o homem de capa se entregou mais completamente à relação sexual e a dança dos homens-jaguar se tornou mais frenética, ele entrou correndo a toda velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém teve tempo de entender o que estava acontecendo e reagir. O homem com a capa ainda balbuciou “Xolotl?” e ergueu a mão. Nada aconteceu com Estevão, que derramou o sangue de Gimenez sobre a deusa, com um olhar de desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue brilhou intensamente e se espalhou sobre o corpo dela. Isso causou uma onda de pânico no salão. Os homens-jaguar gritavam e trombavam uns nos outros na ânsia de fugir. Tão logo o brilho passou, a deusa se endireitou e estalou algumas juntas. Olhou para Estevão de relance e ele ouviu em sua mente: “Obrigada, filho de Xolotl. Irei tirá-lo daqui. Leve isso a seu mestre.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato contínuo, ela arrancou selvagemente a capa e a máscara do homem e atirou-as a Estevão. Tão logo recebeu as peças, ele se sentiu atirado para trás. Antes de aparecer fora da pirâmide (sem nem saber como), ele ainda pôde ver a deusa se tornando uma onça-pintada gigantesca, enquanto labaredas cresciam ao redor dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da enorme porta e de todas as frestas da rocha surgiram chamas e dava para ouvir nitidamente o grito de gatos em sofrimento. Sentado no chão, o rapaz contemplava o espetáculo sem saber o que pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você conseguiu... Estou orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz cansada de Gimenez assustou-o. O velho estava apoiado em um cajado e um coiote maltratado o seguia. Olhando a pirâmide, que agora apenas fumegava, aproximou-se de Estevão. Viu a capa e a máscara e as tomou com interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem fazer perguntas ou esperar protestos, jogou a capa sobre os ombros e pôs a máscara. Imediatamente as emendas da capa desapareceram e ele começou a flutuar a uma grande altura. Pouco a pouco, uma serpente emplumada de dimensões inimagináveis começou a tomar forma no céu. Tão grande que cobriu a Lua, permitindo ao rapaz voltar ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quetzalcoatl...&lt;/span&gt; _sussurrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Muito obrigado, bom jovem _a voz poderosa ressoou, trazida pelas correntes de vento. _Meu irmão Tezcatlipoca condenou-me à forma de homem. Esse que viste dentro do templo roubou-me o manto e a máscara que serviam a mim como depósito do poder divino que eu ainda possuía. Eu havia dado meu sangue para reviver a quinta Humanidade há pouco tempo e ainda estava enfraquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele procurou criar uma nova Humanidade, utilizando a deusa-jaguar para gerar semideuses, mas eu não podia permitir que a Humanidade do Quinto Sol perecesse antes do tempo. Com o pouco de poder que ainda me restava após o roubo, eu não podia vencer a barreira contra deuses criada pelo homem, mas podia fortalecê-la para que o próprio homem ficasse lacrado em meu templo, na pirâmide. Eu jamais podia imaginar que, tantos séculos depois, uma construção humana seria capaz de abalar o templo até quebrar o selo dos homens-jaguar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu podia não ter mais o poder ou minha forma original. Mas ainda era imortal e, durante todo esse tempo, vaguei pelo mundo, conhecendo melhor a Humanidade do Quinto Sol... Tanta arrogância, tanta fragilidade! Há muito que corrigir, mas muito que se aproveitar para a construção da nova Humanidade... A era do Quito Sol está no fim e a era dos Viajantes das Estrelas se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mais uma vez, obrigado por tua ajuda. Finalmente posso voltar para casa. Há algo que desejas, depois de tão árdua batalha?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Respostas _Estevão disse, após pensar um pouco. _O senhor deve ter visto muito em todos esses anos. Será que não poderia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Posso ver claramente suas perguntas _o deus respondeu, por antecipação _e, embora saiba que você não as faz por vã curiosidade, não poderei respondê-las. Depois de dar à Humanidade os conhecimentos mais básicos, decidi deixar que ela procurasse por si só os outros. Mas lego a você tudo o que possuí em minha peregrinação humana. Talvez encontre algo do que busca nas notas de minhas viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Preciso ir. Ainda não estou completamente restabelecido. Saiba que tens para sempre um amigo no céu, jovem lobo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A serpente começou a se mover em círculos e lentamente desapareceu. Vênus, no céu, brilhou com o dobro da intensidade por alguns instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Caso encerrado _Estevão murmurou.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-7977538841362288973?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/7977538841362288973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=7977538841362288973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7977538841362288973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7977538841362288973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/10/campees-da-arena-11.html' title='Campeões da Arena - 11'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-4326051948820812603</id><published>2007-10-29T02:16:00.000-03:00</published><updated>2007-10-29T02:21:11.664-03:00</updated><title type='text'>U</title><content type='html'>mantra do luto:&lt;br /&gt;vêm tuas corujas&lt;br /&gt;flutuando dos túmulos&lt;br /&gt;em ululos lúgubres&lt;br /&gt;galopam teus vultos&lt;br /&gt;em soluços fúnebres&lt;br /&gt;que sussurram ocultos&lt;br /&gt;aos purpúreos vultos&lt;br /&gt;de um Hino de Urubu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ó letra U !!!&lt;br /&gt;essência verbal do escuro,&lt;br /&gt;será por acaso&lt;br /&gt;que és vogal principal&lt;br /&gt;de Futuro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-4326051948820812603?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/4326051948820812603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=4326051948820812603' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4326051948820812603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4326051948820812603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/10/u.html' title='U'/><author><name>Al Reiffer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-3yLAqsHVZW0/TsSNFJxG2kI/AAAAAAAAA9o/cKOKsTxEb2A/s220/reuni%25C3%25A3osscds.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-3871392260851887759</id><published>2007-10-25T23:14:00.000-03:00</published><updated>2007-10-25T23:29:27.546-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 10</title><content type='html'># A menor Atividade desde o início. Participaram apenas 3 contos, mas a disputa foi emocionante. Pelo menos para mim, que contei os votos. ^_^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# O tema foi "Sexo, Drogas e Rock'n'roll", dado pelo Flavius (antes de ele evaporar). A AQ começou dia 03/08/2007  e foi até dia 26/08/2007. E a grande vencedora fooooi... ela! A Poderosa Ruiva! A Chefa! Agnes Mirra! \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Confiram seu Conto de Ouro. ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS OLHOS ABERTOS... E O SORRISO!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Primeiro as pernas voaram/de borracha, de nada/o músculo leve.../Salvo.../Livre... O suficiente pra planar/ e o corpo todo foi atrás...”*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvia a mesma música várias vezes. Ela refletia bem como me sentia. Mas num certo momento tinha de parar de ouvi-la. Antes que os efeitos viessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro só há três anos, estudando arquitetura em outro estado. Queria construir lugares para as pessoas se isolarem. Verdadeiras fortalezas. O mundo não é tão belo assim para que fiquemos expostos. A solidão voluntária nunca me incomodou. Minha privacidade era plena... Mas estar sozinha por muito tempo despertou minha sensibilidade de maneira extrema. Bastava assistir ou ler algo, e pensar a respeito, refletir, me transportava e logo me sentia igual ou ainda mais afetada a tal situação. Podia ser bom, ruim também. Perigoso. Sabia até onde podia ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez ao mês ia visitar minha família. Era normal, sem surpresas, a mesmisse de sempre. E quando voltava, logo queria sentir outras sensações. Não tinha uma vida social agitada, preferia ficar em casa, estudando, lendo, cuidando de minha beleza exterior, era vaidosa demais! E sentindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Em cima, em baixo/ dos lados/ no meio centro do mundo...” *&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era minha música predileta. Acompanhava meus dias. Sempre estava em minha cabeça. Lábios e ouvido. Eu era bipolar. E quando as crises vinham, quase sempre me recusava a tomar as medicações.Mas era necessário. Elas faziam meu estômago arder, e eu sempre vomitava e era obrigada a tomar outra dose. Essa era minha vida: estudar, ficar sozinha, ouvir a mesma música,cuidar da minha beleza, vomitar, sentir... Sentia-me bem, mas aos poucos o tédio foi tomando conta de mim. E cada vez era mais irreversível. Viver tantas sensações sem sair de casa estava me deixando claustrofóbica e pela primeira vez desejava sair. Mas meu entusiasmo não durara mais que três minutos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“E os violões voaram sob a noite/enquanto as lâmpadas de mercúrio iluminavam a praça/A voz.../ Pernas e lesmas/ pernas../ tocam de leve o chão...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da janela observo um casal discutindo. E do outro lado da rua uma garota diz seu preço. Fome. Sinto-me faminta. Mas meu peso não pode exceder, dá trabalho voltar à forma, então, vou aos livros. As imagens, as receitas, os sabores. Logo sinto-me enjoada. Acho que me excedi. Mas não tem problema, assim é seguro. Mas não estarei livre de uma indigestão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone toca e eu novamente recuso o convite do rapaz que senta atrás de mim na sala de aula. Ele não quer apenas sexo. E eu não quero um relacionamento. Nem com ele, nem com ninguém. Eu me basto. Não quero me viciar nas pessoas. Não preciso de mais uma obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longos dias passam e eu continuo no meu casulo pessoal. Nem feliz,nem triste. Apenas sobrevivendo à minha maneira. Filmes! Outra obsessão. “&lt;em&gt;Sid e Nancy- o amor mata”**&lt;/em&gt; esse ainda não vi. Vale à pena comprar. Conheço a biografia do cara. Mas a versão filmada ainda não. A crítica foi generosa ao menos, não sei se eu vou gostar. Em casa vou poder averiguar isso. Gary Oldman é sempre bom nas atuações. Sempre gostei dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi o filme duas vezes antes de ir dormir. Era o que esperava, fiquei feliz.Valeu cada centavo! Outra crise bipolar. Não agüento mais essas crises bipolares. Dessa vez não tomo nenhum remédio. Vai passar espontaneamente. É só não ficar pensando muito que logo passa. Eu sei que não é assim, mas vou fingir que é. O filme, irei revê-lo, posso me sentir melhor. Cada cena, as imagens, a música, o amor, as drogas... O vício na tela, e em mim. Absorvi cada instante. Senti meu cérebro esfacelando-se. Deitada no chão do quarto, as imagens na tela me possuindo. Queria parar, mas não conseguia. Era assim que eles se sentiam? Um pouco mais apenas. Só mais um pouco e paro. Só mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“E os olhos abertos/ e o sorriso/ e os olhos abertos/ e o sorriso/ de quem se liga no mar...”*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* ( Letra da música "Momento na Praça" da Banda psicodélica Recifense &lt;em&gt;Ave Sangria&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** (&lt;em&gt;"Sid e Nancy - o amor mata"&lt;/em&gt; filmaço estralando por Gary Oldman e Chlöe Webb mostrando a biografia de Sid Viscious. Assistam, é muito bom!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-3871392260851887759?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/3871392260851887759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=3871392260851887759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3871392260851887759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3871392260851887759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/10/campees-da-arena-10.html' title='Campeões da Arena - 10'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-2893660605854860316</id><published>2007-10-18T18:10:00.000-03:00</published><updated>2007-10-18T18:17:34.582-03:00</updated><title type='text'>CRÔNICA</title><content type='html'>Olá, leitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou postar uma crônica do Giorgio Boy, um texto muito bom que nos transporta a anos atrás... Adorei e com prazer publico aqui para apreciação de vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;marquee&gt;SAUDADE&lt;/marquee&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, meu tempo de menino...! Um forte suspiro e quase chego a chorar. Como eu brincava! As crianças de hoje em dia nem fazem idéia do que é diversão. Aquilo que era infância, naum o que a molecada de hoje tem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era muito da hora gastar horas de minha vida detonando inimigos, tirando rachas ou sangrando mortos-vivos no meu Play Station! Eu tinha uma galera de mais de cem amigos ao alcance da minha mão, a um simples teclar do MSN. Desses, pelo menos uns cinco tavam sempre on-line! E aí, depois das aulas, a gente combinava uma partida de Counter Strike. Cada um na Lan House de seu Estado. Nunca conheci nenhum deles pessoalmente, nem jamais soube que caras eles tinham... Em vez de fotos, eles botavam outras imagens no MSN, no Orkut e nas páginas virtuais. Agora, se você perguntar os nomes, naum esqueço nenhum. Que falta me fazem meus amigos Wolverine, Margie Simpson, Super Mario, Kenny e Bob Esponja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo MSN mesmo rolavam uns papos muito irados. Todo mundo tinha o seu celular e a gente enviava, uns pros outros, fotos de qualquer coisa. Altas gargalhadas: os mais tímidos, rs; os mais extrovertidos, LOL, huahuahuahauhauah e kkkkkk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo foi alegria na minha juventude. Perdi a inocência muito cedo, quando o meu Tamagochi – aquele bichinho virtual que a gente carregava num monitor que cabia no bolso – morreu pela primeira vez. Por mais que eu desse carinho e comida, ele acabava morrendo uma hora... Aprendi então a naum me envolver. Isso teve um lado bom; sofri muito pouco quando minha namorada, que morava do outro lado do Oceano Atlântico e com quem tive minha primeira vez numa sala de sexo virtual, terminou comigo por e-mail. Pra ela, nosso relacionamento estava ficando muito sério, muito profundo, e isso a assustava. Sofri, claro, mas nada que dois games novos comprados num camelô naum resolvessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naum tinha saco pra pegar cinema. Era muito mais fácil e barato baixar filmes pela Internet e assistir no conforto do meu monitor de 14 polegadas. Dava até pra ver quando a galera no cinema se levantava, ria, gritava e batia palmas. Tenho um filme que eu nunca vou jogar fora: se escuta direitinho um figura que ficou peidando o tempo todo, kkkk!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parada mais freak que eu tive foi num show de uma banda que lançou só um CD, de quem eu nem lembro o nome, nunca tinha ouvido nada deles, mas uns amigos que eu tinha acabado de conhecer no shopping me chamaram pra ir. Fiquei com uma mina que falava pobrema e menas, tomei um barato lá que ela me deu e caí, bebaço, doidão. Acordei dentro de uma ambulância, sem minha carteira, sem meu celular e o cabelo todo mijado. Nem assisti o show! Uhu, animal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas lembranças maravilhosas, quantos momentos felizes que guardo e guardarei para sempre na memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na memória virtual, lógico. E com back-up, pra garantir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-2893660605854860316?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/2893660605854860316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=2893660605854860316' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2893660605854860316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2893660605854860316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/10/crnica.html' title='CRÔNICA'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-2767177513887346991</id><published>2007-10-18T18:03:00.000-03:00</published><updated>2007-10-18T18:18:34.200-03:00</updated><title type='text'>CONTO EM DUPLA</title><content type='html'>Oi, gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez tenho o prazer de publicar mais uma criação minha e de Welwerin. Dessa vez a música que nos inspirou veio da minha Banda predileta, Rush, do CD '2112' , de 1976 que é uma super obra-prima! A letra da música é essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRAND FINALE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Music by geddy lee, alex lifeson, and neil peart)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Attention all planets of the solar federation&lt;br /&gt;Attention all planets of the solar federation&lt;br /&gt;Attention all planets of the solar federation&lt;br /&gt;We have assumed control.&lt;br /&gt;We have assumed control.&lt;br /&gt;We have assumed control..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("Atenção todos os planetas da federação solar, estamos assumindo o controle"...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto publicado no site em 04/10/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;marquee&gt;O ÚLTIMO DIA&lt;/marquee&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória acordou com dor de cabeça. Ao abrir os olhos o rostinho de Sofia estava a sua frente. Estava arrumada para ir à escola. Primeiro dia de aula, Sofia estava radiante! Glória segurou a cabeça e foi ao banheiro tomar um analgésico. Sofia, agora sentada na cama da mãe, comia seu cereal calmamente. “Só preciso de alguns minutos pra ficar bem” ela disse pra si mesma, enquanto engolia uma cápsula. Quando pôs o copo de volta a pia, observou que o mesmo vibrava, afastando-se do lugar, até que finalmente caiu no chão. Ela assustou-se, o que aumentou sua cefaléia. Sofia perguntou o que foi e ela respondeu que não foi nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao agachar-se para recolher os cacos de vidro, sentiu, ou melhor, ouviu um som que lhe provocou mais dor, esse som era acompanhado de uma vibração, como uma ‘microfonia’. Durando apenas alguns segundos, mas o suficiente para deixar ela e sua filha perturbadas. A&lt;br /&gt;Menina agora chorava. Glória tentava acalentá-la. Alguns instantes depois tudo parecia normal, Glória sentia-se melhor e já estava a caminho da escola de Sofia...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas logo entraram no carro, um carro grande, na verdade uma van. Dentro do automóvel perceberam as pessoas assustadas nas ruas, todas comentando sobre o ocorrido. Gloria não podia simplesmente deixar que isso atrapalhasse sua vida. Engatou a ré do carro e quando foi saindo quase bateu em alguns carros que estavam atrás. Estressada ela saiu do carro com tanta raiva que parecia que ia gritar com meia dúzia de indivíduos folgados. Mas antes de soltar a voz, notou o grande congestionamento em sua rua. Mais nervosa do que nunca voltou para o carro para avisar Sofia, porém quando chegou ficou aflita, pois só estava à mochila dentro do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperada, correu em direção a casa, para ver se sua filha estava lá dentro. Procurou por todos os cantos, mas ela não estava. Em pânico, correu para rua, olhando para os lados, mas não havia sinais de Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Onde poderia ter ido? Ou pior: quem a teria levado? Ela sai perguntando aos vizinhos pelo paradeiro da menina, mas tudo que ouve é que ninguém a viu. Parou, respirou fundo, entrou na Van e minuciosamente percorreu as ruas a procura da filha. “Ela não deve estar longe”, disse a si mesma já com lágrimas nos olhos. Sentia uma vibração vinda do solo, e a microfonia ressurgiu drasticamente fazendo-a parar o veículo bruscamente. “O que Diabos está acontecendo”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofegante e confusa, ela olha o céu e percebe que ele está ligeiramente lilás. Não há nuvens, nem sol. Apenas uma claridade estranha. “Meu Deus, o que está havendo?”Ela encosta a cabeça no volante e chora. Mas é surpreendida por uma mulher perguntando se ela viu um garoto ruivo de oito anos. Glória não responde. A mulher sai desesperada pela rua e é atropelada por um veiculo em alta velocidade. “O que está havendo?”Mais uma pergunta que Glória faz a si mesma e não há respostas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não posso ficar assim, tenho que achar minha filha”. Mesmo chocada ao ver o corpo da mulher em pedaços no asfalto, ela sai em disparada. A cidade está caótica e todos estão pelas ruas procurando algo. “Seus filhos também sumiram...” Ela é obrigada a dirigir mais devagar devido à grande quantidade de pessoas na rua. Aos poucos, o céu volta à tonalidade natural, e o som não mais fere os ouvidos. Tudo estava normal. Algumas crianças apareceram nas ruas. “Onde está minha filha?”. Glória se perguntava várias vezes. “Vou voltar pra casa, ela deve estar lá...”. Sofia a esperava na porta, a boneca de pano oriental em suas mãos, a quem chamava de ‘Satomi’. A mãe sai do carro e abraça a menina calorosamente e logo pergunta onde ela esteve. Sofia apenas ri e diz que estava em casa. Glória interrompe seu breve diálogo, aliviada com o aparecimento da filha. “Vamos entrar, acho que hoje não vai ter aula, vamos ficar lá dentro, juntinhas...”com a menina e a boneca nos braços ela entra na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o resto do dia, Glória ainda não entendia o sumiço repentino de Sofia. Tentou interrogar a filha algumas vezes, mas, a criança parecia perdida e desatenta. Ao anoitecer, as duas estavam sentadas na mesa quando Sofia começa sentir uma forte dor no estômago, que a faz cair no chão se remexendo de dor. Gloria, desesperada, vai em direção à filha com o intuito de ajudá-la, mas sua filha se revira no chão de dor. Passado cerca de15 segundos ela Glória já estava com um anti-espasmódico na mão e um copo de água na outra, ela oferece a Sofia, que aceita e sorri para ela de um modo misterioso. As horas passam até chegar o momento da menina dormir , Glória a coloca na cama, mas antes de sair do quarto Glória ouve em sua mente... “Amanhã será um novo dia...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela resolve ficar com filha. Passaria a noite acordada, observando-a. Tentando entender os estranhos acontecimentos do dia, ela sente-se mal repentinamente. Lembra das horas de horror que viveu no shopping quando Sofia simplesmente sumiu enquanto ela comprava um sorvete. O medo de não a ver de novo. O sentimento de perda. Glória sentiu-se assim novamente. Tomada por um impulso, ela toma a filha nos braços, acordando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mamãe, o que foi?_ a menina esfrega os olhos enquanto fala.&lt;br /&gt;_ Nada, meu bem, eu queria te abraçar. Sinto muito por tê-la acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofia volta a dormir. A mãe permanece com ela nos braços. Recusa-se a dormir, mas logo é vencida pelo sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz do dia penetra no quarto, acordando Glória. Ela põe Sofia de volta na cama, agasalhando-a. Ouve um barulho. Vários sons e ruídos pela casa. A TV está ligada, mas sem sintonia. O rádio da cozinha também. O computador na sala. O que houve? Ela sempre desliga tudo. Ouve vozes na rua, então vai olhar pela janela. Os vizinhos todos comentando sobre os aparelhos ligados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fica perplexa e volta ao quarto, encontrando Sofia olhando pela janela. A menina vira-se quando percebe que ela entrou no quarto, com um sorriso suspenso nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Filha, quero que me diga onde esteve ontem, quando eu estava a sua procura.&lt;br /&gt;_ Estava em casa mamãe. Já te disse isso.&lt;br /&gt;_ Não, meu bem, eu te procurei a casa toda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que ele continuasse a frase, um ruído ensurdecedor invade a casa, fazendo Glória segurar a cabeça. Sofia permanece de pé, olhando a mãe contorcer-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu estava em casa, mamãe. Lá. É ali que estou sempre que você não me encontra..._ apontando para o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória olha na direção que Sofia mostra. O ruído cessa. Ela aproxima-se da janela e vê suspensa no céu muitos discos voadores, exatamente como são descritas por muitos. Ela não consegue dizer uma só palavra, leva as mãos trêmulas à boca e os olhos espantados para a filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mamãe, eu sei que papai não morreu, como me disse.Fui ‘adotada’. Você e todas as mães dessa cidade fizeram isso. Tínhamos que ser cuidadas, alimentadas e aprender a viver como humanos. Infelizmente um dia você e todos vão morrer, aí só restará pessoas como eu aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Isso é loucura! O que está dizendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não se preocupa, ninguém vai te machucar. Vou tomar conta de você. A situação agora é inversa. Ontem foi seu último dia de mãe. Agora, estamos assumindo o controle...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-2767177513887346991?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/2767177513887346991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=2767177513887346991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2767177513887346991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2767177513887346991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/10/conto-em-dupla.html' title='CONTO EM DUPLA'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-5334391126524416379</id><published>2007-10-10T19:19:00.000-03:00</published><updated>2007-10-10T20:03:43.528-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 9</title><content type='html'># Gente! Estamos quase apanhando a atual Atividade! \o/ A 13 já começou, mais três posts e chego lá! ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# A AQ009 foi uma marca na minha história no RPG-X: não só foi meu primeiro tema de AQ, como, nessa época, titio Garret teve sérios problemas de tempo e me ofereci como moderadora interina da Arena. ^^ O tema foi Detetives, um dos meus favoritos! *______*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# A Atividade durou de 21/06/2006 a 02/08/07 (o desaparecimento de Garret causou um problema danado com os prazos) e o vencedor foi o bicampeão Flavius! ^^ O conto dele foi ótimo, num clima noir e meio melancólico. Posso dizer que os contos ficaram no nível que desejei para o tema. \o/ E ainda tirei o segundo lugar, acreditam?, com um conto que bateu o recorde de tamanho de título (não coube como título do tópico). xD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Fiquem aí com o conto do sumido do Dado e divirtam-se. ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O amor move o mundo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase toda a estrutura havia desabado. Pouco sobrava da casa. O fogo consumira tudo, incendiado pelo ódio no coração de um assassino. Restava saber quem era esse último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem estava caída na cena do crime. "Decúbito dorsal", anotava o assistente. Estupro seguido de morte. "Arma branca?". Queimada viva. Os gritos foram ouvidos por toda a vizinhança. "Em vinte anos de corporação nunca vi nada parecido". Clichê. Ela estava nua. Com algum esforço podia reconhecer a beleza que se perdeu nas chamas. Jogaram um lençol branco sobre ela. Mais um clichê. São deles a composição da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem fez isso?". Perguntas retóricas para si mesmo. Ninguém respondia. Ele sempre fazia isso em busca de suas próprias respostas. Ninguém nunca respondia. Um perito da polícia científica passa correndo. "Acharam digitais". Seria ótimo não precisar de mais um DNA. Aquele juiz estava ficando arredio. "Demasiada oneração do aparato público". Ordenou que restringissem o empenho nas investigações. Os bombeiros também queriam restringir. O casarão desabaria a qualquer momento. É claro que ele não se preocupava. Pobre garota. "Caucasiana, loira, 16 anos, possivelmente virgem." Possivelmente virgem. Que espécie de imbecil escreveria isso em um relatório de investigação? A espécie assistente de investigação. Será que há como levá-los a extinção? Não. Abririam mais concursos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um detalhe. Ele só precisa de um detalhe para resolver o caso. Algo como aquela caneta no ano passado. Esquecida no local do crime. Duas iniciais. Aqui não havia nada. O fogo eliminara provas com a mesma intensidade que fizera a garota sofrer. Ele gostava de imaginar o que faria com o assassino se o encontrasse sozinho em uma noite escura. Faria com que gritasse. Muito. O Capitão tem pressionado. Quer que encerre o caso. Feche a cena do crime. "Caso não solucionado", escreveria aquele acéfalo. O que motiva alguém a fazer algo assim? Uma criança. Um anjo. Seus olhos lacrimejam e sua cabeça dói de tanto pensar. Sempre se apaixonava pelas vítimas. Se não fosse assim não teria a força necessária para querer ajuda-las. "O amor move o mundo". As pessoas sempre culpam o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum indício. Talvez realmente fosse hora de ir para casa. Todos estão cansados. Inclusive ele. Por vinte e duas horas reviraram aquele espaço. O assassino escaparia da justiça dos homens. Restava rezar pela justiça divina. Ele deixa que os outros agentes removam o necessário antes de evacuar a casa. Entra no carro e acende um cigarro. Talvez beba algo no J antes de dormir. Talvez até passe na casa daquela pequena. Queria companhia. Dia de cão. Dia da caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num apartamento central da cidade um homem toma sua última dose de whisky. Limpa com cuidado as lentes de seu óculos de frente para a janela. Uma brisa fria sempre existe no vigésimo sétimo andar. Hoje não. Tudo está abafado. Sobre a escrivaninha, único móvel do escritório além da estante com livros, uma máquina de escrever. Nela um papel com dizeres datilografados. Ele salta. O terno estava impecável. "... assim posso dizer que te amei como homem e como pai". O amor move o mundo. O baque na calçada foi surdo e a reação das pessoas mudas. Logo uma equipe de investigação estaria ali. Uma chuva delicada começou a cair lavando com capricho o sangue na calçada. O bip dele toca. Vai ter de deixar a bebida e a pequena para mais tarde. A cidade vomitou mais uma indignação. O amor move o mundo, mas ninguém entende esse clichê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-5334391126524416379?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/5334391126524416379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=5334391126524416379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/5334391126524416379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/5334391126524416379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/10/campees-da-arena-9.html' title='Campeões da Arena - 9'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-3367619733242045726</id><published>2007-10-06T01:36:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T01:55:33.009-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 8</title><content type='html'># Ou... O dia que o impossível aconteceu e a Strix ganhou alguma coisa! :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Sério... O tema foi "Sexo na adolescência", dado pelo Apollo. E foi eleito o pior tema de AQ já dado, pela dificuldade da abordagem. Isso não impediu que textos de grande qualidade concorressem e, com uma margem apertada, subi ao pódio! \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Agora, sério, corram ao RPG-X para ver os outros, não vão se decepcionar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Só pra constar, a atividade começou dia 05/06/2007 e terminou dia 20/06/2007. Tenho que manter a tradição. :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Prova de amor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;800 palavras&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por que estou aqui? Não é uma história de que me orgulho muito... Ligue o rádio, por favor.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Começou de súbito...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Desligue! Odeio essa música! Ah, obrigado. Deixe-me começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dezesseis anos, eu tinha tudo o que queria. Era bonito, fazia sucesso com as meninas, não perdia uma balada, dava pra passar de ano e até namorada eu tinha. Era uma daquelas meninas “patinho feio”, com aparelho e fundos de garrafa. Hollywood adora fazer essas meninas se tornarem lindas mulheres, mas eu não botava muita fé na Valéria... Mas fiel ela era. E inteligente, também. Ao contrário das outras, Valéria era pra casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espere. Estou me adiantando. Como eu dizia, meu ideal de felicidade há vinte anos eram festas constantes e sexo com garotas bonitas. E nisso eu era bom. Valerinha não ficava sabendo, não saía de casa e não tinha amigos baladeiros que pudessem me denunciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando tive aquela idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já disse que era bom. Modéstia à parte, já tinha feito muitas garotas felizes. Do nada, porém, cansei-me dessas “experientes” e tive vontade de desvirginar uma garota. Nada de especial. Queria saber como era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, tive dificuldades de encontrar uma garota virgem que quisesse... contribuir com minha meta. Ou melhor, até achei uma menina doida de vontade de me “conhecer melhor”. Só que ela tinha 12 anos. Podem me chamar de canalha, eu agüento calado e até faço charme. Mas pedófilo, isso nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só então percebi minha burrice. Para quê procurar? E a Valéria? Lembrava-me de ela ter dito que era virgem quando começamos a namorar. Metade do meu problema estava resolvida.&lt;br /&gt;A outra metade era convencer Valerinha. Céus, que menina insegura! Bastava pronunciar a palavra “sexo” e ela se retraía toda. Tive que ir bem aos pouquinhos. Sabe como é, jogar baboseiras do tipo: “Vamos dar um passo à frente na nossa relação?” ou: “Estou tentando provar que te amo. E você, me ama?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela resistiu. Muito. Mais do que insegura, parecia positivamente com medo. Eu é que não estava nem aí, achava frescura. Com palavras doces e argumentos capciosos, eu iria até o fim para conseguir o que queria. Embora nem soubesse mais &lt;em&gt;por que&lt;/em&gt; queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosseguimos nesse joguinho por alguns meses. Até o dia em que ela, muito séria, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Amor... Você me ama de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Que pergunta! Claro que te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem uma coisa que aprendi cedo é que, se você quer alguma coisa de uma mulher, deve falar exaustivamente que a ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas de verdade &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_De verdade mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você deve estar me achando uma boba... Mas eu preciso saber. Seja sincero. Você me ama muito mesmo, a ponto de querer estar comigo daqui a muitos anos? A ponto de aproveitarmos juntos as alegrias e apoiarmos um ao outro nas tristezas? &lt;em&gt;Você me ama a ponto de ser capaz de me perdoar?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sem jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Isso está parecendo um casamento, Valerinha _tentei brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sim ou não? _ela perguntou, sem se deixar levar por meu bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que era a minha chance. Todo esse papo de amor era um sinal de que ela estava prestes a ceder. Olhei bem para o fundo dos olhos dela e disse um sim tão firme que &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; quase acreditei nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos da Valéria marejaram e ela me abraçou. Não me enganei. Naquela mesma noite ela se entregaria a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é melhor cobrir as horas seguintes com decente véu. Mesmo por que, não houve nada digno de nota. Não sei quem foi que disse que a primeira vez é a especial, mas essa pessoa devia ser virgem contra a vontade. A primeira vez é uma porcaria, a garota não sabe nada. A maior preocupação da Valéria, por exemplo, foi a camisinha. Quase desistiu por conta do meu esquecimento desse &lt;em&gt;detalhe&lt;/em&gt;. Pra você ver como ela não entendia nada ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, acordei satisfeito comigo mesmo. Senti que alguém me observava e descobri a Valerinha olhando fixamente pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que foi, meu bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a conta. Ela começou a chorar desesperadamente, tremendo toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Valéria?! Pelo amor de Deus, o que foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre soluços e lágrimas, pude ouvir as palavras que saíam aos arrancos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Será... que você me perdoa?... Você disse... Disse que me ama, não é?... Se seu amor for verdadeiro... Ele vai te proteger, não vai...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Calma, amor! Do que você está falando? Me proteger do quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levou muito tempo para ela se acalmar. Foi quando me disse, cobrindo o rosto com as mãos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É que... quando estava grávida... minha mãe... ela... me transmitiu AIDS. Mas uma vez só não vai fazer mal, vai? Será que você me ama o suficiente para me perdoar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Preciso dizer mais alguma coisa, enfermeira? Não faz mal que você saiba, essa tuberculose oportunista logo vai me matar. Ajeite meu travesseiro, sim? Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-3367619733242045726?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/3367619733242045726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=3367619733242045726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3367619733242045726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3367619733242045726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/10/campees-da-arena-8.html' title='Campeões da Arena - 8'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-2412950436416735235</id><published>2007-10-01T19:02:00.000-03:00</published><updated>2007-10-01T19:26:15.719-03:00</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/RwFz9pZi0jI/AAAAAAAAABg/tXV8l_u7Uuw/s1600-h/bodmod3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/RwFz9pZi0jI/AAAAAAAAABg/tXV8l_u7Uuw/s320/bodmod3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116498154591801906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olá, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi mais uma criação 'modificada'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     &lt;b&gt;&lt;marquee&gt;DESEJOS PERMANENTES&lt;/marquee&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fito obcecada&lt;br /&gt;A imagem em tua pele&lt;br /&gt;Desesperadamente tatuada&lt;br /&gt;E nessa palidez cutânea&lt;br /&gt;Banhada em sangue e vinho tinto&lt;br /&gt;Meus olhos mergulham deliberadamente&lt;br /&gt;Nos detalhes da imagem.&lt;br /&gt;Na tua pele há sensações&lt;br /&gt;E muitas dimensões até o escuro&lt;br /&gt;O lugar dos nossos segredos permanentes&lt;br /&gt;O reino da dor temporária&lt;br /&gt;Das cores e ondulações&lt;br /&gt;Que me levam a seu profundo reino&lt;br /&gt;E me elevam aos delírios coloridos.&lt;br /&gt;E de sua pele dilacerada me alimento das sombras&lt;br /&gt;E da imagem desesperadamente tatuada em sua pele."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-2412950436416735235?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/2412950436416735235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=2412950436416735235' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2412950436416735235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2412950436416735235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/10/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/RwFz9pZi0jI/AAAAAAAAABg/tXV8l_u7Uuw/s72-c/bodmod3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-2129114880845133881</id><published>2007-09-26T11:36:00.000-03:00</published><updated>2007-09-26T11:38:41.561-03:00</updated><title type='text'>Mais um de Mecônio</title><content type='html'>Oi, gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago mais uma pérola do personagem mais famoso do Giorgio Boy: Mecônio! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                &lt;b&gt;&lt;marquee&gt;MECÔNIO, O INDULGENTE&lt;/marquee&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participação especial: Dr. Sigmund Freud&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia calor naquele verão de 1909. O jovem estudante Mecônio Barros tinha chegado à Escola de Medicina da Universidade de Viena para conhecer um neurologista de quem muito se falava: Doutor Sigmund Freud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descrição do tal homem chegara-lhe soterrada em elogios: simpático, atencioso, educado, cordial, gentil, um cavalheiro. Mecônio queria aprender a disciplina desenvolvida por Freud, uma novidade que mesclava interpretações de sonhos, hipnose e estudos sobre a histeria, uma tal “psico-análise”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos últimos degraus de uma longa escada, ele avistou o doutor, no topo da mesma. Isso provocou no rapaz um meio sorriso. Para quem não o conhece, trata-se de uma demonstração de extrema alegria. Logo a seguir, o rapaz disparou a correr na direção do doutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no alto da escada, Freud batia as mãos em todos os bolsos de sua vestimenta, a procurar por algo. Ao ver aquele jovem alto, magro, com um topete de cabelos escuros repartido no meio e expressão de quem ia espirrar, o neurologista franziu a testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como vai, Doc? – perguntou Mecônio, estendendo a mão com toda a simpatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta, foi medido de alto a baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Odeio que me chamem de “Doc”. – rosnou o médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E principiou a descer os degraus num mau-humor sinistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Desculpe, Doutor Freud. Meu nome é Mecônio e eu...&lt;br /&gt;– Não quero comprar nada. – tesourou Freud, agora vasculhando as entranhas do paletó.&lt;br /&gt;– Eu não estou vendendo nada, só quero...&lt;br /&gt;– Também não dou autógrafos! Não acredito em autógrafos! Isso é fetiche, sabia?&lt;br /&gt;– Doutor Freud, eu...&lt;br /&gt;– Ah! Achei meu charuto! Tem fogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a vez de Mecônio procurar algo nos bolsos da roupa. O impaciente austríaco descia os degraus, deixando para trás o jovem estudante. Este, tão logo encontrou uma caixa de fósforos, arregalou os olhos de emoção e saiu em perseguição do conhecido neurologista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Onde ele se enfiou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achou-o no ponto de bonde e correu até ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Doutor...!&lt;br /&gt;– Meu jovem, lamento informar que não atendo sem consulta marcada. Não insista!&lt;br /&gt;– Mas eu...&lt;br /&gt;– Chegou meu bonde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud olhou pela última vez para Mecônio e, sem nem proferir um som, arrancou-lhe das mãos a caixa de fósforos e adentrou o veículo. O rapaz emitiu ainda menos sons, encarando o bonde que se distanciava levando o cordial Sigmund Freud sabe-se lá aonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os músculos do rosto do estudante achavam-se retesados para baixo. Em linguagem Mecônica, aquilo significava um estado de fúria assassina. Coisa de rasgar a dentadas a garganta do primeiro que lhe desse boa tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aquele era o doutor “simpático, atencioso, um cavalheiro”? Tinha viajado horas e horas lá do Brasil, em lombo de jegue, porque era mais barato que pau-de-arara, feito um ano de curso intensivo de alemão... só para ser esnobado por um velho arrogante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meses que se seguiram Mecônio dedicou-se a duas coisas: trabalhar para pagar suas despesas na faculdade e fazer pesquisas sobre Sigmund Freud. Uma compilação assaz peculiar de tudo o que o homem detestava, anotada em um caderninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele mesmo ano de 1909, Sigmund Freud partiu para sua primeira viagem aos Estados Unidos, juntamente com seus amiguinhos Carl Jung e Sandor Ferenczi*, no navio George Washington. Mecônio arranjou uma colocação temporária como camareiro nessa mesma embarcação. Na véspera da partida, esperou todos dormirem, foi até o livro de bordo, procurou por Sigmund Freud na lista de passageiros e, com uma caneta, deu um jeitinho para alterar levemente o sobrenome do médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã, o oficial de registro barrou-lhe a entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O nome do senhor é Freud e não Freund. Logo, não é o senhor.&lt;br /&gt;– Pare de frescura! Sou eu mesmo que vou embarcar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o substantivo Freund signifique “amigo”, o doutor não se mostrava nada amistoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Alguém escreveu errado, seu imbecil! Quem mais poderia ser além de mim?&lt;br /&gt;– O senhor por favor não me desacate, ou chamarei a segurança!&lt;br /&gt;Atrás do médico, os passageiros acumulavam-se em número e irritação.&lt;br /&gt;– Anda logo com essa fila aê!&lt;br /&gt;– Expulsa esse encrenqueiro!&lt;br /&gt;– Volta pro museu, velho chato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dor de cabeça durou quase quarenta minutos. Jung e Ferenczi, que tinham conseguido entrar, chamaram o capitão e assim pôde-se dar o embarque de Freud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Onde é nossa cabine? – bradava – Fiquei nervoso! Fiquei nervoso! Quero água!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente Mecônio surgiu disfarçado, chapéu na cabeça e um bigode falso, trazendo uma jarra de água e copos para os doutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aqui, Doutor Freund. – cumprimentou.&lt;br /&gt;– É FREUD, §†ђ%#¶*@$!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que Mecônio havia pronunciado o nome errado de propósito para deixar o desafeto ainda mais irritado. Íntimo de medicamentos, o rapaz colocara no copo de Sigmund um poderoso laxante. Antes do meio-dia o neurologista já estava eliminando o que queria e o que não queria, conquistando a imensa antipatia dos demais passageiros e tripulantes, em virtude dos odores semi-letais que esparzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos motivos pelos quais Mecônio optara por um laxante foi seu conhecimento acerca de uma curiosa diferença entre os Estados Unidos e a Europa de 1909. Enquanto que no Velho Continente sobravam sanitários públicos, o mesmo não acontecia na América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal desembarcado em solo estadunidense, a diarréia do famoso austríaco não havia passado e seu desespero crescia sempre que lhe sobrevinha aquela vontade de fazer “o número dois” no meio da rua. Saindo de trás da moita de um parque enxugando o suor da testa, o neurologista reclamava com os amigos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Maldito país!&lt;br /&gt;– Que culpa o país tem se você está passando por uma regressão da fase anal, Sig?&lt;br /&gt;– Fase anal o teu rabo, Jung!&lt;br /&gt;– Com o que você tem sonhado ultimamente, Sig?&lt;br /&gt;– Você também, Ferenczi? Parem de ficar me analisando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornavam à charrete que os levaria a seu destino sem perceber que o condutor era ninguém senão Mecônio, de cartola, óculos e barba branca, segurando o riso. Os tontos nem tinham reparado que ele aproveitara a hora do almoço para mandar vários telegramas avisando da chegada de Freud, com instruções sobre como o doutor gostava de ser tratado. Por isso, em todo o lugar era a mesma coisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olá, Doc!&lt;br /&gt;– Oi, Doc!&lt;br /&gt;– Tudo bem, Doc?&lt;br /&gt;– Como vai, Doc?&lt;br /&gt;– Fez boa viagem, Doc?&lt;br /&gt;– Ô povo chato! – resmungava Freud.&lt;br /&gt;– Ora, eles estão sendo simpáticos! – defendia Jung – Você que está muito rabugento por causa dessa diarréia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda disfarçado de condutor, Mecônio vinha com uma pílula e um copo de água:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O seu remédio, Doutor Freud. É para beber com água.&lt;br /&gt;– Me dá aqui! Me dá aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso dizer que o líquido trazido já vinha adulterado, preciso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dá-lhe Freud parando a cada moita que encontrava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Anda logo, Sigmund, senão a gente vai se atrasar para o almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mecônio teve o cuidado de reservar uma mesa em uma área especial, pois conhecia o prazer que um charuto após as refeições causava a Freud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olha, meu senhor, num pode fumar aqui! – pediu um cavalheiro, com educação.&lt;br /&gt;– Eu fumo onde eu quiser! – retrucou o velho médico.&lt;br /&gt;– De jeito nenhum! Olha aquela placa ali! Esta área é a de não-fumantes!&lt;br /&gt;– Não me interessa! Vocês não vivem dizendo que este é um país livre?&lt;br /&gt;– Que cara mal-educado! Tinha de ser alemão!&lt;br /&gt;– Eu não sou alemão! Sou austríaco!&lt;br /&gt;– Se o senhor não parar de fumar eu vou chamar a polícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jung tentava apaziguar os ânimos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sigmund, apaga isso aí antes que a gente seja preso!&lt;br /&gt;– Nunca! Os incomodados que se mudem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os incomodados chamaram a polícia e Freud passou uma noite no xadrez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você talvez imagine que o jovem estudante de medicina já podia dar-se por satisfeito depois de tanto sofrimento imposto ao desafeto. Que nada! A viagem de Freud previa uma parada em Massachusetts para uma palestra. Os neurologistas viram-se diante de um bela recepção: crianças agitando bandeiras coloridas, banda tocando música. Tudo muito lindo e impecável. Só que ali, mais uma vez, havia o dedo de Mecônio. A banda tocava o hino da Alemanha e a criançada tinha em mãos bandeiras do império alemão. Freud e Jung, no entanto, eram austríacos, como já se disse anteriormente, e Ferenczi, húngaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud não armou um escândalo ali mesmo por pouco; seu nervosismo imprimiu um desconforto ventral que o obrigou a sair correndo até a moita mais próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele... ele se emocionou... – justificou o constrangido Jung.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os eventos acerca da viagem do Dr. Freud aos Estados Unidos são verdadeiros e constam em biografias mais detalhadas do neurologista. O mesmo não se pode dizer de Mecônio: seu empenho em prejudicar o desafeto e manter-se oculto gerou resultados líquidos e certos, e não estou falando dos desarranjos do pai da psicanálise. Nunca houve nenhuma prova que ligasse os atos de vingança do rapaz ao sofrimento experimentado pelo velho “Doc” Sigmund. Dizem até que Mecônio teria inventado fofocas para Jung sobre Freud, que culminariam no final da amizade entre ambos. Aí eu já acho um tanto forçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*)Apesar do nome bizarro, este renomado médico não era alienígena de Jornada nas Estrelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-2129114880845133881?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/2129114880845133881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=2129114880845133881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2129114880845133881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2129114880845133881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/09/mais-um-de-mecnio.html' title='Mais um de Mecônio'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-6302144246636878459</id><published>2007-09-24T18:54:00.000-03:00</published><updated>2007-09-24T19:24:38.095-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;# Oi, oi, oi! ^^ Eu não me canso, né? Escrever, seja em blogs, seja artisiticamente falando, é uma terapia, a gente faz mesmoq ue ninguém esteja lendo. E, como sou de Barbacena, não ligo de falar sozinha. xD&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Pois é. A Atividade Quinzenal 007 não teve como tema espionagem, mas Infidelidade. Quem sugeriu foi o Fillipe, que foi o vencedor, por sinal. ^^ Ela durou de 05/05/2007 a 28/05/2007.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Dessa vez, competiram apenas cinco pessoas, mas foi o suficiente para que houvessem nada menos que cinco abordagens bem diferentes do tema. Não pudemos reclamar de falta de variedade. ^^ Vejamos, foram: uma história com carga dramática, uma falsa (?) traição, um homem cínico, uma mulher cínica e um triângulo amoroso que quase degenera numa suruba. o__o&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Claro que não vou falar quem escreveu o quê. Ficou curioso? Bora pro RPG-X pra ler! ^^&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Fiquem com o (sumido) Fillipe. \o/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SACANAGENS DA VIDA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;n° de palavras: 1262&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Eu finalmente havia descoberto que não podia viver sem sexo de qualidade. Percebi isso ao conversar com Beti. Beti era uma secretária de um consultório odontológico (meia boca se me permitem o trocadilho infame) onde eu levava minha esposa toda 1° segunda feira do mês. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Eu dizia a ela que tinha de levá-la ao dentista (um senhor careca e de dentes amarelados) pessoalmente para que ele não tentasse dar uma de engraçadinho pra cima da esposa dos outros. Ela ria se enchendo toda com minha falsa preocupação, não conseguindo deixar de transparecer uma falsa modéstia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# O casamento havia estrangulado lentamente minha vida sexual, não que eu não tivesse minha parcela de culpa nisso, mas o fato é que isso é um fato! As noites de amor com minha esposa não passavam de uma mera obrigação semanal para esconder o que ambos consentíamos em segredo. Não havia mais desejo, paixão ou qualquer sacanagem que fizesse o sexo realmente valer a pena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Vamos voltar para Beti. Beti era uma mulher de 28 anos, separada e não tinha concluído o ensino médio, conformada com seu salário mínimo e sua pensão (mais um salário mínimo) no fim do mês, passava seu dia navegando em sites de contos eróticos e tentando adivinhar como os pacientes do Dr. Omérico (o careca dos dentes amarelados) se comportavam na cama. Essa segunda observação fazia com que Beti tivesse um comportamento taxado pelas mulheres casadas como “vadia no cio”, ou no dicionário masculino (solteiros e casados) como uma “transa fácil”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Não me lembro bem se foi o batom exagerado ou o jeito como ela segurava a caneta bic de tampa vermelha que me fez catalogá-la imediatamente como uma possível “transa escape”. Transa-escape (TE) é uma invenção tão antiga quanto o próprio casamento, ela, como o próprio nome diz, é uma válvula de escape do casamento, quando muitas transas com a mesma pessoa ou muito tempo transando apenas com uma pessoa chega num limite máximo, o homem então precisa procurar outra mulher para transar e desafogar sua glândula escape que deve ficar em algum lugar do cérebro masculino. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Percebam que não estipulo números exatos sobre quanto tempo e quantas vezes o homem precisa permanecer com a mesma mulher para atingir um nível alarmante para a sua TE, essa situação varia de homem para homem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# O meu nível já estava crítico. Não digo que nunca havia traído, mas eu não era do tipo que procurava mulheres fora do casamento, mas Beti sabia no meu jeito de olhá-la que eu precisava de uma transa escape. Ela havia estudado profundamente os homens naquela pequena sala encarpetada de consultório odontológico, ela podia farejar um homem necessitado a um quarteirão de distância em dias com bom vento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Beti era uma expert em linguagem não-verbal, o jeito como ela se encurvava sobre a cadeira de estofado azul para se espreguiçar, como mascava seu chiclete de tuti-fruti, ou como usava sua voz de modo levemente mais agudo e infantil eram sinais preciosos para mim e para outros afortunados que freqüentavam o consultório do Dr. Omérico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# A aproximação foi rápida, logo na primeira vez que fui buscar Silvia no consultório já pude notar uma provável TE na secretária, no segundo encontro já sentei na cadeira próxima a mesa e conversei com ela durante toda a consulta de Silvia. Era fácil fazer Beti rir, e logo a conversa descambou para algo mais atrevido, quando notamos que Silvia iria sair, rapidamente anotei meu telefone num papel que estava sobre a mesa e a entreguei com um piscar do olho direito. Ela fez charme com uma carinha do tipo “não acredito que você ta fazendo isso, não sou desse tipo de garota” e apanhou rapidamente o papel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Na terça ela me ligou para sairmos. Fomos direto para o motel e transamos, transamos como eu gostaria de transar a anos e não podia, sem apagar a luz, sem cerimônias, sem vergonha. Toda a putaria que eu queria extravasar eu extravasava ali naquele quarto barato de motel. Com a televisão ligada no canal pornô com o som bem alto eu enrabava Beti em todas as posições que quisesse, e falava tanta sacanagem no pé do ouvido dela que eu tinha que escovar os dentes duas vezes quando eu chegava em casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Ela não era bonita, mas tinha seios fartos e uma técnica de depilação que faziam o diferencial. Eu comia ela em todo lugar, uma vez eu ela tiramos uma rapidinha na sala de espera do consultório enquanto Silvia fazia seu tratamento, a situação de perigo fazia meu coração ribombar e minhas mãos gelavam, mas a excitação era incrível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# O problema das TE é a culpa que elas provocam, alguns homens tem o privilégio de nascer sem qualquer capacidade de sentir remorso, compaixão ou pena, infelizmente eu não era um desses homens e me cortava o coração toda vez que ia dormir e sentia o corpo de Silvia se roçando no meu para abraçá-la de noite. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Silvia era uma mulher inteligente, bem educada e excelente mãe, porém na cama ela deixava muito a desejar, culpa de sua educação tradicionalista acredito eu. Apesar de todo o mal-estar, eu continuei a me encontrar com Beti, mas quanto mais eu transava com ela, mais eu percebia como minha mulher era especial, em como eu tinha sorte de não ter me casado com uma “Beti” da vida, e chegava a ter pensamentos do tipo “ porque eu estou fazendo isso?”. Típicos sinais de que a TE havia completado com êxito sua missão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Pois bem, estava decidido, eu iria aproveitar que aquele mês Silvia iria se tratar pela última vez e aproveitaria para por um fim nesse caso. Naquela segunda então, entrei sério na sala e não cedi diante do sorriso malicioso de Beti, apenas disse que queria me encontrar com ela na tarde do dia seguinte durante o seu horário de almoço e desci para o meu carro e esperei por Silvia lá mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# No dia seguinte me encontrei com Beti num restaurante próximo ao consultório onde ela almoçava todos os dias e expliquei que meu casamento era mais importante e que não podia mais fazer isso com minha esposa, que não era o certo e que não poderíamos mais nos encontrar. Ela chorou, tentou me fazer mudar de idéia, mas por fim acatou minha decisão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Saí daquele restaurante aliviado, culpado por ter feito o que fiz, mas orgulhoso por ter tido a coragem de abrir mão de algo tão prazeroso por uma pessoa que significava algo mais pra mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Naquela semana toda eu percebi que Silvia estava mais triste, chorosa, mas os dias foram se passando e dentro de um mês tudo voltou ao normal. Até que um dia eu precisei do carro de Silvia emprestado par ir ao trabalho. Chegando ao pedágio, peguei a carteira dela que estava no painel e procurei por moedas, foi então que senti com a ponta dos dedos um papel, o retirei da carteira e vi que era um recado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# “Silvia, apesar de tudo que vivemos nesses últimos meses, não posso deixar de pensar na minha esposa, ela significa muito pra mim, e não posso abrir mão da minha família. Eu sei que o que aconteceu entre nós foi especial, mas não posso mais continuar a viver assim, mesmo sabendo que nunca esquecerei o que rolou entre nós. Omérico” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# O que veio a seguir foi uma explosão de riso e choro, imerso em uma raiva gritante salpicada de humor irônico e uma enorme dor de corno em meio ao som das buzinas dos carros que formavam fila atrás de mim no pedágio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-6302144246636878459?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/6302144246636878459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=6302144246636878459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6302144246636878459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6302144246636878459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/09/campees-da-arena-7.html' title='Campeões da Arena - 7'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-6417482161375266762</id><published>2007-09-19T20:05:00.000-03:00</published><updated>2007-09-19T20:41:26.175-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 6</title><content type='html'># Faaala, cambada! A Atividade 012 está rolando e, aqui no blog, chegamos à 6! \o/&lt;br /&gt;# Essa foi a primeira de que participei e a que teve mais contos inscritos: nada menos que 8! Descolei um terceiro lugar, que, dada a qualidade dos concorrentes (acho que foi uma das melhores AQ's até hoje) é uma posição super-honrosa.&lt;br /&gt;# Mas não estamos aqui pra falar de mim. xD A Atividade Quinzenal 006 teve como tema "Assassinos", dado por Leon de la Torre (anda sumido, esse rapaz...). Sua duração foi de 14/04/2007 a 05/05/2007. O vencedor foi Flavius 2.0, também conhecido como Dado Pires.  ^^ Que, por sinal, também estava em sua primeira AQ e conseguiu o feito de desbancar titio Garret por um mísero ponto! o_o Foi disputada essa. E o contos dos dois eram muito ótimos, foi uma tristeza decidir qual ficava em primeiro, na hora de votar. T_T Passem lá no RPG-X, leiam e vejam o que estou falando...&lt;br /&gt;# Chega de tagarelice! Ao conto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Pequena Obsessão de Um Amor.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;890 palavras&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Roger era um sujeito comum. Tinha esposa, mas não filhos. Ela era muito doente para tê-los. Até para tentar. Religioso, ele mantinha o aluguel em dia. Respeitava os vizinhos. Nunca fizera nada que o desabonasse. Servira ao exército quando jovem. Chegou a ser cabo antes de dar baixa. Todos os dias, santos ou não, ia à missa. Casou-se cedo. Logo a enfermidade dela. O matrimônio seguira firmado na devoção da fé. Deus nunca perdoaria tal rompimento. Roger era pacato. Pacato até demais. No dia em que encontrou aquela revista suou como nunca. Palpitações percorriam seu corpo, mesclando-se de maneira preocupante à intensa taquicardia. Os anúncios prometiam momentos únicos de prazer. Desde que o enfarte não chegasse antes. Medo. Tesão. Arrependimento pelo que ainda não fizera. Aquele nome lhe prendera os olhos. Trazia-lhe energias de algum canto escondido dentro de si. Teria uma amante. Pagaria por uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as tardes. Uma vez por semana. Essa foi a idéia que teve para chamar menos atenção. Ligava para a companhia de seguros e alegava mal estar. A esposa dormia. Sempre dormia. Calmantes. Dose dupla. Tripla. A esposa dormia até o outro dia. Mantinha-a assim. O apartamento de seus encontros se apresentava sujo e mal iluminado. Cheirava a bebida e restos de cigarro. Uma trilha sonora barata poluía o ambiente. Ele gostava de Almodóvar. Ela estava na cama. Sempre estava na cama, único móvel do ambiente. Nos lábios uma cigarrilha antiga e barata. Barata. Prostituta barata. Era ruiva. Não linda. Atraente em suas lingeries. Atraente o bastante para as fantasias de Roger. Talvez, e só talvez, as lingeries se esforçassem demais para segurar aquelas carnes. Talvez o desejo de homem não lhe permitisse perceber tanto. Talvez a tinta do cabelo fosse por demais sem graça. Talvez suficiente para aquela quantidade de luz. Talvez as unhas fossem mal feitas e a maquiagem borrada. Talvez os dentes fossem amarelados e os olhos vermelhos demais. Talvez ele percebesse isso mais tarde. Antes era só desejo. Queria possuí-la. Todos os dias. Devassamente. E o fazia. De várias maneiras. Por várias vezes. Muitas vezes. Ela gemia. Talvez fingisse. Ele gostava. Talvez demais. Ela gritava o nome dele. Queria ele também gritar o dela. Mas qual? Estava se tornando uma máquina. “Foda-se o nome do anúncio”. Fodia um anúncio ainda que sem nome. Gritava muito também. Talvez demais. Os vizinhos nunca escutaram nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alta madrugada. Saiu para caminhar. Estava com dores na cabeça. Em casa a esposa dormia. Ainda. Há quantos anos não se levantava daquela cama? A velha enfermeira já havia partido. Deixá-la-ia sozinha. Para pensar. Um misto de raiva e satisfação permeava sua mente. Seria possível? Excitação. Amargurado tesão. Anos de tesão enclausurado. Imaginava-se rasgando as vestes da esposa. Breve suspiro. Nenhum movimento nas calçadas. Começou a penetrá-la. Fria. Inerte. Ele já ofegava no ritmo frenético. Ela balbuciava algo em seus devaneios. Ele gemia. Estava caído próximo a um muro. Não se importava. Suava em toda sua ousadia. Cobrava tudo o que lhe fora negado até então. Da sua maneira. Ela parecia gostar. Mexia os quadris. Involuntariamente. Escorregou as mãos para o pescoço dela. Involuntariamente. Os olhos se encontraram por um instante. Ele apertava com força. Ele segurava o gozo. O que era aquela expressão? Com fortes estocadas deleitava-se ao perceber a vida se esvaindo do corpo que lhe dava prazer. Não lhe dava prazer. Sempre. Nunca. Era compaixão o que via em seus olhos? Prazer atrasado. Prazer com juros. Ela conseguia implorar. Sussurrava o nome dele. “Roger”... Ela estava gostando. Ele tinha certeza disso. Ele tinha muitas certezas agora. Ele gozou como nunca. Talvez fosse amor. Talvez fosse hora de lembrar aquele nome. Devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou no quarto da esposa. Sangue. Muito sangue. Calmamente chamou a polícia. Confessou o crime ainda ao telefone. Sentou-se para esperar enquanto fumava um cigarro. Há vinte anos não fumava um cigarro. A fumaça era quente e ácida. Amaciava a alma. Qual era o nome do anúncio? Aquilo não saia da cabeça. Sirenes ao longe. Distantes. Distantes demais. Um nome simples. Exótico. Perdeu a noção do tempo. Batidas fortes na porta. Um nome. Homens uniformizados jogaram-no ao chão. Machucou a boca. Algemas. Sangue. Vermelho. Rubro. Lembrou o nome da prostituta. Muito sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molestara durante anos a própria esposa. Drogada. Em cárcere privado. Escrava sexual. Um corpo quase sem vida há muito sob maus tratos. Ele era doente. E durante toda a noite de interrogatório só fazia repetir a mesma coisa. Um nome. O nome do anúncio. Entre lágrimas e desespero, tudo o que se permitia dizer era o nome dela. Um nome de liberdade, triunfo e agonia. Um nome que custou a encontrar caminho naquela mente perturbada. Perturbadora. Dois mundos vividos por um homem. Duas vidas paralelas que nunca haviam se encontrado. Duas vidas unidas por um nome. Uma mulher. Um desejo. Julgado e condenado. Nunca sairia da prisão. Relegava-se ao esquecimento. Seus vizinhos o esqueceriam. Sua igreja o esqueceria. Os jornais o esqueceriam. A ele só restava lembrar. Para sempre lembrar. Ela. Sua musa. Esposa e amante. Doença e cura. Vício. Pecado. Uma mulher. Uma fantasia. Um nome. Ao menos em sua mente, para sempre sua. Em uma cama. Em um leito. Com cheiro de cigarros ou remédios. Com música ou sem. Devaneios. Ainda havia chances de chegar ao reino dos céus. Era muito religioso.Ainda assim só fazia lembrar. Um nome. Agnes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flavius 2.0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-6417482161375266762?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/6417482161375266762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=6417482161375266762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6417482161375266762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6417482161375266762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/09/campees-da-arena-6.html' title='Campeões da Arena - 6'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-8723670915880581948</id><published>2007-09-12T22:11:00.000-03:00</published><updated>2007-09-12T22:33:52.329-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 5</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;# Oi, povoooo! Acabamos de chegar à metade (pelo menos por enquanto) das Atividades Quinzenais já disputadas! ^^&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Que raios é atividade Quinzenal? Leia no post dos "Campeões" nº 1.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# O tema dessa foi "Celebridades antes da fama", dado por Giorgio. A atividade comçou dia 13/03/2007 e foi até dia 14/04/2007. O campeão foi adivinha quem? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# ELE!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Garret, campeão absolutésimo da Atividade, em seu tetracampeonato. \o/ Abaixo, o conto dele. E não deixe de ir ao RPG-X conferir os outros, eles foram ótimos também! ^^&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A noite derradeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Nº de palavras – 494&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Ed tomou um último gole antes de deixar o estabelecimento abarrotado de bêbados que como ele, passariam ali toda noite tomando um copo e depois outro até caírem no chão.&lt;br /&gt;Apesar de ser uma idéia tentadora ela não pode ser concretizada. Isso porque avistara um velho conhecido observando-o pela porta da taverna. Sabendo o significado daquela aparição repentina, apressou-se pelas ruelas escuras de Baltimore. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seguiu solitário e cambaleante sob o efeito do álcool. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sua vista turva não fora suficiente para impedi-lo de avistar um corvo planando sobre sua cabeça. O pássaro rodeou e pousou próximo dele, obrigando-o a parar. No momento em que pensou na possibilidade de dar um chute na ave, esta proferiu uma frase que o assustou. “Nunca mais.” disse ela, algo que Ed conhecia bem. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pássaro negro voou logo em seguida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda sem entender o que vira e de certa forma atônito, Ed tentou seguir em frente para encontrar seu velho conhecido e nada era tão importante quanto isto, mas parou depois de alguns passos ainda mais assombrado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante dele, próximo a uma parede lateral da rua, um barril de Amontillado servia como banco para algo que até então só existia em sua imaginação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta apavorante figura era tão fiel em detalhes que Edgar imaginou-se sonhando. Via a sua frente o ser que descrevera certa vez como “A máscara da morte rubra” e sua aparição em um castelo assolado por uma maldita peste. Vestia uma fantasia macabra em retalhos e salpicada de sangue. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tal criatura pulou do barril para o chão e soltou um pavoroso grito misturando agonia e pavor antes de desaparecer no ar dissolvendo-se diante dos olhos de Ed. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de contemplar toda a cena, Edgar Allan Poe finalmente percebeu o que acontecia. Estavam todos ali, frutos de sua mente para lhe buscar. Enquanto absorvia a descoberta, sentiu sua vista escurecer. Logo em seguida ouviu um fino miado vindo de um gato preto com um só olho a observa-lo de longe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouviu vozes conhecidas chamando nomes também conhecidos. Ligéia, Berenice, Leonor e por fim Lenora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caiu ao chão ainda respirando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viu algo que se aproximava. Reconheceu-o a caminhar lentamente em sua direção. A SOMBRA, seu “velho conhecido”, oriunda das antigas catacumbas de Ptolemais, olhou para Poe caído a seus pés. Sua voz soou como sempre, o mesmo tom que certa vez Edgar houvera descrito “variando suas inflexões, de sílaba para sílaba, como se fossem as entonações familiares e bem relembradas dos muitos milhares de amigos que a morte ceifara.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A última palavra que só ele ouvira, fora proferida por uma voz íntima e familiar numa língua antiga e não mais usada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era sua voz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ali Poe permaneceu murmurando palavras que aparentemente não faziam sentido até ser encontrado a beira da inevitável morte. O que ninguém nunca soube é que antes mesmo de sair daquela taverna e ainda antes de começar a escrever, Poe já estava morto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um fantoche nas mãos dele, seu velho conhecido. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-8723670915880581948?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/8723670915880581948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=8723670915880581948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8723670915880581948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8723670915880581948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/09/campees-da-arena-5.html' title='Campeões da Arena - 5'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-4815789058965673816</id><published>2007-09-05T16:15:00.000-03:00</published><updated>2007-09-05T16:41:37.224-03:00</updated><title type='text'>CONTO INSPIRADO EM MOD-MOD</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/Rt8GUFvSJyI/AAAAAAAAABQ/uDGP_8zR0aU/s1600-h/bodmodblog.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/Rt8GUFvSJyI/AAAAAAAAABQ/uDGP_8zR0aU/s320/bodmodblog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106807444669081378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Estou criando uma sério de textos inspirados em uma modalidade bastante antiga mas que só agora está mais difundida no mundo, a prática das Bod-Mod (ou Body Modification), que são modificações que se fazem no corpo. A maioria dolorosa e permanente, mas que cada vez mais ganha mais adeptos. As Bod-Mod mais conhecidas são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*PIERCINGS(perfurações com uso de objeto);&lt;br /&gt;*TATUAGENS(desenhos permanentes na pele); &lt;br /&gt;*ESCARIFICAÇÃO (cortes com objeto de deixar cicatriz marcada);&lt;br /&gt;*NULIFICAÇÃO (remoção voluntária de partes (ou membros inteiros do corpo) como mamilos, testículos;&lt;br /&gt;*IMPLANTE (colocação subcutânea de objetos que podem ser de siliconoe, osso, plástico);&lt;br /&gt;*BRANDING (queimaduras que viram cicatrizes);&lt;br /&gt;*BIFURCAÇÃO DE LÍNGUA (corta-se ao meio);&lt;br /&gt;*SUSPENSION (onde através das perfurações dos 'piecings' ganchos suspendem o corpo, uma modalidade, não apenas uma modificação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto que posto é inspirado num caso real, de um casal australiano, chamados Clive Mathias e Gillian Hyde( na foto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;b&gt;&lt;marquee&gt;COMPROMISSO DE CARNE&lt;/b&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A festa acontecera como Sofia esperava. Era o dia mais feliz de sua vida. Adolf não parava de admirá-la vestida de noiva, radiante, agora convertida em sua esposa. Ela fez questão de guarda-se para ele, queria que fosse especial e único. E seria. Como de costume, os noivos deixaram a festa ainda com a presença dos convidados. O destino seria a praia. A mesma que se conheceram há dois anos. A praia de águas cintilantes.&lt;br /&gt;A lua de mel durou 15 dias. O quarto era o lugar favorito. A casa era da família dela, a qual ia a todos os verões e agora estava lá com Adolf. Sofia sentia-se completamente realizada .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três meses depois, ela começou a reparar na aliança de ouro que usavam. Gostava da sensação de tê-la no dedo, sentia-se ‘de alguém’. Aquela aliança simbolizava o amor. A continuidade sem fim. Mas ela passou não só a observar e refletir, agora até mesmo questionava o uso. Porque isso?Uma noite na cama conversou com o marido sobre o uso da aliança. Achava banal. E não significa nada, era apenas uma convenção. Ele riu dela e disse que gostava, achava romântico, ela apenas não estava habituada.Sofia discordava, mas continuava usando.Não sabia até quando.Aquele pequeno arco dourado passou a estrangulá-la. Sentia-se incomodada. Adolf não gostou quando Sofia categoricamente decidiu não mais usar mais o anel. Discutiram. Ele não entendia a atitude dela, parecia sem nexo. Fizeram as pazes. Mas ela não queria mais a aliança. Voltaram a se desentender. Adolf não entendia a estranha atitude de Sofia. Mas a amava e não queria perdê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns dias sem se falar parece ter melhorado o clima. Agora se olhavam com carinho e aos poucos foram se aproximando. Ela dizia que o amava acima de qualquer coisa. Ele acreditava, mas senti-se mal por não vê-la com a aliança. Fingiu entender, mas por dentro se corroía. Numa madrugada insone, ele a observava dormir. Adorava as mãos de Sofia, a textura, a cor. Tinha mãos maravilhosas. Olhou a sua, o brilho do anel o ofuscou. Ela acordou-se e o viu a seu lado. Olhou-o com ternura e suavemente lhe disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu sei o quanto está desapontado comigo. Mas é como me sinto em relação à ‘ela’ e não à você. Eu te amo e nada pode mudar isso.E essa estúpida aliança não significa nada pra mim. É apenas um anel, não é termômetro para o que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu também a amo, só não entendo o porquê dessa aversão toda. É difícil pra mim. Muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Adolf, não quero um compromisso de metal com você. Quero de carne. Se quer me fazer feliz novamente, remova essa aliança de seu dedo._ O olhar dele agora era de perplexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sofia..._ Antes que ele continuasse falando ela o interrompe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Morda! _ Apontando o dedo do qual deveria estar a aliança. _ Morda a ponta do meu dedo até amputá-lo. Farei o mesmo com você, essa será nossa ‘real aliança’.&lt;br /&gt;Adolf a olhava perturbado. Que loucura era essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Faça o que pedi, por favor. Faça._ Os olhos de Sofia brilhavam suplicantes. Então Adolf fez. E sangrando ela também o mordeu. E as alianças de ouro foram jogadas no lixo, junto às pontas dos dedos amputados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja mais sobre Bod-Mod nos sites:&lt;br /&gt;www.bmezine.com&lt;br /&gt;www.neoarte.net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-4815789058965673816?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/4815789058965673816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=4815789058965673816' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4815789058965673816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4815789058965673816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/09/conto-inspirado-em-mod-mod.html' title='CONTO INSPIRADO EM MOD-MOD'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/Rt8GUFvSJyI/AAAAAAAAABQ/uDGP_8zR0aU/s72-c/bodmodblog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-2222500984808324861</id><published>2007-09-05T16:00:00.000-03:00</published><updated>2007-09-05T16:12:15.977-03:00</updated><title type='text'>CONTO EM DUPLA</title><content type='html'>Olá, Leitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu e Welwerin criamos em dupla um conto inspirado na excelente música do Iron Maiden,chamada "Dance of Death" (Dança da Morte)e orgulhosamente publico aqui. O conto foi postado na sessão 'contos e poesias' no dia 24 de Agosto. Esse é o primeiro de muitos que eu e meu companheiro de contos faremos. Aguardem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos Agnescos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                           &lt;b&gt;&lt;marquee&gt;DANÇA DA MORTE&lt;/marquee&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bruce, acorda, você já está atrasado! De novo! Foi assim a semana toda! Acorda, menino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mãe, eu não tô me sentindo bem, não posso ir à escola assim...&lt;br /&gt;_ Levanta! Sem desculpas... Levanta agora! Esse mal estar é ressaca! Você não tem vergonha? Bebendo desse jeito todas as noites?Levanta e já pra escola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia foi um inferno. Mais um dia.Escola, obrigações, família te enchendo o saco. Odeio isso. Por isso sou notívago, e todas as noites são minhas. Enquanto todos dormem, me sinto mais vivo, livre!As garotas, as músicas, as bebidas... Poderia ser assim para sempre. Ter 18 anos me deixa à vontade para sentir isso. Com essa mesma idade meus pais já me tinham e já se sentiam velhos! Não quero isso pra mim, jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa noite está diferente...melhor! Sinto o vento transfixar meu corpo de uma maneira estranha, porém, prazerosa. O que há de especial hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo aquela atmosfera noturna incomum, decidi aproveitar a noite sozinho. E mais: não ia me embriagar, queria estar sóbrio pra apreciar o céu magnético e escuro, com estrelas radiantes que pareciam piscar para mim. Encontrei os amigos, cancelei a noitada dando uma desculpa qualquer, e fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento soprava com força e era sonoro ao extremo. Um calafrio atravessou meu corpo. A sensação perdurou por alguns instantes. Um drink apenas. Wisky sem gelo. O gosto permaneceu na minha boca por algum tempo. A garrafa comigo estava quase vazia, arremessei-a num muro pichado. As ruas desertas foram minha companhia.Peguei minha Harley e saí sem destino por bastante tempo, afastando-me da cidade. O ar gelado em minhas narinas provocou uma leve coriza. Mas sentia-me muito bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim parei num lugar distante,silencioso, deixando minha moto a uns cinco metros de mim. Sentei-me aos pés de uma árvore de grandes raízes e lá permaneci sozinho, olhando o céu, sentindo o som do vazio...Tirei a jaqueta e com ela apoiei a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto meus pensamentos se perdiam na imensidão do céu, fui surpreendido por um som arrebatador,mas não sabia de onde vinha, apenas senti a vibração em todo meu corpo. Confuso, sentei-me e observei a minha volta, mas tudo parecia igual. O que senti então? Terei dormido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amedrontado levantei-me. O vento gelado me incomodava, peguei minha jaqueta e quando fui vesti-la notei um vulto por trás das árvores. Não sei o que passou em minha cabeça, mais resolvi segui-lo. Logo adentrei as matas e no meio do que parecia um pantanal, fiquei abismado com o que via. Esfreguei os olhos e tentei fingir que aquilo não era verdade. Como se a gravidade me empurrasse com uma força absurda, fui levado a um altar em meio às águas sujas do local, minha cabeça girava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tivessem sido invocados, os mortos saíram por detrás das árvores e fizeram um círculo em minha volta. Um pentagrama de fogo se acendeu aos meus pés. Nesse momento os mortos começaram a dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralisado pelo medo, permaneci imóvel dentro do círculo de fogo, temendo ser queimado, mas o fogo acariciava minha pele, era leve como uma brisa noturna. O que era aquilo? Transtornado ao presenciar aquela cena dantesca e nauseado com o cheiro de carne podre, o balé macabro daqueles mortos me entorpeceu. Homens, mulheres, crianças, todos mortos. Alguns só tinham alguns pedaços de carne pendurados nos ossos. Outros comiam partes do próprio corpo em decomposição. Mas todos dançavam à melodia de seus grotescos gritos, porém também sentia uma vibração vinda da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto dançavam,emitindo um som grave e ensurdecedor girando ao meu redor,senti meu espírito se elevar, passando a observar o cenário horripilante lá do alto, embora meu corpo permanecesse dentro do círculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chamas eram gigantescas, alcançaram meu espírito iluminado pelo fogo voraz. A sensação agora era plena, o medo havia me abandonado. E de lá, via meu corpo estático entre as chamas e os mortos a dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do círculo eu dançava, pulava e cantava. Os olhos negros, cintilantes e sem vida dos mortos me observavam, como se tivessem ascendido do inferno. Meu cadáver não parava, dançava num ritmo alucinado, enquanto meu espírito zombava de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele inferno horrendo, eu, nem morto nem vivo, simplesmente seguia o ritmo da musica dentro do círculo dos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando do alto aquele caos entre um vivo e muitos mortos, senti meu espírito voltar ao meu corpo. Nesse instante voltei a permanecer imóvel, agora a chama estava menor... Eles deram-se as mãos e aos poucos foram aproximando-se de mim em silêncio. Alguns me tocam o que me provocou um temor descomunal. Fingi estar tranqüilo, pois não sabia que reação teriam e nem o que queriam de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio absoluto. Calor. Cheiro de carne podre e cinzas. Todos os olhos mórbidos em minha direção. Sentia-me apavorado e totalmente tomado pelo transtorno e o medo. Vi então um zumbi aproximar-se, ele não estava entre os outros e nas mãos necrosadas trazia um cálice. Nesse instante os outros voltaram-se contra ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, enquanto discutiam aproveitei a oportunidade e corri sem direção por entre as matas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com medo de estar sendo seguido, fui correndo em diversos sentidos, olhava constantemente para trás na esperança de nenhum deles estar me seguindo. Velocistas de longas distâncias, jamais me alcançariam. Corri tanto que parecia que meu corpo tinha se mesclado com o vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um tempo nesse ritmo sem sentido encontrei a estrada. Parecia um pesadelo insano do qual eu era o personagem principal. Poderia ser meus últimos momentos como mortal. Eu não estava preparado para aquilo. Jamais estive. Ainda correndo, alguns vídeos me vieram à cabeça. Lembranças de uma vida passada talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre essas breves lembranças me veio a imagem da minha moto. Eu a adoro, não poderia deixá-la naquele lugar maldito. Por outro lado, se for buscá-la posso ser pego. O que fazer? Continue correndo, mas o cansaço me tomou por completo meu corpo, obrigando-me a parar. Minha respiração ofegante, o suor por todo o corpo, meu rosto ardia, sentia sede. Nunca me senti tão exausto, parecia ter-me consumido até a alma. Estranhamente pensei em meus pais, lembrei do meu quarto, da preocupação deles comigo. Nesse instante senti-me totalmente vulnerável e sozinho. Lar. Meu lar. Preciso voltar pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente decidi continuar minha corrida desesperada, a moto voltou a rondar meus pensamentos.E mais que isso: sentia que precisava voltar lá. E assim foi. Corri rumo à terra maldita, consciente do risco que corria. Fui cauteloso a chegar próximo, agia silenciosamente. Passos inaudível, olhos arregalados, o medo me regia. Avistei a Harley, e nenhum morto estava próximo. Temendo o pior, aproximei-me. Peguei a moto, empurrei por muitos metros para finalmente ir embora. Não ouvia nenhum barulho ou sinal dos mortos, mas sentia a vibração vinda da terra. Precisava ser rápido e fugir logo. Usei toda minha destreza de motoqueiro e em alguns minutos já estava de volta à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entrei em casa à mesma cena de sempre: a casa escura, meus pais dormindo, a porta do meu quarto entreaberta. Senti-me protegido e aliviado por estar vivo. Tomei um banho e tentei dormir. Estava muito excitado por tudo que vi e vivi naquela madrugada. O sono rejeitava meu corpo. Permaneci acordado, atordoado por começar a duvidar de minha sanidade. Mas eu vi tudo, não podia ser um delírio e eu estava sóbrio! E apesar de estar perturbado, sentia-me bem por estar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi a porta do quarto abrir. Era minha mãe, mas a penumbra não evidencia seu rosto e ela anda devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Filho, que bom que voltou cedo hoje. Fico tranqüila quando vejo que está em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o cheiro de carne podre invadiu o lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-2222500984808324861?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/2222500984808324861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=2222500984808324861' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2222500984808324861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/2222500984808324861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/09/conto-em-dupla.html' title='CONTO EM DUPLA'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-830715860415863226</id><published>2007-09-01T21:43:00.000-03:00</published><updated>2007-09-01T22:09:08.530-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 4</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;# E chegamos enfim ao quarto "Campeões da Arena". Tive que deixar de postar por um tempo, mas vamos lá! Temos mais seis edições aì pela frente e a AQ011 já está rolando!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# (O que é AQ? Vá ao post do "Campeões" 1. Se der, aproveite e leia o conto. ;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Essa AQ durou de 14/02/2007 até 11/03/2007 e o tema foi: "RPGistas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Por um décimo, um único décimo, na antiga contagem de pontos, Leonardo Marchi, o proprietário do fórum, desbancou pela primeira vez o todo-poderoso Garret (brincadeira, tio Garret, brincadeira...) e se tornou o campeão com "Salvação".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Aí está, para vocês. ^^&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Salvação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Leonardo Marchi&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Jorge era o típico delinqüente juvenil, aos 10 roubava dinheiro da Igreja e frutas na feira, aos 11 comprava thiner escondido para "ficar doidão" como ele mesmo dizia, aos 12 a palavra escola era uma velha recordação, agora só lhe servia como fonte de pequenos objetos que ele roubava para vender e comprar mais droga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Foi numa dessas "visitas" que Jorge, ou neguinho para os colegas do bando, encontrou muito mais do que folhas de papel ofício e litros de álcool, era domingo, o que diabos faziam ali, Jorge pensou - "Quem vem a escola num dia de domingo? Eu não vinha nem nos dias de semana!". Antes que ele pudesse se esgueirar dali uma voz lhe chamou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Ei! Você! É você mesmo - Jorge nunca havia sido pego, seu sangue gelou, suas pernas tremeram e ele estancou - a sala é por aqui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Jorge percebeu que estava sendo confundido com outra pessoa, aquele rapaz magro com barba ruiva, um tênis que nem valia a pena roubar e um monte de livros coloridos debaixo do braço achava que ele estava ali para alguma aula, resolveu que iria se passar de "aluno", antes ouvir uma velha chata ensinando alguma besteira a ser mandado para a delegacia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# To indo tio - gritou Jorge que sorrateiramente deixou no cantinho dois litros de álcool e uma resma de papel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Subiram alguns degraus, por algum motivo que Jorge não sabia a aula era no último dos dois andares, na escada ele cruzou com mais algumas pessoas, pelo jeito a escola tinha ainda mais gente, ia ser difícil pegar aquele litro de álcool de novo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# É aqui - o rapaz disse a ele e entrou pela porta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Jorge podia virar as costas e correr, mas sem saber porque, entrou. Nada na vida o tinha preparado praquilo, uma sala normal com 6 "mesas redondas", havia muitos livros e dados sobre as mesas, alguns ele nunca havia visto antes, na verdade ele achou até que alguns estavam quebrados, ainda meio espantado ele ouviu um grito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Neguinho! Vem cá! - vinha de uma mesa do fundo, era Carlinhos ou Jibóia como eles chamavam, dada a sua barriga incrivelmente grande para seus braços e pernas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Jibóia! - falou a meia altura o recém descoberto quando se aproximou do amigo - O que você ta fazendo aqui? Achamos que você tinha morrido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Nada neguinho, eu achei foi esse pessoal aqui, eles me ensinaram um monte de coisa, me trataram que nem gente, até me chamam pelo nome! Conversaram com minha mãe, me deram material escolar, até me matricularam na escola, agora todo domingo eu venho pra cá, é muito engraçado neg.. er... Jorge, você encontrou eles também? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Que nada Jibóia, eu ia pegar uns bagulho aqui e apareceu esses caras, ai to me fazendo de aluno pra não sujar minha barra, bem que me falaram que essa escola era ruim de roubar, tu virou um playboizinho mesmo hein? Só andando com os ricão agora... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Rapaz, senta aqui, olha pra lá que hoje é dia de novatos, vão ensinar o jogo a um pessoal novo, devem até estar achando que você é um deles, se liga em como isso aqui é maneiro e ainda a gente aprende muito mais do que com aquelas velha fedida que ensinava a gente antes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Jorge era a desconfiança em pessoa, achava que o amigo tinha virado crente, ou viado, Jibóia era um dos mais doidos do bando, roubava loja, já tinha até tomado picada, era seu ídolo, vê-lo ali sentado, de banho tomado e segurando aquele monte de coisa colorida que em nada pareciam dados era bem esquisito, sem muita saída prestou atenção no gordinho de óculos com uma mochila velha nas costas que começou a falar lá na frente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# O RPG é um jogo bem parecido com polícia e ladrão - começou a dizer o jovem obeso, Jorge aquela altura começou a gostar da conversa logo de cara, vir na escola pra brincar, ainda mais de polícia e ladrão? To dentro, pensou ele. Assim passaram-se 30 minutos, os olhos do pequeno intruso de 12 anos estavam visivelmente precisando de lubrificação, e seu queixo parecia repousar numa posição fora do comum, sim ele estava impressionado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# As duas horas que se seguiram, onde interpretaram uma vila da idade média, para poderem entender o processo de suserania e vassalagem passaram voando, e ele quem diria, finalmente passou a ser alguém importante, na seção improvisada o pequeno paria era um senhor de terras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Nas outras 3 horas que se seguiram passou a compreender melhor o jogo, já que uma moça morena de óculos pequenos se sentou perto dele e lhe ensinou alguns princípios básicos daquele jogo pra ele ainda tão esquisito, a moça o tratava com respeito, não lhe xingava quando errava alguma coisa, como os amigos do bando, teve com ele a paciência que faltou as suas primeiras professoras, que não entendiam de onde aquele garoto vinha, nem por quantas dificuldades um órfão de mãe criado por um pai alcoólatra pode passar, mas do que ele mais gostou foi ser chamado pelo nome. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Qual o seu nome? - perguntou ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Negu.. Jorge tia - respondeu ele meio envergonhado, meio provocador com aquela tia que ele usava pra afastar as pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Vou te chamar de Jorginho - devolveu ela como quem abraça aquele que refuta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Carlinhos olhava pra ele da outra ponta da mesa com um sorriso de satisfação nos lábios, pelo visto ele já estava "craque", até tinha uma menina que pelo visto gostava dele, Jorginho se sentiu agora com ainda mais vontade de ser Carinhos, aliás, ele nunca vira Carlinhos feliz antes, porque diabos então ele queria ser como o amigo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Naquele dia ele foi senhor de terras na sala, e na mesa foi um Super-Herói, queria ser o Batman, e assim foi feito, por 3 horas ele combateu homens que sem saber poderiam ter sido a imagem dele num futuro breve. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Era quase noite quando o grupo começou a ir embora, aquela altura o garoto moreno de 12 anos que queria ser Jibóia nem se lembrava do tempo, e quando viu que a reunião ia acabando, se aproximou do garoto que o flagrou e disse: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Moço posso voltar aqui domingo que vem? - Mesmo com tudo que vivera até ali, dentro daquela sala, Jorge esperava ser escorraçado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Como é seu nome? - Perguntou o moço &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Jorge - Respondeu ele agora com mais medo do que viria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Pode sim Jorge, venha todo domingo, olha aqui, leva esse livro pra você, como essa é a primeira vez que vem aqui, acho que vai gostar e querer voltar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Mas você não tem medo que eu não te devolva? - Arriscou Jorge quase que querendo ser descoberto, se sentia mal com todo aquele tratamento gentil para com ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Olha garotinho, eu conheço um bom menino quando vejo um, tenho certeza que você vai voltar. - Devolveu aquele moço que mais parecia um gigante magrelo, mas com cora de anjo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Jorge voltou no domingo seguinte, dessa vez estava de banho tomado, não andava mais com aquela turma de antes, com a ajuda dos novos amigos voltou pra escola, e no domingo seguinte lá estava Jorge de novo, e em todos os outros depois daquele, os litros de álcool e o papel? Esses nunca mais sumiram na escola, Jorge não precisava de droga nenhuma para se sentir bem, ele encontrou o bem dentro de si mesmo e ainda ajudou muitos outros Jorges depois dele. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-830715860415863226?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/830715860415863226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=830715860415863226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/830715860415863226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/830715860415863226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/09/campees-da-arena-4.html' title='Campeões da Arena - 4'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-1637633301755475062</id><published>2007-08-13T22:50:00.000-03:00</published><updated>2007-08-13T23:40:29.765-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;n# E lá vamos nós com o terceiro campeão! Ai, ai, será que conseguirei chegar ao décimo (já estamos na décima Atividade Quinzenal)?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# O post 1 dos campeões explica o que é esse negócio de Arena e Atividades Quinzenais, é só dar uma buscazinha rápida ali nos arquivos, ou, melhor ainda, se registrar no RPG-X! \o/&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# A Atividade Quinzenal teve como tema ET's e durou até 11/2/2007&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Um doce pra quem adivinhar o campeão! Sim, ele! Garret, tricampeão da Arena, medalhista de ouro absoluto! O.O&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;# Conto muito bom, aproveitem! E acessem o RPG-X para conhecerem os outros textos, que, embora não tenha sido campeões, merecem a leitura por serem ótimos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;------------------------------------- &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Eu ET?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Senhor, acho melhor reconsiderar esta idéia. - disse o jovem. - Com todo respeito que tenho por sua inteligência abençoada, tenho que descordar do que está tencionando fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não tenciono fazer nada jovem aprendiz, já fiz. Tenho autoridade suficiente para isto. Nossas tropas partiram antes da aurora com ordens de exterminar qualquer ser vivo que encontrar. - O lí&amp;shy;der falou firmemente com uma expressão rí&amp;shy;gida que inibia (por medo ou respeito) mais perguntas. - Estes Ets não merecem viver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O aprendiz abaixou a cabeça e voltou para seu assento próximo a janela a fim de confirmar o que seu mestre acabara de dizer. Mesmo de tão longe pode ver um planeta em guerra. Explosões aconteciam a todo o momento. Naves partiam e retornavam freneticamente levando a destruição daquele planeta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O jovem virou e apanhou sobre a mesa sua luneta telescópica de hiper-aproximação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mirou o planeta e entre destroços e explosões atentou para uma cena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viu um dos ETs que corria desesperadamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aproximou mais a imagem e notou lágrimas na face daquele ser. Viu o terror naquele rosto. O medo, desilusão, a dor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eles choram como nós. - disse baixinho o aprendiz. - Que direito temos de decidir quem vive e quem morre? Destruindo os outros, mesmo que sejam diferentes de nós, no fim, nos destruí&amp;shy;mos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acompanhou o ET pela luneta. Ele estava cansado e não demorou muito até que caiu morto atingido por uma explosão. Seu corpo frágil jazia ao chão, inerte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O aprendiz depositou a luneta no mesmo lugar que ela estava poucos minutos atrás e fechou a janela pensativo. Pouco depois, seu mestre retornou e dirigiu-lhe suas ordens. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Onde está meu diário? Quero que anote o que irei dizer. - disse o mestre enquanto sentava em sua poltrona. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E estas foram as palavras escritas no diário de bordo do Capitão Borvório:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;15 de janeiro do ano de 2120&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabamos neste instante, de forma arrasadora, com toda a raça de Ets deste planeta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não foi uma tarefa difí&amp;shy;cil pois perdemos poucos dos nossos. Eles não mereciam a vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Destruí&amp;shy;am seus próprios recursos e seus pares. Com nossos esforços de guerra, conseguimos salvar o que restou deste planeta que servirá para nós como base de suprimentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Planeta este de nome Terra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seus habitantes, cuja raça denominava-se humanos, está para sempre, erradicada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, Borvório, declaro que nós, os Talmarianos, triunfamos novamente e que qualquer Extra-Talmariano inconseqüente será tratado como inimigo, assim como estes Humanos, foram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O aprendiz esperou que seu mestre saí&amp;shy;sse da sala para logo depois quebrar sua luneta enquanto pensava no dia em que alguém o observaria de algum lugar, com uma luneta talvez parecida com a sua, e o veria correr com lágrimas na face desesperado até cair morto por uma explosão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-1637633301755475062?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/1637633301755475062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=1637633301755475062' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/1637633301755475062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/1637633301755475062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/08/campees-da-arena-3.html' title='Campeões da Arena - 3'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-543695701079129527</id><published>2007-08-11T18:46:00.000-03:00</published><updated>2007-08-11T18:54:03.943-03:00</updated><title type='text'>SEUS DEDOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/Rr4vwSqTdbI/AAAAAAAAABA/B8nbQCkkGVQ/s1600-h/dedos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/Rr4vwSqTdbI/AAAAAAAAABA/B8nbQCkkGVQ/s320/dedos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097564334919480754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi, gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Esse mini conto foi publicado no site www.rpgx.com.br/forum na sessão 'contos e poesias' e recentemente no Blog da Strix: www.strixcorujando.blogspot.com&lt;br /&gt;   Está também em meu Blog e agora publico aqui. &lt;b&gt;DETALHE:&lt;/b&gt; As mãos da imagem são minhas!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         &lt;marquee&gt;&lt;b&gt;SEUS DEDOS&lt;/b&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Morri há 3 anos, junto a Laura. Meus dias tem sido procissões infinitas de dor e solidão. Laura, Laura. Minha Laura. Porque as outras não são como você foi? Busco incessantemente sua alma em outros corpos, inutilmente. Em algumas vi algo que lembrava minha amada, mas a alma apenas ela tinha. Única. Minha. Imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomado pelo desespero dos dias frios e solitários, penetrando corpos sem vida de mulheres estranhas e sem o perfume de Laura, fui invadido pelo desejo de refazê-la. Isso mesmo, em pedaços ela voltaria aos meus braços. Minha loucura ganhou imensas dimensões e todas as noites eu saía em busca do meu amor em fragmentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi difícil encontrar os lábios, as pernas, os seios. As noites me traziam lentamente o que a morte me tomou. Laura viria. Estava se refazendo pra mim. Muitas mulheres a quem chamo de Santas me devolviam o corpo dela. A alma eu retinha em lembranças eternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estudava minha vítima minuciosamente. E após seduzi-la, eu poderia conferir todo o corpo e assim tomava pra mim a parte que parecesse com o meu amor. Minha Laura. Foram muitos corpos, muitas noites, muito sangue. “&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Porque está em contando esta estória? É tão triste e bizarra.&lt;br /&gt;_ Não é apenas uma estória. Você é parte dela.&lt;br /&gt;_ Eu? O que está dizendo?&lt;br /&gt;_ Seus dedos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-543695701079129527?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/543695701079129527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=543695701079129527' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/543695701079129527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/543695701079129527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/08/seus-dedos.html' title='SEUS DEDOS'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/Rr4vwSqTdbI/AAAAAAAAABA/B8nbQCkkGVQ/s72-c/dedos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-4869785406024141341</id><published>2007-08-11T18:23:00.000-03:00</published><updated>2007-08-11T18:45:51.693-03:00</updated><title type='text'>TODAS AS MULHERES VÃO ADORAR ESSE CONTO</title><content type='html'>Olá,leitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é mais um conto do Giorgio Boy, que com certeza vai agradar, especialmente às mulheres!!Diversão garantida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;marquee&gt;&lt;b&gt;TODAS AS MULHERES VÃO ADORAR ESSE CONTO&lt;/b&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Há anos que aquele satélite artificial maior que quatro edifí­cios paira em órbita da Terra. Lugar mais óbvio não podia haver, nem mais prático para a base de operações de uma ONG que se dedicava a viagens no tempo e no espaço. Não espaço sideral, e sim geográfico, visto que apenas em certos desenhos animados e séries de televisão capengas um fulano entra numa máquina do tempo em uma cidade no interior do interior do Oregon, EUA, e sai em plena França napoleônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da base, num corredor fervilhando com pessoas que iam e vinham, a bela afrodescendente (como querem os polÃ­tica, cansativa e enjoativamente corretos) aguardava pelo marido. Escutou seu próprio nome gritado ao longe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ TÃªmpora!&lt;br /&gt;_ Crânio! ? respondeu ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do esposo alto, atlântico e de igual ascendência negra, recebeu um abraço forte, com gosto de saudade. Aquilo a deixou ao mesmo tempo feliz e surpresa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Puxa! Nem parece que a gente se viu hoje de manhã!&lt;br /&gt;_ Pra você foi hoje de manhã! Pra mim foram duas semanas! Vamos almoçar e eu te conto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deram-se as mãos. Ela não percebeu a troca de olhares entre seu marido e um colega de serviço que encostava uma das várias portas da máquina de viagens temporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ COMO É QUE É? _ rugiu TÃªmpora.&lt;br /&gt;_ Pois e... não deu pra evitar. _ rebateu Crânio, maos espalmadas e olhos baixos.&lt;br /&gt;_ Você... você...&lt;br /&gt;_ Tinha uma legião romana inteira atrás de mim. A mulher só concordou em me ajudar se eu... isso é­ que eu já te contei! Acho que ela nunca tinha visto um negão na vida e ficou curiosa em saber como... Enfim... Não me olha com essa cara! Eu podia ter morrido!&lt;br /&gt;_ Seu...&lt;br /&gt;- Amor, você està calva de saber que os agentes secretos estão sujeitos a esse tipo de situação, digamos... sensual.&lt;br /&gt;_ Você me traiu com a Maria Madalena! _ desafinou TÃªmpora.&lt;br /&gt;_ Pára e pensa: foi num passado em que a gente nem se conhecia! Nem você nem eu tí­nhamos nascido! Logo, não teve traição. _ afirmou o marido, com uma segurança inacreditável.&lt;br /&gt;_ Como não, Crânio? Uma coisa é o tempo nessas viagens, outra é o tempo real, este aqui em que eu e você estamos, e neste tempo nós somos casados! Você me traiu, sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crânio ergueu a palma da mão esquerda na direção da esposa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ TÃªmpora... por favor... Contenha-se. A gente tá no ambiente de trabalho e não é de bom tom discutir esses assuntos em público. Em casa a gente resolve isso.&lt;br /&gt;_ Ma... ah...&lt;br /&gt;_ Agora, me dá licença que eu preciso fazer o relatório dessa missão. Te amo, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do refeitório cheio, TÃªmpora, incrédula, ganhava um beijo estalado na testa. Crânio a abandonava solitária, cara de choro e indignação diante dos pratos e talheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao corredor repleto de gente, o rapaz que tinha encostado uma das portas temporais parecia ansioso, ao agarrar o braço do colega:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E aí­, Crânio? Funcionou?&lt;br /&gt;_ Funcionou! Graças às suas dicas, cara! Valeu!&lt;br /&gt;_ O pior já passou: você contar o que fez.&lt;br /&gt;_ E agora? _ quis saber Crânio.&lt;br /&gt;_ Agora? Agora sua esposa vai pensar no assunto. Assimilar o golpe. Quando você voltar pra casa, ela já vai estar mais calma e vai te perdoar. Mulher é tudo igual, não falha. Elas sabem que 'homem é assim mesmo...!_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele retornou ao lar assobiando. Enquanto abria a porta e pensava em chamar a esposa pelo nome, sentiu o aroma de seu prato favorito. TÃªmpora o recebeu muito bem produzida: maquiagem, cabelo, unhas e um lindo vestido azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Oi, querido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Se eu soubesse que seria recompensado desse jeito toda vez que pulasse a cerca, tinha começado mais cedo_ pensou CrÃ´nio. Só pensou. Não ia abusar da paciência da esposa nem tocar no assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que cheiro gostoso! Conchiglione de quatro queijos!&lt;br /&gt;_ Fiz pra você! Vem! _ convidou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesa posta para dois, decoração caprichada. Teria a esposa envenenado a comida? Não. Nada de pratos separados e prontos. Cada um fez o seu próprio. Crânio, precavido, esperou TÃªmpora começar a comer. A última refeição do condenado? Nada! Talvez o amigo tivesse razão. A esposa o perdoou pelo deslize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do jantar, TÃªmpora trouxe uma garrafa de vinho que Crânio fez questâo de abrir e servir. Antes de levar o copo aos lábios, a esposa pegou na mão do marido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Viu, eu pensei na nossa conversa lá no refeitório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crânio nâo bebeu o vinho para não engasgar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E?&lt;br /&gt;_ E... você tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmação surpreendente, vinda dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você estava no passado quando aquilo aconteceu. Se tivesse acontecido no futuro não teria sido a mesma coisa?&lt;br /&gt;_ Como assim?&lt;br /&gt;_Você  disse que nâo houve traição porque foi numa época em que nem você nem eu tí­nhamos nascido, certo?&lt;br /&gt;_ Certo.&lt;br /&gt;_ Pois eu acabei de voltar de uma missão no futuro. Pra impedir a Quinta Guerra Mundial, eu precisei... hãn... persuadir um general japonês. Olha, o que falam das atribuições fí­sicas dos japoneses_ disse ela, quase encostando os dedos indicador e polegar _ pelo menos no caso daquele, é mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vinho da taça de Crânio molhou a toalha da mesa. Sua boca tremia. Sua respiração ficava difí­cil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ TÃªmpora, você não... não...&lt;br /&gt;_ Ficar na boa, meu lindo... O que aconteceu entre mim e o japoronga foi daqui a vários séculos! Nem esquenta com uma possí­vel futura traição...! Pro lugar onde eu fui, nem nossos bisnetos existem mais!&lt;br /&gt;_ Ma... ah... E o lance do tempo cronológico e real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de responder, para manter o suspense, TÃªmpora sorveu todo o vinho da taça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E­ eu cito Einstein, um dos responsáveis pelas teorias que permitiram as viagens no tempo: 'Tudo é relativo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-4869785406024141341?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/4869785406024141341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=4869785406024141341' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4869785406024141341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4869785406024141341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/08/todas-as-mulheres-vo-adorar-esse-conto.html' title='TODAS AS MULHERES VÃO ADORAR ESSE CONTO'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-3969116977372567042</id><published>2007-08-04T17:42:00.000-03:00</published><updated>2007-08-04T18:28:29.664-03:00</updated><title type='text'>PRA VOCÊ DORMIR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/RrTtxyqTdaI/AAAAAAAAAA4/M6WvbQwTjgg/s1600-h/rpgblog.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/RrTtxyqTdaI/AAAAAAAAAA4/M6WvbQwTjgg/s320/rpgblog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094958518131455394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, leitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Esse poeminha é de minha autoria, não é muito recente...É romântico como eu e fiz pensando no meu namorado,num instante de paixão incendiária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                &lt;marquee&gt;&lt;b&gt;PRA VOCÊ DORMIR&lt;/b&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Canções de ninar&lt;br /&gt;carí­cias em seus braços&lt;br /&gt;um teto escuro&lt;br /&gt;com estrelas imaginárias...&lt;br /&gt;Travesseiro macio&lt;br /&gt;lençóis mornos&lt;br /&gt;pí­lulas na sua mão&lt;br /&gt;Meus olhos te queimando&lt;br /&gt;te induzindo ao meu sonho&lt;br /&gt;pra você dormir eu canto em seu ouvido&lt;br /&gt;Pí­lulas pra você ouvir&lt;br /&gt;pra você sentir&lt;br /&gt;pra você dormir...&lt;/span&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-3969116977372567042?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/3969116977372567042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=3969116977372567042' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3969116977372567042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3969116977372567042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/08/pra-voc-dormir.html' title='PRA VOCÊ DORMIR'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/RrTtxyqTdaI/AAAAAAAAAA4/M6WvbQwTjgg/s72-c/rpgblog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-4702783802216143136</id><published>2007-08-04T16:31:00.000-03:00</published><updated>2007-08-04T17:01:38.418-03:00</updated><title type='text'>POSTAGENS FIXAS PERSONALIZADAS</title><content type='html'>Olá, leitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na sessão "Contos e Poesias" temos os postadores fixos diariamente,além dos aleatórios.Recentemente tive a idéia de personalizar esses dias, e cada escritor escolheu a sua maneira. O resultado final ficou assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOMINGO (Rita): "Domingo com Rita"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDA (Mayra):"Segunda das Fadas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERÇA (Agnes): "Terça Agnesca"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUARTA(Giorgio):"Quarta Letal"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUINTA(Reiffer):"Quinta Apocalíptica"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEXTA(Strix): "Experimento da Sexta"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÁBADO (Livre)"Sábado Retrô"  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sábado Retrô é o dia onde qualquer membro republica mensagens antigas, de membros inativos do forum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitem o forum e confira as postagens: www.rpgx.com.br/forum&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-4702783802216143136?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/4702783802216143136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=4702783802216143136' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4702783802216143136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4702783802216143136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/08/postagens-fixas-personalizadas.html' title='POSTAGENS FIXAS PERSONALIZADAS'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-4624560090842207821</id><published>2007-08-04T00:44:00.000-03:00</published><updated>2007-08-04T01:22:14.616-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 2</title><content type='html'># Acabei atrasando essa postagem, mas tudo bem. ¬¬"&lt;br /&gt;# Oi, gente, trago para vocês o campeão da segunda Atividade Quinzenal da Arena Literária (explicações sobre o que é Arena no post dos Campeões nº 1 - é só dar uma busca no arquivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade Quinzenal 002 - Tema: Natal - Duração: até o dia 25/12 (bem apropriado)&lt;br /&gt;Vencedor: Garret Gonzales (em seu bicampeonato :D)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olé pessoas,&lt;br /&gt;Meu singelo texto natalino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um pedido de Natal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nº de palavras: 496&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O garotinho olhava pela janela aberta no segundo andar da casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era véspera de Natal e ele estava triste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Completava uma semana desde a morte de seus pais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplando o céu tingido de negro, imaginava se Papai Noel estava zangado com ele. Porque deixou que seus pais morressem? Como ele iria ficar feliz quando sua avó lhe presenteasse com aquele videogame que seu pai lhe prometera? Eram pensamentos dolorosos para um garotinho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As lágrimas escorriam pela face e salgavam os lábios secos. Olhando para as estrelas sussurrou um pedido de Natal:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por favor Papai Noel, traga meus pais de volta!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fechou a janela e foi correndo até a cama cobrir-se para que o dia de Natal chegasse rápido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adormeceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não por muito tempo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era madrugada quando acordou sentindo frio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estranhou a janela aberta e ficou feliz por sua avó não ter visto aquele descuido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Se você for dormir sem fechar esta janela novamente, vai apanhar de cinto. - Ela disse da última vez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O vento trouxe um odor que começou estranho e pouco depois passou a nojento. Lembrava a comida apodrecida que o garotinho tinha de levar para o lixo no quintal depois do almoço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levantou-se e foi até a janela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez contemplou o céu noturno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O vento soprou-lhe no rosto e um leve ruí&amp;shy;do o fez virar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouviu uma voz rouca e mórbida vinda da porta: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Amorzinho? É a mamãe. - disse a voz que aproximava-se. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O menino correu até o interruptor e acendeu a luz, os olhos fixos na passagem do quarto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somente o silêncio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhou pela porta e deparou-se com um corredor escuro e vazio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algo na voz que ouvira, despertou-lhe medo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O odor pútrido retornou mais forte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto seus olhos buscavam aflitos alguma explicação, ouviu um ruí&amp;shy;do em sua cama e logo após, a voz: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Amorzinho, vem deitar com a mamãe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O garotinho virou-se lentamente e contemplou sua mãe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O corpo apodrecido apresentava uma cor arroxeada, dos buracos na face brotavam-lhes vermes encardidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mamãe? - sussurrou o garotinho sabendo em seu í&amp;shy;ntimo estar diante de algo que não gostaria de presenciar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cadáver estendeu a mão para ele com um sorriso assustador na face. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você não é minha mãe! - gritou para depois disparar pelo corredor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Soluçava de medo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dera poucos passos até que braços fortes detiveram-no suspendendo-lhe no ar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era seu pai. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O corpo gelado e uma voz terrivelmente demoní&amp;shy;aca fizeram-no perder as forças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Garoto feio. Assim vai ficar de castigo. - disse carregando o garotinho para o quarto novamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deitado na cama, olhos arregalados e inerte, o menino era acariciado por sua mãe moribunda enquanto o pai observava-o de frente a janela aberta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lentamente o garotinho adormeceu um sono apavorante sem saber se voltaria a acordar. Antes porém, não deixou de notar que da boca de seu pai saí&amp;shy;a um enorme besouro preto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O último som que ouviu veio da boca morta de sua mãe: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Feliz Natal, amorzinho! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-4624560090842207821?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/4624560090842207821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=4624560090842207821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4624560090842207821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4624560090842207821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/08/campees-da-arena-2.html' title='Campeões da Arena - 2'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-4336389068103865449</id><published>2007-07-31T02:44:00.000-03:00</published><updated>2007-07-31T02:47:30.216-03:00</updated><title type='text'>Versos Pessimistas a um Rio do Inferno</title><content type='html'>Caronte&lt;br /&gt;barqueiro do Inferno...&lt;br /&gt;capitão-filósofo&lt;br /&gt;da dialética do triste-pranto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em remordimentos esplêndidos&lt;br /&gt;remorseio-me em decaimentos&lt;br /&gt;celestes&lt;br /&gt;nas tuas remorcegas águas&lt;br /&gt;de rio fêmino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não mais rio,&lt;br /&gt;remorcego-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde está meu Erro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caronde?&lt;br /&gt;Carontem?&lt;br /&gt;Caronte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-4336389068103865449?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/4336389068103865449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=4336389068103865449' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4336389068103865449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4336389068103865449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/07/versos-pessimistas-um-rio-do-inferno.html' title='Versos Pessimistas a um Rio do Inferno'/><author><name>Al Reiffer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-3yLAqsHVZW0/TsSNFJxG2kI/AAAAAAAAA9o/cKOKsTxEb2A/s220/reuni%25C3%25A3osscds.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-3178888033565215230</id><published>2007-07-25T17:23:00.001-03:00</published><updated>2007-07-27T04:59:49.610-03:00</updated><title type='text'>ESTRÉIA DE GARRET NO BLOG</title><content type='html'>Olá, leitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Garret  ou Alessandro Xavier? Tanto faz, mas no site ele é mais conhecido por Garret Gonzalles. E também é famosos por seus contos no ínimo incríveis. Quando me tornei membro do site tive o prazer de ler um de seus contos (o primeiro que li no forum), e logo percebi que estava diante de um Escritor nato! Ele se destaca também na Oficina de Escritores especialmente por suas RAP (textos com até 120 palavras) e nós brinda no forum com seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É Moderador da sessão "Areana Literária" sessão criada por Leonardo Marchi (Administrador do site, RPGista, Pai Da Juju e gente boa!!!) onde um tema é lançado por um membro e os textos são criados dentro dele, com limites (ou não) de palavras e prazo de entrega, e claro, com vencedores em primeira, segunda e terceira colocação. Garret encabeça quase todas as vitórias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Atualmente por motivos pessoais, Garret encontra temporariamente afastado do site, e por essa razão Strix assumiu a Moderação até seu retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bom, vamos agora ao que interessa! Publico aqui o primeiro conto que li dele. Tenham uma boa leitura e comentem sem Moderação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="100%" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" valign="top" width="100%"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="postbody" valign="top"&gt;&lt;span id="postmessage_21589"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;marquee&gt;UMA PARTIDA DE PÔQUER&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Como lhe disse Bill, este suposto ser sobrenatural não passa de um maní­aco assassino utilizando-se de elementos demoní­acos para assustar a população. E logo colocarei as mãos neste idiota. - Lyan havia acabado de dar as cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bill olhou suas duas cartas e sorriu movendo duas notas de cinco dólares para o centro da mesinha onde jogavam. Então quer dizer que não acredita no depoimento da testemunha que disse ter visto o tal assassino mutante mudar de forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas cartas de Lyan eram boas e ele igualou a aposta. Que idéia mais descabida essa. Sou bastante cético com relação ao sobrenatural.- disse enquanto colocava três cartas na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que beleza de flop.- Pensou Lyan. - Dois ases e um valete.- Em sua mão estava um As e Dama. Ele dobrou a aposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado oposto da mesa, Bill refletia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Provavelmente ele tem cartas altas, mas e daí­?- E então igualou a aposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu creio ter fortes motivos para discordar de você Lyan. - o olhar dele era direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyan colocou a quarta carta na mesa. Uma dama. Exatamente o que precisava um Full House. Ele tentava não demonstrar nenhuma emoção e mais uma vez dobrou a aposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bill franziu a testa igualando a aposta mais uma vez.&lt;br /&gt;Lyan estava preste a ganhar um dinheirinho fácil do amigo e dobrou a aposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Será que ele também tem uma seqüência boa?- Imaginou enquanto colocou o dinheiro no centro da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem será a esta hora da noite? - indaga Lyan se levantando para ir atender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele inclina sobre o telefone para ver o número no visor e logo descobre quem é. Da casa de Bill. Só podia ser a esposa dele reclamando do horá¡rio e querendo saber se ele não voltaria para a casa aquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que sua esposa está te procurando. - ele diz atendendo o telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-'Alô´?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lyan? Escute bem. Descobri algo que pode provar a existência do assassino mutante. - algo estava muito errado e Lyan começou a tremer. A voz que ouvia era de Bill que estava jogando pôquer com ele poucos segundos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo-se atordoado ele deixou o telefone cair de sua mão e virou lentamente para a mesa. Não havia ninguém.&lt;br /&gt;A porta estava escancarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyan correu até a porta e observou a rua. Nenhum movimento. Sua mente completamente desconcertada. Aproximou-se da mesa para olhar as cartas. Com as faces para cima estava as cartas de Bill ou de quem esteve jogando com ele. Seis e dois apenas. Lyan tinha vencido. Ele caminhou cambaleante até o telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô Lyan? ? chamava insistente do outro lado da linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bill. - a voz custou a sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lyan o que houve? Fiquei preocupado. Você ouviu o que te disse antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou te mandar alguns documentos por e-mail então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não precisa. _ Lyan ainda tentava raciocinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acabei de ganhar 160 dólares dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div class="gen" id="post_21589" style="display: none; text-align: right;"&gt; &lt;textarea id="posttext_21589" rows="15" cols="35" wrap="virtual" class="post" style="width: 100%;" onkeyup="AJAXPostEditkeyUp(event, 21589)"&gt;Olá amigos. Este é um dos meus contos arquivados há um certo tempo. Não muito, mas alguns meses. É uma história rápida sobre um encontro muito estranho de um policial com seu amigo. Foi um dos textos que fiz para entrar na OE. [size=18][b]UMA PARTIDA DE PÔQUER[/b][/size] - Como lhe disse Bill, este suposto ser sobrenatural não passa de um maní­aco assassino utilizando-se de elementos demoní­acos para assustar a população. E logo colocarei as mãos neste idiota. - Lyan havia acabado de dar as cartas. Bill olhou suas duas cartas e sorriu movendo duas notas de cinco dólares para o centro da mesinha onde jogavam. Então quer dizer que não acredita no depoimento da testemunha que disse ter visto o tal assassino mutante mudar de forma? As duas cartas de Lyan eram boas e ele igualou a aposta. Que idéia mais descabida essa. Sou bastante cético com relação ao sobrenatural.- disse enquanto colocava três cartas na mesa. -Que beleza de flop.- Pensou Lyan. - Dois ases e um valete.- Em sua mão estava um As e Dama. Ele dobrou a aposta. Do lado oposto da mesa, Bill refletia. - Provavelmente ele tem cartas altas, mas e daí­?- E então igualou a aposta. - Eu creio ter fortes motivos para discordar de você Lyan. - o olhar dele era direto. Lyan colocou a quarta carta na mesa. Uma dama. Exatamente o que precisava um Full House. Ele tentava não demonstrar nenhuma emoção e mais uma vez dobrou a aposta. Bill franziu a testa igualando a aposta mais uma vez. Lyan estava preste a ganhar um dinheirinho fácil do amigo e dobrou a aposta. -Será que ele também tem uma seqüência boa?- Imaginou enquanto colocou o dinheiro no centro da mesa. O telefone toca. - Quem será a esta hora da noite? - indaga Lyan se levantando para ir atender. Ele inclina sobre o telefone para ver o número no visor e logo descobre quem é. Da casa de Bill. Só podia ser a esposa dele reclamando do horá¡rio e querendo saber se ele não voltaria para a casa aquela noite. - Acho que sua esposa está te procurando. - ele diz atendendo o telefone. -'Alô´? - Lyan? Escute bem. Descobri algo que pode provar a existência do assassino mutante. - algo estava muito errado e Lyan começou a tremer. A voz que ouvia era de Bill que estava jogando pôquer com ele poucos segundos atrás. Sentindo-se atordoado ele deixou o telefone cair de sua mão e virou lentamente para a mesa. Não havia ninguém. A porta estava escancarada. Lyan correu até a porta e observou a rua. Nenhum movimento. Sua mente completamente desconcertada. Aproximou-se da mesa para olhar as cartas. Com as faces para cima estava as cartas de Bill ou de quem esteve jogando com ele. Seis e dois apenas. Lyan tinha vencido. Ele caminhou cambaleante até o telefone. - Alô Lyan? ? chamava insistente do outro lado da linha. - Bill. - a voz custou a sair. - Lyan o que houve? Fiquei preocupado. Você ouviu o que te disse antes? - Sim. - Vou te mandar alguns documentos por e-mail então? - Não precisa. _ Lyan ainda tentava raciocinar. - Como assim? - Acabei de ganhar 160 dólares dele. Gracias!! :thumbleft:&lt;/textarea&gt;&lt;textarea id="orig_posttext_21589" rows="1" cols="1" style="display: none;"&gt;Olá amigos. Este é um dos meus contos arquivados há um certo tempo. Não muito, mas alguns meses. É uma história rápida sobre um encontro muito estranho de um policial com seu amigo. Foi um dos textos que fiz para entrar na OE. [size=18][b]UMA PARTIDA DE PÔQUER[/b][/size] - Como lhe disse Bill, este suposto ser sobrenatural não passa de um maní­aco assassino utilizando-se de elementos demoní­acos para assustar a população. E logo colocarei as mãos neste idiota. - Lyan havia acabado de dar as cartas. Bill olhou suas duas cartas e sorriu movendo duas notas de cinco dólares para o centro da mesinha onde jogavam. Então quer dizer que não acredita no depoimento da testemunha que disse ter visto o tal assassino mutante mudar de forma? As duas cartas de Lyan eram boas e ele igualou a aposta. Que idéia mais descabida essa. Sou bastante cético com relação ao sobrenatural.- disse enquanto colocava três cartas na mesa. -Que beleza de flop.- Pensou Lyan. - Dois ases e um valete.- Em sua mão estava um As e Dama. Ele dobrou a aposta. Do lado oposto da mesa, Bill refletia. - Provavelmente ele tem cartas altas, mas e daí­?- E então igualou a aposta. - Eu creio ter fortes motivos para discordar de você Lyan. - o olhar dele era direto. Lyan colocou a quarta carta na mesa. Uma dama. Exatamente o que precisava um Full House. Ele tentava não demonstrar nenhuma emoção e mais uma vez dobrou a aposta. Bill franziu a testa igualando a aposta mais uma vez. Lyan estava preste a ganhar um dinheirinho fácil do amigo e dobrou a aposta. -Será que ele também tem uma seqüência boa?- Imaginou enquanto colocou o dinheiro no centro da mesa. O telefone toca. - Quem será a esta hora da noite? - indaga Lyan se levantando para ir atender. Ele inclina sobre o telefone para ver o número no visor e logo descobre quem é. Da casa de Bill. Só podia ser a esposa dele reclamando do horá¡rio e querendo saber se ele não voltaria para a casa aquela noite. - Acho que sua esposa está te procurando. - ele diz atendendo o telefone. -'Alô´? - Lyan? Escute bem. Descobri algo que pode provar a existência do assassino mutante. - algo estava muito errado e Lyan começou a tremer. A voz que ouvia era de Bill que estava jogando pôquer com ele poucos segundos atrás. Sentindo-se atordoado ele deixou o telefone cair de sua mão e virou lentamente para a mesa. Não havia ninguém. A porta estava escancarada. Lyan correu até a porta e observou a rua. Nenhum movimento. Sua mente completamente desconcertada. Aproximou-se da mesa para olhar as cartas. Com as faces para cima estava as cartas de Bill ou de quem esteve jogando com ele. Seis e dois apenas. Lyan tinha vencido. Ele caminhou cambaleante até o telefone. - Alô Lyan? ? chamava insistente do outro lado da linha. - Bill. - a voz custou a sair. - Lyan o que houve? Fiquei preocupado. Você ouviu o que te disse antes? - Sim. - Vou te mandar alguns documentos por e-mail então? - Não precisa. _ Lyan ainda tentava raciocinar. - Como assim? - Acabei de ganhar 160 dólares dele. Gracias!! :thumbleft:&lt;/textarea&gt;&lt;br /&gt;&lt;input value=" + " onclick="AJAXEnlargePostArea(21589);return false;" class="liteoption" type="button"&gt; &lt;input value=" - " onclick="AJAXShortenPostArea(21589);return false;" class="liteoption" type="button"&gt;   &lt;input onclick="AJAXEndPostEdit(21589, -1);return false;" value="" class="liteoption" type="button"&gt; &lt;input onclick="AJAXCancelPostEdit(21589);return false;" value="Cancelar" class="liteoption" type="button"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="genmed" valign="bottom"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="2" height="100%" valign="bottom"&gt; &lt;span class="postbody"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-3178888033565215230?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/3178888033565215230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=3178888033565215230' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3178888033565215230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3178888033565215230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/07/estria-de-garret-no-blog.html' title='ESTRÉIA DE GARRET NO BLOG'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-5396020224929249077</id><published>2007-07-24T18:43:00.000-03:00</published><updated>2007-07-27T04:58:56.116-03:00</updated><title type='text'>ESTREÍA DO GIORGIO</title><content type='html'>O conto que vocês vão ler foi publicado no forum do RPG-X no dia 11/07/2007, da autoria de Giorgio Cappelli, membro do site e que nas quartas-feiras nos brinda com seus textos divertidos e sempre muito criativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ele tem contos nos livros publicados: Necrópole - Histórias de Vampiros e Necrópole- Histórias de Fantasmas (www.necropole.com.br)  e também no recém lançado "Visões de São Paulo", com outros autores brasileios. Participa também da revista "Gorjeta" onde seus personagens aparecem em quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Escolhi este conto para estreiar Giorgio Cappelli aqui porque eu (e a maioria do forum) somos fãs do Mecônio e nesse texto ele (Giorgio, mais conhecido como "Giorgio Boy") realçou ainda mais o personagem numa ambientação bastante sombria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura e divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;marquee&gt;MECÔNIO, O EXORCISTA&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="100%" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" valign="top" width="100%"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="postbody" valign="top"&gt;&lt;span id="postmessage_30103"&gt;&lt;br /&gt;Parou diante do sobrado malcuidado. Olhou no cartão para conferir o número. Era ali mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pressionada, a campainha revelou um toque assombroso. Ele, porém, não se assombrava com facilidade. Aliás, nunca soube que tivesse se assombrado com alguma coisa na vida. Não conheço sujeito com maior controle emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem abriu a porta achava-se tão malcuidada quanto a residência. O chapéu foi tirado para uma senhora de cabelos arroxeados e corridos, com ares de quem não dormia há semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Boa noite. – cumprimentou, frio e educado a um só tempo.&lt;br /&gt;– O senhor é...? – perguntou a senhora.&lt;br /&gt;– Padre Mecônio. Meu cartão. Por favor, onde está a vítima?&lt;br /&gt;– Por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reverendo já sabia o que iria encontrar: um quarto com uma garota pairando deitada acima da própria cama. Pousou a mala sobre uma cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz que o cumprimentou, sem dúvida, não era dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ah! Padre Mecônio! Uaaahahahahahaaa!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;– Que meda... – retrucou o religioso, sem um pingo de emoção.&lt;br /&gt;– &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Outros melhores que você fracassaram! O que o faz pensar que vai ter sucesso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;– Quanto clichê numa fala só! Que diabo mais bobo!&lt;br /&gt;– &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bobo?&lt;/span&gt; – grunhiu a garota. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tá me chamando de bobo, padre?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;– Não, não estou chamando. Já chamei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosnados e gemidos que encheriam as cuecas de Van Helsing e Constantine provocaram bocejos no padre. A garota possuída pelo “Coisa Ruim” grudou as costas à parede. Sem deixar de encarar o oponente um só instante, subiu até o teto usando as mãos e os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sábado à noite! – insistiu o reverendo – Se eu fosse um demônio, acha que eu ia ficar no corpo de uma garota de doze anos? Faça-me o favor! No seu lugar eu iria curtir uma balada!&lt;br /&gt;– &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vamos juntos, padre? Aposto que o senhor está louquinho pra pegar mulher e encher a cara! Há quanto tempo não faz isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;– Encher a cara? Direto! O vinho da sacristia é uma delícia. Mas não estamos falando de mim e sim de você. Venha cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capeta de segunda categoria não entendeu o que eram aqueles papéis nas mãos do exorcista. Ficou curioso e aproximou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sabe ler?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só sabia, como leu. Sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;– E foi assim que eu cheguei aqui. O contrato era cheio de vantagens, pagava bem, tinha vale-refeição, plano de saúde, plano odontológico... Não dava pra recusar!&lt;br /&gt;– Legal!&lt;br /&gt;– Sua vez de entrar! – berraram, da porta.&lt;br /&gt;– Opa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diabo fundiu-se a seu interlocutor. Ambos deixaram o camarim e entraram num palco enorme, mãos atrás. Diante deles, um homem com um microfone falava a um auditório lotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Interessante como até os demônios estão mudando de religião... – comentou padre Mecônio, assistindo a um daqueles programas evangélicos de descarrego.&lt;/span&gt; &lt;div class="gen" id="post_30103" style="display: none; text-align: right;"&gt; &lt;textarea id="posttext_30103" rows="15" cols="35" wrap="virtual" class="post" style="width: 100%;" onkeyup="AJAXPostEditkeyUp(event, 30103)"&gt;[align=center][size=24][b]MECÔNIO, o exorcista[/b][/size][/align] Parou diante do sobrado malcuidado. Olhou no cartão para conferir o número. Era ali mesmo. Quando pressionada, a campainha revelou um toque assombroso. Ele, porém, não se assombrava com facilidade. Aliás, nunca soube que tivesse se assombrado com alguma coisa na vida. Não conheço sujeito com maior controle emocional. Quem abriu a porta achava-se tão malcuidada quanto a residência. O chapéu foi tirado para uma senhora de cabelos arroxeados e corridos, com ares de quem não dormia há semanas. – Boa noite. – cumprimentou, frio e educado a um só tempo. – O senhor é...? – perguntou a senhora. – Padre Mecônio. Meu cartão. Por favor, onde está a vítima? – Por aqui. O reverendo já sabia o que iria encontrar: um quarto com uma garota pairando deitada acima da própria cama. Pousou a mala sobre uma cadeira. A voz que o cumprimentou, sem dúvida, não era dela. – [b]Ah! Padre Mecônio! Uaaahahahahahaaa!!!![/b] – Que meda... – retrucou o religioso, sem um pingo de emoção. – [b]Outros melhores que você fracassaram! O que o faz pensar que vai ter sucesso?[/b] – Quanto clichê numa fala só! Que diabo mais bobo! – [b]Bobo?[/b] – grunhiu a garota. – [b]Tá me chamando de bobo, padre?[/b] – Não, não estou chamando. Já chamei. Rosnados e gemidos que encheriam as cuecas de Van Helsing e Constantine provocaram bocejos no padre. A garota possuída pelo “Coisa Ruim” grudou as costas à parede. Sem deixar de encarar o oponente um só instante, subiu até o teto usando as mãos e os pés. – Sábado à noite! – insistiu o reverendo – Se eu fosse um demônio, acha que eu ia ficar no corpo de uma garota de doze anos? Faça-me o favor! No seu lugar eu iria curtir uma balada! – [b]Vamos juntos, padre? Aposto que o senhor está louquinho pra pegar mulher e encher a cara! Há quanto tempo não faz isso?[/b] – Encher a cara? Direto! O vinho da sacristia é uma delícia. Mas não estamos falando de mim e sim de você. Venha cá. O capeta de segunda categoria não entendeu o que eram aqueles papéis nas mãos do exorcista. Ficou curioso e aproximou-se. – Sabe ler? Não só sabia, como leu. Sorriu. [align=center]***[/align] – E foi assim que eu cheguei aqui. O contrato era cheio de vantagens, pagava bem, tinha vale-refeição, plano de saúde, plano odontológico... Não dava pra recusar! – Legal! – Sua vez de entrar! – berraram, da porta. – Opa! O diabo fundiu-se a seu interlocutor. Ambos deixaram o camarim e entraram num palco enorme, mãos atrás. Diante deles, um homem com um microfone falava a um auditório lotado. – Interessante como até os demônios estão mudando de religião... – comentou padre Mecônio, assistindo a um daqueles programas evangélicos de descarrego.&lt;/textarea&gt;&lt;textarea id="orig_posttext_30103" rows="1" cols="1" style="display: none;"&gt;[align=center][size=24][b]MECÔNIO, o exorcista[/b][/size][/align] Parou diante do sobrado malcuidado. Olhou no cartão para conferir o número. Era ali mesmo. Quando pressionada, a campainha revelou um toque assombroso. Ele, porém, não se assombrava com facilidade. Aliás, nunca soube que tivesse se assombrado com alguma coisa na vida. Não conheço sujeito com maior controle emocional. Quem abriu a porta achava-se tão malcuidada quanto a residência. O chapéu foi tirado para uma senhora de cabelos arroxeados e corridos, com ares de quem não dormia há semanas. – Boa noite. – cumprimentou, frio e educado a um só tempo. – O senhor é...? – perguntou a senhora. – Padre Mecônio. Meu cartão. Por favor, onde está a vítima? – Por aqui. O reverendo já sabia o que iria encontrar: um quarto com uma garota pairando deitada acima da própria cama. Pousou a mala sobre uma cadeira. A voz que o cumprimentou, sem dúvida, não era dela. – [b]Ah! Padre Mecônio! Uaaahahahahahaaa!!!![/b] – Que meda... – retrucou o religioso, sem um pingo de emoção. – [b]Outros melhores que você fracassaram! O que o faz pensar que vai ter sucesso?[/b] – Quanto clichê numa fala só! Que diabo mais bobo! – [b]Bobo?[/b] – grunhiu a garota. – [b]Tá me chamando de bobo, padre?[/b] – Não, não estou chamando. Já chamei. Rosnados e gemidos que encheriam as cuecas de Van Helsing e Constantine provocaram bocejos no padre. A garota possuída pelo “Coisa Ruim” grudou as costas à parede. Sem deixar de encarar o oponente um só instante, subiu até o teto usando as mãos e os pés. – Sábado à noite! – insistiu o reverendo – Se eu fosse um demônio, acha que eu ia ficar no corpo de uma garota de doze anos? Faça-me o favor! No seu lugar eu iria curtir uma balada! – [b]Vamos juntos, padre? Aposto que o senhor está louquinho pra pegar mulher e encher a cara! Há quanto tempo não faz isso?[/b] – Encher a cara? Direto! O vinho da sacristia é uma delícia. Mas não estamos falando de mim e sim de você. Venha cá. O capeta de segunda categoria não entendeu o que eram aqueles papéis nas mãos do exorcista. Ficou curioso e aproximou-se. – Sabe ler? Não só sabia, como leu. Sorriu. [align=center]***[/align] – E foi assim que eu cheguei aqui. O contrato era cheio de vantagens, pagava bem, tinha vale-refeição, plano de saúde, plano odontológico... Não dava pra recusar! – Legal! – Sua vez de entrar! – berraram, da porta. – Opa! O diabo fundiu-se a seu interlocutor. Ambos deixaram o camarim e entraram num palco enorme, mãos atrás. Diante deles, um homem com um microfone falava a um auditório lotado. – Interessante como até os demônios estão mudando de religião... – comentou padre Mecônio, assistindo a um daqueles programas evangélicos de descarrego.&lt;/textarea&gt;&lt;br /&gt;&lt;input value=" + " onclick="AJAXEnlargePostArea(30103);return false;" class="liteoption" type="button"&gt; &lt;input value=" - " onclick="AJAXShortenPostArea(30103);return false;" class="liteoption" type="button"&gt;   &lt;input onclick="AJAXEndPostEdit(30103, -1);return false;" value="" class="liteoption" type="button"&gt; &lt;input onclick="AJAXCancelPostEdit(30103);return false;" value="Cancelar" class="liteoption" type="button"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="genmed" valign="bottom"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="2" height="100%" valign="bottom"&gt; &lt;span class="postbody"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-5396020224929249077?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/5396020224929249077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=5396020224929249077' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/5396020224929249077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/5396020224929249077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/07/estrea-do-giorgio.html' title='ESTREÍA DO GIORGIO'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-5290344270532876974</id><published>2007-07-23T16:27:00.000-03:00</published><updated>2007-07-23T16:55:50.376-03:00</updated><title type='text'>Campeões da Arena - 1</title><content type='html'># Oi, pessoal!&lt;br /&gt;# Como estou de moderadora interina da seção da Arena Literária, tive uma idéia... Postar os campeões das Atividades Quinzenais desde a primeira. No início, terei que fazer as postagens mais freqüentemente que quinze dias para dar tempo de alcançarmos a atividade mais recente, mas acho que dá.&lt;br /&gt;# Para quem não sabe, a Atividade Quinzenal é uma atividade de produção de contos. Resumidamente, um membro da Arena dá o tema e a quantidade de palavras em que ele deve ser desenvolvido. Os textos são comentados e votados. O que obtiver os melhores resultados ganha a atividade e pontos para o ranking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# O texto abaixo é da Atividade Quinzenal 001. O tema foi "Causos e Lendas do Folclore Brasileiro" e ela durou até 10/12/06 O vencedor foi Garret Gonzalles, o titular da moderação. :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------&lt;br /&gt;Meu texto diz respeito a uma lenda do interior mineiro e é baseada em relatos de algumas testemunhas que dizem ter presenciado esta missa perturbadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A missa dos mortos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nº de palavras: 393 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma noite como todas as outras quando Antônio Batista, o zelador e sacristão, resolvera deitar-se. Bastante cansado, ele não via a hora de pegar no sono e relaxar seu corpo.&lt;br /&gt;Prestes a mergulhar num profundo sono, começou a ouvir barulhos e ver luzes advindas do interior da igreja. Muitos, por sinal.&lt;br /&gt;Temeu ao imaginar tratar-se de ladrões e apressou em investigar o fato.&lt;br /&gt;Levantou depressa da cama e disparou para o templo.&lt;br /&gt;Causou-lhe grande estranheza ao constatar que a igreja estava cheia de fiéis. Os lustres acessos iluminavam todo o interior enquanto o padre se preparava para celebrar uma missa no meio da noite.&lt;br /&gt;Era ainda mais estranho todos estarem de preto e cabeça abaixada, até mesmo o sacerdote. Sem contar que nunca presenciara uma missa àquela hora e nem fora comunicado sobre o que ocorreria.&lt;br /&gt;O silêncio imperava no templo. Foi então que o padre começou a falar com uma voz rouca e carregada. E quando virou-se para dar a benção inicial, Antônio Batista o zelador, empalideceu.&lt;br /&gt;Ao invés de face havia um crânio sem olhos, movendo a mandí&amp;shy;bula para cima e para baixo. Os braços desprovidos de carne mexiam fazendo o sinal da cruz. A batina cobria o que deveria ser apenas ossos inanimados de um cadáver.&lt;br /&gt;Os fiéis presentes repetiram o amém com uma voz fúnebre e levantaram seus rostos na direção do padre. Foi ainda mais inquietante perceber que todos os presentes eram esqueletos. Vivos ou mortos, ele não sabia o que pensar.&lt;br /&gt;Desesperou-se.&lt;br /&gt;Uma missa dos mortos.&lt;br /&gt;Pensou que desmaiaria de medo e precipitou-se de volta à saí&amp;shy;da. Antes porém, para seu completo espanto, reparou na antiga porta lateral da igreja que levava ao cemitério. Era uma portinhola de madeira que há muito não era aberta.&lt;br /&gt;Estava escancarada.&lt;br /&gt;Dos seus olhos verteram lágrimas de pavor.&lt;br /&gt;Voltou correndo para a sua cama.&lt;br /&gt;Deitou e cobriu a cabeça com uma manta rezando e chorando baixinho para que aquilo fosse apenas um pesadelo.&lt;br /&gt;A missa continuou.&lt;br /&gt;De onde estava, ele ouvia cada palavra do que diziam na missa. Tormentos incontáveis.&lt;br /&gt;Era madrugada quando os sussurros e barulhos finalmente cessaram.&lt;br /&gt;Mesmo assim, naquela noite, João Batista o zelador e sacristão, não pregou os olhos e por todas as outras nunca mais deu atenção a luzes advindas da igreja. Que os mortos fiquem em paz, ele dizia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-5290344270532876974?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/5290344270532876974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=5290344270532876974' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/5290344270532876974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/5290344270532876974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/07/campees-da-arena-1.html' title='Campeões da Arena - 1'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-6457272453487875796</id><published>2007-07-13T16:58:00.000-03:00</published><updated>2007-07-13T18:09:48.160-03:00</updated><title type='text'>Ágape</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Cadê a chuva?  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olho com olhos escondidos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O céu nublado que não desaba&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olho pra algo que não sei&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Espero algo que não vem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cadê minha roupa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou nua em cima de uma pedra&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na terra molhada que não seca&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Choro por algo que não sei&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lamento algo que não vem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda agachada espero e lamento&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o que espero?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que lamento?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nem eu mesma sei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;São tantas indecisões&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que não cabe neste coração&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda tão inexperiente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Felizes daqueles que amam&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não temendo a chuva ou a terra&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que se levantam &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E abrem os olhos pra vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;12/06/07&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mayra Le Fey&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-6457272453487875796?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/6457272453487875796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=6457272453487875796' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6457272453487875796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/6457272453487875796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/07/gape.html' title='Ágape'/><author><name>Mayra Le Fey</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-8681349181997353642</id><published>2007-07-06T19:04:00.000-03:00</published><updated>2007-07-29T17:43:45.588-03:00</updated><title type='text'>FLORES MORTAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/Rqz7fSqTdZI/AAAAAAAAAAw/Y-yz2OhNLA8/s1600-h/imagemgotica2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/Rqz7fSqTdZI/AAAAAAAAAAw/Y-yz2OhNLA8/s320/imagemgotica2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092721793652979090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse poema foi publicado no forum no fim de setembro do ano passado. Está no meu Blog e agora publico aqui também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;marquee&gt;&lt;i&gt;FLORES MORTAS&lt;/i&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"De volta ao encontro das flores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e de um céu sem nuvens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de volta a desviar meus olhos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para elas, agora mortas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ainda respiravam quando fui embora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;acenavam pra mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eram minhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as pobres flores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou lacerar meus punhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e banhá-las com meu sangue&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vou devolver-lhes a cor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e a vida novamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minha alma está nelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sinto-me morrer aos poucos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a palidez acentuada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as mãos trêmulas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No bosque das flores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;também estou enraizada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;do meu sangue quase frio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dou vida as flores mortas." &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-8681349181997353642?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/8681349181997353642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=8681349181997353642' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8681349181997353642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8681349181997353642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/07/flores-mortas.html' title='FLORES MORTAS'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_lxn3MxtAeY8/Rqz7fSqTdZI/AAAAAAAAAAw/Y-yz2OhNLA8/s72-c/imagemgotica2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-7407076579932256830</id><published>2007-06-30T21:45:00.000-03:00</published><updated>2007-06-30T21:56:26.675-03:00</updated><title type='text'>Na última hora, como sempre...</title><content type='html'># Credo, tenho que parar com essa mania de fazer tudo na última hora! Fui arrumar de postar bem no último dia do mês!&lt;br /&gt;# Mas até que faz sentido. Estou no fórum a bem menos tempo que o resto do pessoal aí pra baixo. Ainda sou uma iniciante de iniciante no RPG (estou com um livro de jogador que aceitaram me emprestar por um dia, mas sinto que só dá pra entender tudo mesmo na prática), aos pouquinhos vou pegando o jeito. ^_^&lt;br /&gt;# Enquanto isso, contento-me a assombrar a seção de Contos e Poesias. O texto que escolhi mandar é uma "relíquia" (se é que algo que tem menos de três meses pode ser chamado assim): uma de minhas primeiras assinaturas. Era pra ser uma tirinha, mas eu tava com preguiça de desenhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Humanidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAM: Vampiros matam para se alimentar, não podem ver o Sol e nem o próprio reflexo... Você não sente vontade de ser humano, não, Vlad?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VLAD: Vontade de matar por dinheiro? De destruir o ambiente em que vivo? De detonar meu próprio corpo para manter minha imagem na moda? Não, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAM: ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAM: Vlad, dói muito virar vampiro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-7407076579932256830?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/7407076579932256830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=7407076579932256830' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7407076579932256830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7407076579932256830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/06/na-ltima-hora-como-sempre.html' title='Na última hora, como sempre...'/><author><name>Adriana Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16572428234265609319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_UnbxAU-wBKQ/R98wY5oqbvI/AAAAAAAAAGs/4e9bww17fSw/S220/eu+zoom.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-1788005871432286978</id><published>2007-06-30T00:54:00.000-03:00</published><updated>2007-06-30T00:55:48.158-03:00</updated><title type='text'>A Sinfonia</title><content type='html'>Surgira-me durante aquela madrugada fria e chuvosa e disse-me que era um compositor de música clássica do século XIX. Falou-me ainda que, incluindo-se dentro do Romantismo musical típico da época, criou um grande número de obras, mas jamais obteve êxito ou qualquer tipo de reconhecimento por parte do publico, a não ser por um pequeno grupo de admiradores incondicionais. Tanto é que a posteridade não registra seu nome, a não ser em antigas e minuciosas enciclopédias musicais e, mesmo assim, é citado em um pé de página, não perfazendo ao todo quatro linhas. Nascera na Alemanha, em Leipzig, no ano de 1826, e falecera na mesma cidade, em 1875, aos 49 anos. Chamava-se Matthäus Sturm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou-me que criara concertos, para piano e para violino, inúmeras sonatas para piano e para outros instrumentos, obras de câmara, principalmente trios e quartetos, poemas sinfônicos, algumas missas e oratórios, uma infinidade de lieder e uma sinfonia. Esta, disse-me que escrevera um pouco antes de sua morte, sendo sua última obra, e que nela colocara “toda a sua alma”, pronunciando essa última palavra de forma intensa e misteriosa. Em seguida, deu-me um CD, do qual afirmava conter sua única sinfonia. O CD, sobre cuja gravação não recebi nenhuma informação do músico, era belamente encartado, apresentando na capa o enigmático e bizarro quadro “Concerto em um Ovo”, de Bosch. Não havia indicação alguma de ano ou local de origem, nem mesmo eram mencionados o nome da orquestra, do regente e da gravadora. As únicas informações eram da própria obra, intitulada “Grande Sinfonia em dó menor, opus 139”. Dividia-se nos tradicionais quatro movimentos, com as seguintes designações e respectivas durações: Appassionato (24:32); Adagio misterioso (22:17); Prestissimo (10:28) e Finale: grandioso (23:43), totalizando a sinfonia exatos 81 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedindo-se, o enigmático compositor ainda acrescentou que considerava a sinfonia como, de longe, a melhor e mais profunda de suas obras, única em que conseguiu expressar de forma íntegra a sua genialidade, mas que não teve tempo de publicá-la, uma vez que a morte o levou. Esclareceu também que jamais alguém na Terra ouviu tal obra, pois sua partitura nunca foi encontrada. Já abrindo a porta por onde entrara, para mergulhar novamente na sombria noite invernal, murmurou gravemente: “Tu serás o primeiro a escutá-la”. E partiu. Esclareço que tudo que narrou o misterioso músico foi no idioma alemão, o qual, na época, eu já havia dominado de forma satisfatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnecessário dizer que meu primeiro ato após a saída do compositor foi colocar o CD no som, apagar as luzes, sentar-me confortavelmente e buscar a maior concentração possível para escutar tão curiosa e absurda obra. E a partir de agora, portanto, tentarei descrever o indescritível. O que ouvi, senti, vi, presenciei, vivenciei sob influência daquela música necessito deixar nestas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no princípio da sinfonia, percebi a estranheza de suas notas. Era algo com a nítida base do Romantismo do século XIX, era uma sinfonia romântica, porém, ao mesmo tempo, soava diferente de todo e qualquer tipo de música já por mim ouvida, com uma intensidade melódica e veemência rítmica verdadeiramente inauditas. Mas o mais espantoso era que as notas da obra incutiam-me uma estranha certeza de que dentro de meu espírito existia uma chama divina capaz de tornar-me um deus. E essa chama eu senti inflamar-se, ao mesmo tempo que o cenário do meu quarto transfigurava-se assombrosamente. Tanto que, ao meu ver, já não era meu quarto, mas regiões ignotas por onde eu viajava atônito, lugares imateriais do universo infinito. Eram alturas vertiginosas, montes cobertos por sombrias florestas como as de um conto de fadas, onde eu avistava seres com os mais absurdos e mágicos aspectos, habitantes do inconsciente coletivo humano. Subia colinas e montanhas carregado por anjos imensos com brilhantes armaduras romanas; sobrevoava infernos sobre outros infernos, habitados por diabos e monstros de um horror tão inconcebível que fui obrigado a virar o rosto. Simultaneamente, sentia alcançar a máxima felicidade e sofrer toda a dor do cosmos. Jamais poderia enumerar todas as espécies de emoções e sentimentos que me assaltava, nem teria a palavra exata para defini-los. Simplesmente, eu sentia tudo, tudo o que é permitido a um homem sentir, ou talvez ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em êxtase, eu amava, amava a todos humanos, a todos os seres. E amava ainda mais aquela mulher, não em um amor sexual, mas como quem amava uma deusa, um ser nascido do mais esplêndido sonho, que, em beijos e ternuras inefáveis, fez com que eu vivesse a mais marcante e inesquecível sensação de minha vida. Caminhávamos por entre flores multicoloridas e impregnadas de paradisíacos aromas, por campos infindos, observados por miríades de animais de vários cantos do planeta. Dentro de mim somente havia um incêndio vulcânico avassalador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Sinfonia estranha, então, passou a carregar-me por outros absurdos inimagináveis, regiões insondáveis habitadas pelos deuses, criaturas, elementais e demais seres inverossímeis das mais exacerbadas mitologias, enquanto uma tempestade de sentimentos e sensações sublimava-me e torturava-me incessantemente. Tive a terrível impressão de que meu peito iria explodir devido ao extremo fervilhar de meu mundo emocional, que em turbilhões fazia-me ascender aos céus e cair em infernos dentro de mínimos segundos. Sei que estive a um passo da morte, porque estive a um passo de viver toda a vida, de compreender todas as filosofias, todas as ciências, todas as religiões. A um passo de todas as verdades, de conhecer o mais intimo segredo do homem, o mais oculto arcano do cosmo, o mais profundo mistério de Deus, o enigma da morte, o porquê do amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor era toda a minha existência, o universo em que vivia imerso, na compreensão de todo o mal da humanidade. E eu vivenciava extraordinárias batalhas, guerras apocalípticas entre arcanjos e demônios, colossais derramamentos de sangue, explosões atômicas, vislumbrava exércitos de todas as formas e com todas as armas, humanos, extraterrenos, sobrenaturais, em lutas intermináveis, armagedônicas, titânicas, em cataclismas absolutos. Era o fim e o recomeço de todos os elementos universais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu carregava nas minhas costas a dor de todos os seres, e tinha forças para fazê-lo, dramático, vibrante, vitorioso, inatingível, amando incondicionalmente em meio à luz, soberano pela terra, conhecedor de tudo, mestre e senhor de todas as hierarquias e potestades, livre de tudo e de todos, absolutamente liberto e triunfante, tendo sempre a meu lado aqueles olhos puros... Enfim, eu era um deus! Um Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a Sinfonia acabou. Estupefato, estarrecido, em estado de choque, eu deixei meu quarto e, como um sonâmbulo boquiaberto, dirigi-me à sala. Sentei-me no sofá, gotejando lágrimas pus as mãos no rosto. Não, eu não era um deus. Era um reles humano e voltava à minha miséria. Sem arte compreendi que não sou nada, não tenho nada, nada, muito menos o amor... Após o sublime vôo da arte, a queda brutal sobre a terra... E eu me perguntava o porquê, o fantástico porquê, o massacrante porquê...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-1788005871432286978?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/1788005871432286978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=1788005871432286978' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/1788005871432286978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/1788005871432286978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/06/sinfonia.html' title='A Sinfonia'/><author><name>Al Reiffer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-3yLAqsHVZW0/TsSNFJxG2kI/AAAAAAAAA9o/cKOKsTxEb2A/s220/reuni%25C3%25A3osscds.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-3842919986810240991</id><published>2007-06-27T11:32:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T11:39:35.754-03:00</updated><title type='text'>BOAS VINDAS...</title><content type='html'>Boas vindas à todos, boas vindas aos membros, aos não-membros, aos colaboradores e aos leitores, que não deixam de ser também colaboradores, boas vindas aos novatos, e aos dinossauros desta casa, enfim, Boas Vindas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos eu começava minha vida rpgística virtual na antiga SpellBrasil, sob o nome de The Amazing Red Dragon (tá legal, podem rir...), até que um dia minha caixa de entrada recebeu o convite de Leonardo Marchi para participar de um fórum que ele acabara de criar, um fórum que mais tarde ficaria conhecido como RPG-X...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo dia fiz meu cadastro, e para minha feliz surpresa fui o primeiro membro registrado, e pude acompanhar todo o crescimento desta que se tornou minha segunda casa, pelo menos quando estou online...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Blade Lord, Hellscream e finalmente Leon de la Torre...esse sou eu, que vos dou boas vindas...e para completar minha estréia neste blog, um pequeno conto que escrevi há algum tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sangue Inocente, diários de Leon de la Torre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os últimos raios de sol deixaram o céu da Espanha naquele crepúsculo eu despertei, a lua cheia iluminava aquela bela noite de verão com sua luz pálida enquanto soprava uma agradável brisa, e do alto de minha torre eu podia vislumbrar boa parte daquelas terras com meus olhos de predador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia avistar ao longe uma porção de aldeias típicas daquela época, podia ver as colinas ao leste, cobertas de grama e rochas onde durante o dia os pastores levavam seus rebanhos, podia ver o bosque mais ao sul, e dentro do bosque, caminhando à passos apressados, podia ver minha presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bela jovem caminhava apressada pelas matas, tentando alcançar sua aldeia o mais rápido possível, sabendo o perigo que a espreitava enquanto caminhasse sozinha na noite nas redondezas da velha torre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente perdeu a hora de voltar para casa enquanto apreciava as belezas naturais desta fértil região, e mal sabia que estava prestes a pagar um alto preço por este atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da noite eu me aproximei da jovem com a rapidez do vento, podia sentir os batimentos acelerados de seu coração, o medo em sua face, a respiração pesada, o suor escorrendo sobre sua testa, e me deliciava imaginando o sabor de seu sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente o ambiente estava envolto em trevas tão densas que cobriam quase completamente a luz do luar, agora não havia mais para onde ela pudesse fugir, deixei que ela visse minha silhueta entre as sombras à sua frente, e quando a jovem tentou fugir na direção oposta lá estava eu, bem à sua frente, olhando fixamente em seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominada pelo pavor ela não tentou mais correr, levemente eu toquei seu rosto, pude sentir seu corpo todo estremecer ao toque gélido de minha mão, mas ela não fugiu, não podia, aproximei-me lentamente e sussurrei ao seu ouvido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tema minha bela jovem, estás prestes a sentir o maior prazer de sua vida, é uma pena que será também o último...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizendo isso dei-lhe um beijo no pescoço e em seguida me alimentei de seu sangue. Ela me abraçava com força, gemendo e se contorcendo de prazer como se estivesse com um amante, até que suas forças se esvaíram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exausta ela desmaiou, o sabor de seu sangue jovem enchendo minha boca e correndo por meu corpo me deliciava, e lá mesmo, deitada no meio do bosque eu a deixei, moribunda, entregue à própria sorte, ou falta desta. Uma jovem inocente sacrificada em nome de uma besta, mais uma vítima da Sombra da Torre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-3842919986810240991?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/3842919986810240991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=3842919986810240991' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3842919986810240991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/3842919986810240991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/06/boas-vindas.html' title='BOAS VINDAS...'/><author><name>Leon de la Torre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12407345715332312026</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-4762490290349680559</id><published>2007-06-25T22:24:00.000-03:00</published><updated>2007-06-25T22:33:59.658-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-opiL6L9Qbc"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-opiL6L9Qbc" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo mais engraçado que já apareceu lá no fórum, eu ri dele TODAS as vezes que vi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-4762490290349680559?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/4762490290349680559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=4762490290349680559' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4762490290349680559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/4762490290349680559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/06/o-vdeo-mais-engraado-que-j-apareceu-l.html' title=''/><author><name>Marchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10199740574877329666</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-8607763802518186506</id><published>2007-06-24T05:57:00.000-03:00</published><updated>2007-06-24T06:06:49.531-03:00</updated><title type='text'>Desnudando os dados</title><content type='html'>_Ei, você joga RPG?&lt;br /&gt;_Jogo.&lt;br /&gt;_Que bacana! Adoro gente doida!&lt;br /&gt;_Não é bem assim...&lt;br /&gt;_Faz uma esquisitisse aí pra mim!&lt;br /&gt;_Você já pensou em terapia?&lt;br /&gt;_Já. E a sua mãe?&lt;br /&gt;_Vai bem, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Pires. Dado Pires. Na verdade esse não é meu nome, mas gosto de manter certas tradições. Apelidos não deixam de se tornar uma tradição em nossas vidas. Muitas outras coisas também se tornam. O RPGX com certeza. Uma tradição de amigos bytes interessados por um algo em comum. Uma espécie de doideira. Uma espécie de terapia. Um estilo de confraternizar. Um estilo de vida. Este que se desnuda é apenas mais um espaço para esses caras tão loucos, especiais e únicos. Um grande "Hurra!" para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu jogo RPG. Metalinguisticamente um dado jogando dados. E sonhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um pouco louco. Eu sou bastante feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem vindos a esse  blog!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;dado pires - por vezes Flavius.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-8607763802518186506?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/8607763802518186506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=8607763802518186506' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8607763802518186506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8607763802518186506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/06/desnudando-os-dados.html' title='Desnudando os dados'/><author><name>Dado Pires</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://1.bp.blogspot.com/-aZ78B3J8mUM/TpehLBonLcI/AAAAAAAAAPM/4IzwmN7EM1k/s220/P1106031821071.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-8631937051580447005</id><published>2007-06-23T18:45:00.000-03:00</published><updated>2007-07-27T05:04:54.128-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='w'/><title type='text'>MINHA ESTRÉIA AQUI</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;No dia 19/09/2006 a convite de Rita me tornei membro do RPG-X. Depois de 53 dias fui convidadada a moderar a sessão "Contos e Poesias". No decorrer desses nove meses (uma gestação completa!!!) pude sempre contar com todos, em especial com Leonardo e Rita, que são como &lt;em&gt;Anjos da Guarda&lt;/em&gt; pra mim. Agradeço a recepção que sempre tive e as oportunidades de poder colaborar com o crescimento do site. Este Blog é produto desse lugar que abriga pessoas radiantes. É um imenso prazer fazer parte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pra iniciar minhas postagens aqui, escolhi a primeira que fiz no forum, um poema, postado lá no dia em que fui registrada. Boa (re)leitura para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;marquee&gt;SOLAR&lt;/marquee&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" Sinto as primeiras luzes&lt;br /&gt;de uma dia que cai sobre mim&lt;br /&gt;como minha imortalidade...&lt;br /&gt;Já disse que odeio toda essa claridade...&lt;br /&gt;mas a beleza me fascina&lt;br /&gt;me sinto morta,e iluminada...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ouço os mesmos sons...&lt;br /&gt;bizarros, vindos do dia&lt;br /&gt;caindo sobre mim...&lt;br /&gt;Leve-me daqui...&lt;br /&gt;proteja-me da luz...&lt;br /&gt;salve-me...&lt;br /&gt;Você é o único&lt;br /&gt;que não posso ter...&lt;br /&gt;o único que pode me levar daqui...&lt;br /&gt;Não sou tão forte assim&lt;br /&gt;sua sutileza em forma de luz pode me matar&lt;br /&gt;leve-me daqui...&lt;br /&gt;Deixe-me morrer&lt;br /&gt;pra voltar a vida&lt;br /&gt;apenas leve-me pra longe da luz..." &lt;/em&gt;&lt;a class="gen" href="http://rpgx.com.br/forum/posting.php?mode=editpost&amp;amp;p=21641"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-8631937051580447005?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/8631937051580447005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=8631937051580447005' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8631937051580447005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/8631937051580447005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/06/minha-estria-aqui_23.html' title='MINHA ESTRÉIA AQUI'/><author><name>Agnes Mirra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05094035874162324592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.geocities.com/mirraagnes/emilie.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-925280865248217371.post-7534486666273268359</id><published>2007-06-21T14:27:00.000-03:00</published><updated>2007-06-21T14:29:57.624-03:00</updated><title type='text'>Estréia!!!!</title><content type='html'>Nos idos de 2004, era verão, sol a pino, e como todo bom nerd, eu passando as tardes de sábado trabalhando no computador para construir um fórum, não um fórum comum, mas um fórum decente que pudesse acolher outros como eu, que gostavam de um monte de coisa, de Xadrez a Vale-Tudo e que não encontrava na net um espaço para rpgistas. Pois bem nascia assim o RPG-X, na verdade o site se chamava A TAVERNA, uma parceria minha e de um bom amigo meu, mais tarde ainda naquele ano nascia o RPG-X propriamente dito, que ainda não era chamado assim, mas tinha a proposta que o site tem hoje, um ano depois veio a ter o nome que tem hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos se passaram e depois de conhecer muita gente interessante, e apesar de não ter conhecido um neto bastardo do meu bisavô, o site virou um portal, com imagens, aventuras, artigos e um monte de coisa que eu não vou ficar escrevendo aqui porque eu já to ficando chato com esse rodeio todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso pra dizer que o que importou mesmo foram os amigos-bytes, amigos esses que criaram esse espaço maravilhoso, ou como disse a Agnes um resumo do que acontece no site, e que eu prefiro chamar de uma seleção do que melhor rola por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja todos muito bem vindos, aos amigos um sincero abraço e um muito obrigado por acolherem esse projeto com tanto carinho e dedicação, e aos visitantes deixo um convite para que conheçam nossa turma de gente boa de todo tipo, mas de gente amiga que se encontra em poucos lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Marchi de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seu amigão da vizinhança.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/925280865248217371-7534486666273268359?l=blogdorpgx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/feeds/7534486666273268359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=925280865248217371&amp;postID=7534486666273268359' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7534486666273268359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/925280865248217371/posts/default/7534486666273268359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorpgx.blogspot.com/2007/06/estria.html' title='Estréia!!!!'/><author><name>Marchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10199740574877329666</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
